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Desdobramento, fixação, mental, poder, pensamento, recordação, sono, sonhos

Durante o sono


 

   Aprendizagem

   Consolações

   Desprendimento quando se está com o corpo debilitado

   Estudo

   Encontros para esclarecimentos

   Inimigos

   Trabalho

   Visitas 


 

 


Nosso Lar

" Instantes depois, divisei ao longe dois vultos enormes que me impressionaram vivamente. Pareciam dois homens de substância indefinível, semi-luminosa. dos pés e dos braços pendiam filamentos estranhos, e da cabeça como que se escapava um longo fio de singulares proporções. Tive a impressão de identificar dois autênticos fantasmas. Não suportei. Cabelos eriçados, voltei apressadamente ao interior. Inquieto e amedrontado, expus a Narcisa a ocorrência, notando que ela mal continha o riso.
- Ora, essa, meu amigo - disse, por fim, mostrando bom humor -, não reconheceu aquelas personagens?
Fundamente desapontado, nada consegui responder, mas Narcisa continuou:
- Também eu, por minha vez, experimentei a mesma surpresa, em outros tempos. Aqueles são os nossos próprios irmãos da Terra. Trata-se de poderosos espíritos que vivem na carne em missão redentora e podem, como nobres iniciados da Eterna Sabedoria, abandonar o veículo corpóreo, transitando livremente em nossos planos. Os filamentos e fios que observou são singularidades que os diferenciam de nós outros. Não se arreceie, portanto. Os encarnados, que conseguem atingir estas paragens, são criaturas extraordinariamente espiritualizadas, apesar de obscuras ou humildes na Terra." (Nosso Lar Cap.33 - FEB 1943)

" Nem todos os encarnados se agrilhoam ao solo da Terra. Como os pombos-correios que vivem, por vezes, longo tempo de serviço, entre duas regiões, espíritos há que vivem por lá entre dois mundos. " (Nosso Lar Cap.48 - FEB 1943)

 

Os Mensageiros

" - O dia e a noite constituem, para o homem, uma folha do livro da vida. A maior parte das vezes, a criatura escreve sozinha a página diária, com a tinta dos sentimentos que lhe são próprios, nas palavras, pensamentos, intenções e atos, e no verso, isto é, na reflexão noturna, ajudamo-la a retificar as lições e acertar as experiências, quando o Senhor no-lo permite." (Os Mensageiros Cap.41 - FEB 1944)

" - Através das correntes magnéticas suscetíveis de movimