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André, Luiz, Chico, Xavier, crosta, terra, diversidade, parasitismo, Umbral, Trevas, tempo, transportes, volitação

 

Diversos mundos e diversos núcleos de trabalho

 

  

  A crosta da terra

  Campos da Paz

  Campos de Saída

  Escola de Mães

   Espaço das Nações

  Inferno

  Lar da Benção

  

  Mansão Paz

   Mundos sutis

  Nosso lar

  O ministério do auxílio

  Planejamento de Reencarnação

  Umbral

  Trevas



 

Nosso Lar

"Há esferas de vida em toda parte - disse ele, solícito -, o vácuo sempre há de ser mera imagem literária. Em tudo há energias viventes e cada espécie de seres funciona em determinada zona da vida." (Nosso Lar Cap.44 - FEB 1943)

 

Nosso Lar

" A colônia, que é essencialmente de trabalho e realização, divide-se em seis ministérios, orientados, cada qual, por doze ministros. Temos os Ministérios da Regeneração, do Auxílio, da Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina. Os quatro primeiros nos aproximam das esferas terrestres, os dois últimos nos ligam ao plano superior, visto que a nossa cidade espiritual é zona de transição. Os serviços mais grosseiros localizam-se no Ministério da Regeneração, os mais sublimes no da União Divina. 
... No centro da praça, erguia-se um palácio de magnificente beleza, encabeçado de torres soberanas, que se perdiam no céu.
- Os fundadores da colônia começaram o esforço, partindo daqui, onde se localiza a Governadoria - disse o visitador.
Apontando o palácio, continuou:
- Temos, nesta praça, o ponto de convergência dos seis ministérios a que me referi. Todos começam da Governadoria, estendendo-se em forma triangular.
E respeitoso, comentou:
- Ali vive o nosso abnegado orientador. Nos trabalhos administrativos, utiliza ele a colaboração de três mil funcionários; entretanto, é ele o trabalhador mais infatigável e mais fiel que todos nós reunidos..." (Nosso Lar Cap.8 - FEB 1943)

"- Lísias, amigo - perguntei, - poderá informar-me se todas as colônias espirituais são idênticas a esta? Os mesmos processos, as mesmas características?
- De modo algum. Se nas esferas materiais, cada região e cada estabelecimento revela traços peculiares, imagine a multiplicidade de condições em nossos planos. Aqui, tal como na Terra, as criaturas se identificam pelas fontes comuns de origem e pela grandeza dos fins que devem atingir; mas importa considerar que cada colônia, como cada identidade, permanece em degraus diferentes na grande ascensão...." (Nosso Lar Cap.11 - FEB 1943)

 

O Ministério do Auxílio

"Tudo o que vemos, edifícios, casas residenciais, representa instituições e abrigos adequados à tarefa de nossa jurisdição. Orientadores, operários e outros serviçais da missão, residem aqui. Nesta zona, atende-se a doentes, ouvem-se rogativas, selecionam-se preces, preparam-se reencarnações terrenas, organizam-se turmas de socorro aos habitantes do Umbral, ou aos que choram na Terra, estudam-se soluções para todos os processos que se prendem ao sofrimento." (Nosso Lar Cap.8 - FEB 1943)

 

Missionários da Luz

" - Nossa pequena expedição - esclareceu o chefe do agrupamento, depois de trocar comigo palavras muito cordiais - é uma das inumeráveis turmas de socorro que colaboram nos círculos da Crosta. Somos milhares de servidores, nessas condições, ligados a diversas regiões espirituais mais elevadas.
- Seu núcleo - perguntei - procede de nossa colônia?
- Sim, E temos nossas atividades entrelaçadas com as tarefas de vários instrutores de Nosso Lar...." (Missionários da Luz Cap.7 - FEB 1945)

"... daí a algum tempo encontrávamo-nos numa casa espiritual de socorro urgente, localizada na própria esfera da Crosta. Via-se que a organização atendia a trabalhos de emergência, porquanto o material de assistência era francamente rudimentar.
Adivinhando-me o pensamento, Alexandre explicou:
- No círculo de vibrações antagônicas dos habitantes da Crosta, não se pode localizar uma instituição completa de auxílio. O trabalho de socorro, desse modo, há de sofrer incontestável deficiência. Esta casa, porém, é um hospital volante que conta com a abnegação de muitos companheiros. ..." (Missionários da Luz Cap.11 - FEB 1945)

 

 

Obreiros da Vida Eterna

"Permanecíamos em região onde a matéria obedecia a outras leis, interpenetrada de princípios mentais extremamente viciados. Congregavam-se aí longos precipícios infernais e vastíssimas zonas de purgatório das almas culpadas e arrependidas." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VI - FEB 1946)

"- Sim -, assentiu o Assistente Jerônimo - num abrigo de pronto socorro espiritual, é conveniente que não haja facilidade para distrações prejudiciais aos nossos deveres.
Estampou riso franco nos lábios e acentuou:
- Por isso mesmo, quando na Crosta da Terra, nunca tivemos descrições de infernos floridos ou de purgatórios sob árvores acolhedoras. Nesse ponto, os escritores teológicos foram exatos e coerentes. Aos culpados e renitentes confessos não convém a fuga mental. Em favor deles próprios, é mais razoável sejam mantidos em regiões desprovidas de encanto, a fim de permanecerem a sós com as criações mentais inferiores a que se ligaram intensivamente." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VI - FEB 1946)

"Noutras circunstâncias e noutro tempo, não conseguiria eu dominar o pavor que nos infundia a paisagem escura e misteriosa, à nossa frente. Vagavam no espaço estranhos sons. Ouvia perfeitamente gritos de seres selvagens e, em meio deles, dolorosos gemidos humanos, emitidos, talvez, a imensa distância... Aves de monstruosa configuração, mais negras do que a noite, de longe em longe se afastavam de nosso caminho, assustadiças. E embora a sombra espessa, observava alguma coisa da infinita desolação ambiente. Após alguns minutos de marcha, surgiu-nos a Lua, como bola sangrenta, através do nevoeiro, espalhando escassos raios de luz. Poderíamos identificar, agora, certas particularidades do terreno áspero. A Irmã Zenóbia colocara, diante de nós, adestrado auxiliar especialista na travessia daquelas sendas estreitas, e, conforme recomendação inicial, guardávamos rigoroso silêncio, em fila móvel, ganhando a estrada hostil.
Atingíamos zona pantanosa, em que sobressaía rasteira vegetação. Ervas mirradas e arbustos tristes assomavam indistintamente do solo. Fundamente espantado, porém, ao ladear imenso charco, ouvi soluços próximos. Guardava a nítida impressão de que as vozes procediam de pessoas atoladas em repelentes substâncias, tais as emanações desagradáveis que pairavam no ar. " (Obreiros da Vida Eterna Cap.VI - FEB 1946)

 

Libertação

"Incapacitados de prosseguir além do túmulo, a caminho do Céu que não souberam conquistar, os filhos do desespero organizam-se em vastas colônias de ódio e miséria moral, disputando, entre si, a dominação da Terra. Conservam, igualmente, quanto ocorre a nós mesmos, largos e valiosos patrimônios intelectuais e, anjos decaídos da Ciência, buscam, acima de tudo, a perversão dos processos divinos que orientam a evolução planetária.
Mentes cristalizadas na rebeldia, tentam solapar, em vão, a Sabedoria Eterna, criando quistos de vida inferior, na organização terrestre, entrincheiradas nas paixões escuras que lhes vergastam as consciências. Conhecem inumeráveis recursos de perturbar e ferir, obscurecer e aniquilar. Escravizam o serviço benéfico da reencarnação em grandes setores expiatórios e dispõem de agentes da discórdia contra todas as manifestações dos sublimes propósitos que o Senhor nos traçou às ações.
Os homens terrenos que, semilibertos do corpo, lhes conseguiram identificar, de algum modo, a existência, recuaram, tímidos e espavoridos, espalhando entre os contemporâneos as noções de um inferno punitivo e infindável, encravado em tenebrosas regiões além da morte." (Libertação Cap.I - FEB 1949)

"O inferno, por isto mesmo, é um problema de direção espiritual." (Libertação Cap.I - FEB 1949)

" Após a travessia de várias regiões, "em descida", com escalas por diversos postos e instituições socorristas, penetramos vasto domínio de sombras
A claridade solar jazia diferençada.
Fumo cinzento cobria o céu em toda a sua extensão." (Libertação Cap.III - FEB 1949)

" Fossem poucos os transeuntes infelizes e poder-se-ia pensar num serviço metódico de assistência individual; mas, que dizer de uma cidade constituída por milhares de loucos declarados? Dentro de colméia dessa natureza, o homem sadio que tentasse impor socorro ao espírito geral não seria efetivamente o alienado mental, aos olhos alheios? Impraticável, por isso, qualquer organização beneficente visível, a não ser através de serviço arriscado qual aquele de que o nosso Instrutor se incumbira, tocado pela renúncia, na obra de santificação com o Cristo. (...)
... À frente, numa distância de dezenas de quilômetros, sucediam-se furnas e abismos, qual se nos situássemos perante imensa cratera de vulcão vivo, alimentado pela dor humana, porque, lá dentro, turbilhões de vozes explodiam, ininterruptos, parecendo estranha mistura de lamentos de homens e animais. (...)
... Amontoam-se aqui, como se fossem lenhos secos, milhares de criaturas que abusaram de sagrados dons da vida. São réus da própria consciência, personalidades que alcançaram a sobrevivência sobre as ruínas do próprio "eu", confinados em escuro setor de alienação mental. Esgotam resíduos envenenados que acumularam na esfera íntima, através de longos anos vazios de trabalho edificante, no mundo físico, entregando-se, presentemente a infindáveis dias de tortura redentora." (Libertação Cap.VII - FEB 1949)

 

Entre a Terra e o Céu

" - E estará informada de que a vida se estende a outras esferas, a outros domínios e a outros mundos? perceberá que o céu ou o inferno começam de nós mesmos?
O orientador meneou a cabeça, dando mostras de negativa e acrescentou:
- Isso não. Ela não oferece a impressão de quem se libertou do círculo das próprias idéias para caminhar ao encontro das surpresas de que o Universo transborda. Mentalmente, revela-se adstrita às concepções que elegeu na Terra, como sendo as mais convenientes à própria felicidade." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIV - FEB 1954)

 

 

Sexo e Destino

"Fomos defrontados pelo instituto que demandávamos. O «Almas Irmãs», assim chamado pelos fundadores que o levantaram em socorro dos irmãos necessitados de reeducação sexual, após a desencarnação, exibia plano extenso de construções. Conjunto de linhas harmoniosas e simples, ocupando quatro quilômetros quadrados de edifícios e arruamentos, parques e jardins. Autêntica cidade por si.
Inalava-se tranqüilidade, alegria.(...)
(...) e, como que retomando os esclarecimentos que Neves empreendera, começou dizendo que pisávamos num hospital-escola de suma importância para os candidatos à reencarnação. Os internados ou estudantes vinham, em maioria, das estâncias purgatoriais, após alijarem as conseqüências mais imediatas dos vícios e paixões aviltantes, por eles acalentados no plano físico. Rigorosamente examinados, atendiam a critério de seleção, nas paragens de angústia expiatória em que se demoravam, e somente depois de julgados dignos entravam naquele pouso de refazimento para estações mais ou menos longas de estudo e meditação, pesquisando as causas e observando os efeitos das quedas de natureza afetiva em que se haviam precipitado..." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.IX - FEB 1963)

" (...) o próprio Félix conduziu-me, de passagem, a pequeno palácio, localizado no centro da instituição. «Casa da Providência», esse o nome com que o edifício é designado. Curioso foro do «Almas Irmãs», onde dois juízes funcionam, atendendo aos petitórios formulados pelos integrantes da comunidade, com respeito aos irmãos reencarnados na esfera física.
De entrada, faceando com dezenas de pessoas que iam e vinham, Félix, sempre cumprimentado com apreço por todos os passantes, explicou-me que ali somente se organizavam processos de auxílio e corrigenda, relacionados aos companheiros destinados à reencarnação e aos que já se achassem no estágio físico, espiritualmente ligados aos interesses do instituto. Renascimentos, berços torturados, acidentes da infância, delitos da juventude, dramas passionais, lares periclitantes, divórcios, deserções afetivas, certas modalidades de suicídio tanto quanto moléstias e obsessões resultantes de abusos sexuais e uma infinidade de temas conexos são aí examinados, segundo as rogativas e as queixas entregues aos pronunciamentos da justiça." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.X - FEB 1963)

 

E a vida continua...

" (...) Certamente já sabem que estamos rodeados por vida citadina muito intensa. Residências, escolas, instituições, indústrias, veículos, entretenimentos públicos...
- Quê?... - disseram Evelina e Ernesto a um só tempo.
- É como lhes digo. Isto aqui é uma cidade relativamente grande. Nada menos de cem mil habitantes e, ao que dizem, com administração das melhores.
(...) A cidade é linda. Uma espécie de vale de edifícios, como que talhados em jade, cristal e lápis-lazuli. Arquitetura original, praças encantadores recamadas de jardins. Creiam vocês que caminhei, fascinada, de rua em rua. (...) A simples idéia de que nos situávamos em lugar fora do mundo que sempre conheci, me fazia voltar às dores anginosas que, desde muito tempo, não registrava." (E a Vida Continua... Cap.7 - FEB 1968)

" (...) Por imposição de nossas necessidades, nós mesmos estamos residindo em zona dessas, na vizinhança das criaturas encarnadas.
- Refiro-me às regiões tenebrosas ou infelizes, relativamente às quais ouvi tantas dissertações e onde se desarvoram tantos irmãos nossos...
- Fantini, precisamos certificar-nos - clareou o mentor - de que esses lugares não são infelizes, de vez que infortunados são os irmãos que os povoam... Os jardins e pomares que enriqueçam um manicômio deixarão de ser jardins e pomares porque existam enfermos a desfrutar-lhes as emanações nutrientes?
- ?...
- Pois é, meu caro, as áreas do espaço, às vezes enormes, ocupadas por legiões de criaturas padecentes ou desequilibradas, estão circunscritas e policiadas, por maiores que sejam, funcionando à maneira dos sítios terrestres, utilizados por grandes instituições para a recuperação dos enfermos da mente. Você não ignora que existem doentes da alma, consumindo larga faixa da existência nos hospícios acolhedores da Terra. Isso acontece aqui também. Ladeando o nosso vilarejo, temos vasto território, empregado no asilo a irmãos desajustados, aos milhares, mantidos e vigiados por muitas organizações de beneficência, que trabalham no socorro fraternal." (E a Vida Continua... Cap.9 - FEB 1968)

" Devidamente credenciados, Evelina e Ernesto, após ligeiro trajeto pelas ruas da cidade que se lhe figurou encantadora, alcançaram o Instituto de Proteção Espiritual.
Acolhidos carinhosamente pelo Instrutor Ribas, dedicado à clínica psiquiátrica, no departamento assistencial que lhe dizia respeito, sentiam-se tão à vontade, do ponto de vista do habitual, como se estivessem visitando moderno consultório terrestre. Em tudo, simplicidade, conforto, segurança. Atendentes à vista. Fichários. Aparelhos diversos para registro do pensamento. (...)
(...) Nosso Instituto se consagra à proteção e ao tratamento de seus tutelados. Primeiro a cobertura socorrista, depois, o reajustamento, se necessário. (...)
- Nossa palestra será filmada. Simples recurso para que os seus contatos com a nossa casa sejam seguidos com segurança, no capítulo da assistência de que não prescindirá em seus primeiros tempos de vida espiritual. Por suas indagações, a autoridade do Instituto identificará a sua posição no conhecimento e, por suas respostas, saberá o montante de suas necessidades. Conversemos.." (E a Vida Continua... Cap.10 - FEB 1968)

" (...) Sensivelmente melhorados, demoravam-se ainda no hospital, mas domiciliados em pavilhões de convalescentes, cada qual no departamento próprio, de vez que as referidas construções abrigavam homens e mulheres, em vasta agremiação de lares-apartamentos para uso individual. Desfrutavam a devida permissão para se movimentarem na cidade, como quisessem, apenas com a observação de que somente lhes seria lícito visitar os arredores, onde se acomodavam milhares de Espíritos infelizes, com assistência adequada (...) À vista disso, freqüentavam bibliotecas, jardins, instituições e entretenimentos diversos, figurando-se-lhes a vida, ali, uma fase longa de repouso mental em tranqüila colônia de férias." (E a Vida Continua... Cap.12 - FEB 1968)

" - Achamo-nos à frente de perigosa extensão de espaço, habitada por milhares de criaturas rebeldes que constroem, à custa dos próprios pensamentos em desvario, o ambiente desolado que se nos impõe à vista. Aí, nesse mundo diferente, somos defrontados pelas mais estranhas edificações, todas elas caricaturas dos abrigos domésticos de que os donos abusaram na experiência física, uma verdadeira floresta de fluidos condensados, retratando as idéias e manias, ambições e caprichos, remorsos e penitências dos moradores. Temos aí, nessa faixa umbralina, todo um estado anárquico, em que o individualismo se desborda na hipertrofia da liberdade, sem os constrangimentos benéficos da disciplina, que nos faz realmente livres pela voluntária sujeição de nossa parte aos dispositivos das Leis de Deus." (E a Vida Continua... Cap.13 - FEB 1968)

 

Evolução em Dois Mundos

"Sob a orientação das Inteligências Superiores, congregam-se os átomos em colméias imensas, e, sob a pressão, espiritualmente dirigida, de ondas eletromagnéticas, são controladamente reduzidas as áreas espaciais intra-atômicas, sem perda de movimento, para que se transformem na massa nuclear adensada, de que se esculpem os planetas, em cujo seio as mônadas celestes encontrão adequado berço ao desenvolvimento. Semelhantes mundos servem à finalidade a que se destinam, por longas eras consagrados à evolução do Espírito, até que, pela sobrepressão sistemática, sofrem o colapso atômico pelo qual se transmutam em astros cadaverizados. Essas esferas mortas, contudo, volvem a novas diretrizes dos Agentes Divinos, que dispões sobre a desintegração dos materiais de superfície, dando ensejo a que os elementos comprimidos se libertem através de explosão ordenada, surgindo novo acervo corpuscular para a reconstrução das moradias celestes, nas quais a obra de Deus se estende e perpetua, em sua glória criativa." (Evolução em Dois mundos, em 15/01/1958, Primeira Parte - I)

"... escassa percentagem de criaturas humanas, além da morte, adquirem acesso definitivo aos planos superiores. A esmagadora maioria jaz ainda ligada às ideologias e raças, pátrias e realizações, famílias e lares do mundo." (Evolução em Dois Mundos, em 09/04/1958, Primeira Parte - XIX)

"Círculos espirituais existem, em planos de grande sublimação, nos quais os desencarnados, sustentando consigo mais elevados recursos de grandeza moral, conseguem plasmar, com as próprias idéias, quadros vivos que lhes confirmem a mensagem ou o ensinamento, seja em silêncio, seja com a despesa mínima de suprimento verbal, em livres circuitos mentais de arte e beleza, tanto quanto muitas Inteligências infelizes, treinadas na ciência da reflexão, conseguem formar telas aflitivas em circuitos mentais fechados e obsessivos, sobre as mentes que magneticamente jugulam." (Evolução em Dois Mundos, em 13/04/1958, Segunda Parte -II)

 

 

Espaço das nações

"(...) No plano físico, a equipe doméstica atende à consangüinidade em que o vínculo é obrigatório, mas, no plano extrafísico, o grupo familiar obedece à afinidade em que o liame é espontâneo. Por isso mesmo, na esfera seguinte à condição humana, temos o espaço das nações, com as suas comunidades, idiomas, experiências e inclinações, inclusive organizações religiosas típicas, junto das quais funcionam missionários de libertação mental, operando com caridade e discrição para  que as idéias renovadoras se expandam sem dilaceração e sem choque. Com esses dois terços de criaturas ainda ligadas, desse ou daquele modo, aos núcleos terrenos, encontramos um terço de Espíritos relativamente enobrecidos que se transformam em condutores da marcha ascensional dos companheiros, pelos méritos com que se fazem segura instrumentação das Esferas Superiores." (Evolução em Dois Mundos, em 14/05/1958, Segunda Parte - VII)

 

 

Outros mundos

"Na moradia de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a conta do tempo, embora os rigores das estações estejam suprimidos pelos fatores de ambiente que asseguram a harmonia da Natureza, estabelecendo clima quase constante e quase uniforme, como se os equinócios e solstícios entrelaçassem as próprias forças, retificando automaticamente os excessos de influenciação com que se dividem." (Evolução em Dois Mundos, em 12/03/1958, Primeira Parte - XIII)

"E porque o pensamento é força criativa e aglutinante na criatura consciente em plena Criação, as imagens plasmadas pelo mal, à custa da energia inestancável que lhe constitui atributo inalienável e imanente, servem para a formação das paisagens regenerativas em que a alma alucinada pelos próprios remorsos é detida em sua marcha, ilhando-se nas conseqüências dos próprios delitos, em lugares que, retendo a associação de centenas e milhares de transviados, se transformam em verdadeiros continentes de angústia, filtros de aflição e dor, em que a loucura ou a crueldade, juguladas pelo sofrimento que geram para si mesmas, se rendem lentamente ao raciocínio equilibrado, para a readmissão indispensável ao trabalho remissor." (Evolução em Dois Mundos, em 23/03/1958, Primeira Parte - XVI)

 

 

 

Planejamento de Reencarnações no Ministério do Esclarecimento

" ... Temos bons amigos no Planejamento de Reencarnações, serviço muito importante em nossa colônia espiritual, diretamente relacionado com as atividades do Esclarecimento. Nessa instituição, durante alguns dias, você terá uma idéia aproximada de nossa tarefa, portas a dentro de semelhantes trabalhos. Grande percentagem de reencarnações na Crosta se processa em moldes padronizados para todos, no campo de manifestações puramente evolutivas. Mas outra percentagem não obedece ao mesmo programa. Elevando-se a alma em cultura e conhecimentos, e, conseqüentemente, em responsabilidade, o processo reencarnacionista individual é mais complexo, fugindo à expressão geral, como é lógico. Em vista disso, as colônias espirituais mais elevadas mantêm serviços especiais para a reencarnação de trabalhadores e missionários. ..." (Missionários da Luz Cap.12 - FEB 1945)

 

 

Mundos sutis

" - Todo este mundo que vemos é continuação de nossa Terra. Os olhos humanos vêem apenas algumas expressões do vale em que se exercitam para a verdadeira visão espiritual, como nós outros que, observando agora alguma coisa, não estamos igualmente vendo tudo." (Os Mensageiros Cap.15 - FEB 1944)

" Há, porém, André, outros mundos sutis, dentro dos mundos grosseiros, maravilhosas esferas que se interpenetram. O olho humano sofre variadas limitações e todas as lentes físicas reunidas não conseguiriam surpreender o campo da alma, que exige o desenvolvimento das faculdades espirituais para tornar-se perceptível. A eletricidade e o magnetismo são duas correntes poderosas que começam a descortinar aos nossos irmãos encarnados alguma coisa dos infinitos potenciais do invisível, mas ainda é cedo para cogitarmos de êxito completo. Somente ao homem de sentidos espirituais desenvolvidos é possível revelar alguns pormenores das paisagens sob nossos olhos. A maioria das criaturas ligadas à Crosta não entende estas verdades, senão após perderem os laços físicos mais grosseiros. É da lei, que não devemos ver senão o que possamos observar com proveito." (Os Mensageiros Cap.15 - FEB 1944)

 

 

Campo da Paz

" ... Muito nos dá o Senhor, em nossa colônia; entretanto, permanecemos na vizinhança de irmãos encarnados. As tempestades que nos atingem, obrigam-nos a serviços constantes. Os quadros inferiores que nos cercam são profundamente dolorosos. Nossa cidade não possui Ministérios da União Divina, nem de Elevação. Não podemos receber a influência superior com muita facilidade. Nossos trabalhos de comunicação e auxílio necessitam ainda de muita gente educada no Evangelho, para funcionar com eficiência. Além disso, temos os problemas de finalidade. Nossa colônia foi instituída para socorro urgente. A nosso ver, "Campo da Paz" é, mais que tudo, um avançado centro de enfermagem, rodeado de perigos, porque os irmãos ignorantes e infelizes nos cercam o esforço por todos os lados. De dez em dez quilômetros, nas zonas de nossa vizinhança, há Postos de Socorro como este, que funcionam como instituições de assistência fraternal e sentinelas ativas, ao mesmo tempo.." (Os Mensageiros Cap.30 - FEB 1944)

 

 

Lar da Bênção

" Por abençoada e colorida colméia de amor, harmonioso casario surgiu ao nosso olhar.
Centenas de gárrulas crianças brincavam entre fontes e flores de maravilhoso jardim." (Entre a Terra e o Céu Cap.VIII - FEB 1954)

" - É o Lar da Bênção - informou o instrutor, satisfeito. - Nesta hora, muitas irmãs da Terra chegam em visita a filhinhos desencarnados. Temos aqui importante colônia educativa, misto de escola de mães e domicílio dos pequeninos que regressam da esfera carnal." (Entre a Terra e o Céu Cap.IX - FEB 1954)

"(...) O nosso educandário guarda mais de duas mil crianças, mas, sob os meus cuidados, permanecem apenas doze. Somos um grande conjunto de lares, nos quais muitas almas femininas se reajustam para a venerável missão da maternidade e conosco multidões de meninos encontram abrigo para o desenvolvimento que lhes é necessário, salientando-se que quase todos se destinam ao retorno à Terra para a reintegração no aprendizado que lhes compete." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
" O Lar da Bênção mostrava-se maravilhoso.
Flores de rara beleza coloriam a estrada e embalsamavam-na de suave perfume." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVII - FEB 1954) 

 

 

Escola de Mães

" - Esperamos localizar nossa amiga no Parque, por algum tempo, e, certo, sentirá prazer em encarregar-se do pequenino.
- Sim, a Escola das Mães apresenta vastas disponibilidades - informou Blandina, prestimosa. - Odila poderá entregar-se com segurança à tarefa assistencial que Júlio exige. Receberá todos os recursos (...)" (Entre a Terra e o Céu Cap.XXVI - FEB 1954)

 

 

Mansão Paz

" ... notável escola de reajuste de que Druso era o diretor abnegado e amigo.
O estabelecimento, situado nas regiões inferiores, era bem uma espécie de «mosteiro São Bernardo», em zona castigada por natureza hostil, com a diferença de que a neve, quase constante em torno do célebre convento encravado nos desfiladeiros entre a Suíça e a Itália, era ali substituída pela sombra espessa, que, naquela hora, se adensava, movimentada e terrível, ao redor da instituições, como se tocada por ventania incessante.
O pouso acolhedor, que permanece sob a jurisdição de «Nosso Lar», está fundado há mais de três séculos, dedicando-se a receber Espíritos infelizes ou enfermos, decididos a trabalhar pela própria regeneração, criaturas essas que se elevam a colônias de aprimoramento na Vida Superior ou que retornam à esfera dos homens para a reencarnação retificadora.(...)
(...) reparávamos lá fora, através do material transparente de larga janela, a convulsão da Natureza.
Ventania ululante, carreando consigo uma substância escura, semelhante à lama aeriforme, remoinhava com violência, em torvelinho estranho, à maneira de treva encachoeirada...
E do corpo monstruoso do turbilhão terrível rostos humanos surdiam em esgares de horror, vociferando maldições e gemidos.(...)
(...) Todos os lugares infernais surgem, vivem e desaparecem com a aprovação do Senhor, que tolera semelhantes criações das almas humanas, como um pai que suporta as chagas adquiridas pelos seus filhos e que se vale delas para ajudá-los a valorizar a saúde. As inteligências consagradas à rebeldia e à criminalidade, em razão disso, não obstante admitirem que trabalham para si, permanecem a serviço do Senhor, que corrige o mal com o próprio mal. Por esse motivo, tudo na vida é movimentação para a vitória do bem supremo." (Ação e Reação Cap.1 - FEB 1957)

"Pela sombra reinante, não poderíamos saber se era dia, se era noite.
Por isso, o grande relógio, ali existente, com largo mostrador abrangendo as vinte e quatro horas, funcionou aos meus olhos como a bússola para o viajante, deixando-me perceber que estávamos em noite alta."
Nota do Autor espiritual - Reportamo-nos a regiões encravadas nos domínios do próprio globo terrestre, submetidas às mesmas leis que lhe regulam o tempo. (Ação e Reação Cap.4 - FEB 1957)

" Em verdade, o sofrimento, naquele pouso castigado de extrema luta, era a nota constante em todas as direções.
Muitas vezes, a casa tremia nos alicerces sob convulsões magnéticas indescritíveis, noutras ocasiões, sob o ataque de legiões ferozes, assemelhava-se a fortaleza em regime de sítio inquietaste, que só a Misericórdia Divina poderia salvar." (Ação e Reação Cap.20 - FEB 1957)

 

 

Campos de saída

" - Ao terminares a fase essencial de tua missão, nos dias próximos, sobre o que serei notificada por nossos mensageiros, irei ao teu encontro nos "campos de saída"(*). Então, quem sabe? é provável se verifique o encontro pessoal que almejo há muito tempo, porquanto Gregório virá possivelmente em tua companhia, até a um ponto em que de alguma sorte a manifestação da luz será possibilitada ante as trevas. ." (Libertação Cap.III - FEB 1949)

* A expressão "campos de saída" define lugares-limites, entre as esferas inferiores e superiores

 

 

A Crosta da Terra

" ... Identificava, agora, a presença de muitos desencarnados de ordem inferior, seguindo os passos de transeuntes vários, ou colados a eles, em abraço singular. Muitos dependuravam-se a veículos, contemplavam-nos outros, das sacadas distantes. Alguns em grupos, vagavam pelas ruas, formando verdadeiras nuvens escuras que houvessem baixado repentinamente ao solo." (Os Mensageiros Cap.34 - FEB 1944)

" ... Receios imprevistos instalavam-se-me nalma, desagradáveis choques íntimos assaltavam-me o coração, sem que lhes pudesse localizar a procedência. Tinha a impressão nítida de havermos mergulhado num oceano de vibrações muito diferentes, onde respirávamos com certa dificuldade. Nosso instrutor esclarecia que, com o tempo, seriam dilatados nossos poderes de resistência e que as penosas sensações experimentadas obedeciam à circunstância de ser aquela a primeira vez que descíamos ao ambiente da Crosta em serviço de análise mais intenso. Recomendava-nos bom ânimo e, sobretudo, a conservação da fortaleza mental, ante quaisquer quadros menos estimáveis que nos defrontassem de imprevisto. A eficiência do auxílio, exclamava ele, necessita educação persistente. Não seria possível ajudar alguém, prendendo-nos a fraquezas de qualquer espécie." (Os Mensageiros Cap.34 - FEB 1944)

" - Não temam - disse. Sempre que ameaça tempestade, os seres vagabundos da sombra se movimentam procurando asilo. São os ignorantes que vagueiam nas ruas, escravizados às sensações mais fortes dos sentidos físicos. Encontram-se ainda colados às expressões mais baixas da experiência terrestre e os aguaceiros os incomodam tanto quanto ao homem comum, distante do lar. Buscam, de preferência, as casas de diversão noturna, onde a ociosidade encontra válvula nas dissipações. Quando isto não se lhes torna acessível, penetram as residências abertas, considerando que, para eles, a matéria do plano ainda apresenta a mesma densidade característica." (Os Mensageiros Cap.37 - FEB 1944)

"- Estão vendo aquelas manchas escuras na via pública? - indagava nosso orientador, percebendo-nos a estranheza e o desejo de aprender cada vez mais.
Como não soubéssemos definir com exatidão, prosseguia explicando:
- São nuvens de bactérias variadas. Flutuam, quase sempre também, em grupos compactos, obedecendo ao princípio das afinidades. Reparem aqueles arabescos de sombra...
E indicava-nos certos edifícios e certas regiões citadinas.
- Observem os grandes núcleos pardacentos ou completamente obscuros!... São zonas de matéria mental inferior, matéria que é expelida incessantemente por certa classe de pessoas. Se demorarmos em nossas investigações, veremos igualmente os monstros que se arrastam nos passos das criaturas, atraídos por elas mesmas...
Imprimindo grave inflexão às palavras, considerou:
- Tanto assalta o homem a nuvem de bactérias destruidoras da vida física, quanto as formas caprichosas das sombras que ameaçam o equilíbrio mental. Como vêem, o "orai e vigiai" do Evangelho tem profunda importância em qualquer situação e a qualquer tempo. Somente os homens de mentalidade positiva, na esfera da espiritualidade superior, conseguem sobrepor-se às influências múltiplas de natureza menos digna." (Os Mensageiros Cap.40 - FEB 1944)

 

 

 

Umbral

" Muita vez suguei a lama da estrada, recordei o antigo pão de cada dia, vertendo copioso pranto. Não raro, era imprescindível ocultar-me das enormes manadas de seres animalescos, que passavam em bando, quais feras insaciáveis. Eram quadros de estarrecer!" (Nosso Lar Cap.2 - FEB 1943)

" - O Umbral - continuou ele, solícito - começa na crosta terrestre. É a zona obscura de quantos no mundo não se resolveram a atravessar as portas dos deveres sagrados, a fim de cumpri-los, demorando-se no vale da indecisão ou no pântano dos erros numerosos. Quando o espírito reencarna, promete cumprir o programa de serviços do Pai; entretanto, ao recapitular experiências no planeta, é muito difícil fazê-lo, para só procurar o que são o mesmo ódio aos adversários e a mesma paixão pelos amigos. Mas, nem o ódio é justiça, nem a paixão é amor. Tudo o que excede, sem aproveitamento, prejudica a economia da vida. Pois bem: todas as multidões de desequilibrados permanecem nas regiões nevoentas, que se seguem aos fluidos carnais. O dever cumprido é uma porta que atravessamos no Infinito, rumo ao continente sagrado da união com o Senhor. É natural, portanto, que o homem esquivo à obrigação justa, tenha essa benção indefinidamente adiada.(...)
(...) O Umbral funciona, portanto, como região destinada a esgotamento de resíduos mentais; uma espécie de zona purgatorial, onde se queima a prestações o material deteriorado das ilusões que a criatura adquiriu por atacado, menosprezando o sublime ensejo de uma existência terrena.
... Lá vivem, agrupam-se, os revoltados de toda espécie. Formam, igualmente, núcleos invisíveis de notável poder, pela concentração das tendências e desejos gerais. ... "Nosso Lar" tem uma sociedade espiritual, mas esses núcleos possuem infelizes, malfeitores e vagabundos de várias categorias. É zona de verdugos e vítimas, de exploradores e explorados."
"... é nessa zona que se estendem os fios invisíveis que ligam as mentes humanas entre si. O plano está repleto de desencarnados e de formas-pensamento dos encarnados, porque, em verdade, todo espírito, esteja onde estiver, é um núcleo irradiante de forças que criam, transformam ou destroem, exteriorizadas em vibrações que a ciência terrestre presentemente não pode compreender. " (Nosso Lar Cap.12 - FEB 1943)

 

Umbral

" À medida que nos afastávamos, empreendíamos mais vasta penetração na sombra densa, a espessar-se cada vez mais, alumiada, porém, aqui e ali, por tochas mortiças, como se a luz, nos sítios em torno, lutasse terrivelmente para nutrir-se e sobreviver.(...)
(...)Aqui se reúnem, de maneira indiscriminada, milhares de entidades, vítimas dos seus pensamentos desvairados e sombrios. Quando superam a crise de perturbação ou de angústia de que são portadoras, o que pode perdurar por dias, meses ou anos, são trazidas à nossa instituição que, tanto quanto possível, evita abrir-se às consciências ainda positivamente encravadas na revolta sistemática.(...)
(...) muitas criaturas recuperadas na Mansão aceitam aqui preciosas tarefas de auxílio, incumbindo-se da assistência fraterna, em largos setores desta região torturada. Melhoradas lá, trazem para aqui as bênçãos recolhidas, transformando-se em valiosos elementos de serviço de ligação. ... Espalhando-se nos campos de sombra, em pequenos santuários domésticos, aqui continuam a própria restauração, aprendendo e servindo." (Ação e Reação Cap.5 - FEB 1957)

Umbral

 "Ao longo dessas vastíssimas regiões de matéria sutil que circundam o corpo ciclópico do Planeta, com extensas zonas cavitárias, sob as linhas que lhes demarcam o início de aproveitamento, qual se observa na crosta da própria Terra, a estender-se da superfície continental até o leito dos oceanos, começam as povoações felizes e menos felizes, tanto quanto as aglomerações infernais de criaturas desencarnadas que, por temerem as formações dos próprios pensamentos, se refugiam nas sombras, receando ou detestando a presença da luz." (Evolução em Dois Mundos, em 12/03/1958, Primeira Parte - XIII)

 

Trevas

" - Chamamos Trevas às regiões mais inferiores que conhecemos. "( Nosso Lar Cap.44 - FEB 1943)

Inferno 

"O inferno, dessa maneira, no clima espiritual das várias nações do Globo, pode ser tido na conta de imenso cárcere-hospital, em que a diagnose terrestre encontrará realmente todas as doenças catalogadas na patologia comum, inclusive outras muitas, desconhecidas do homem, não propriamente oriundas ou sustentadas pela fauna microbiana do ambiente carnal, mas nascidas de profundas disfunções de corpo espiritual e, muitas vezes, nutridas pelas formas-pensamentos em torturado desequilíbrio, classificáveis por larvas mentais, de extremo poder corrosivo e alucinatório, não obstante a fugaz duração com que se articulam, quando não obedecem às ideias infelizes, longamente recapituladas no tempo." (Evolução em Dois Mundos, em 09/04/1958, Primeira Parte - XIX)

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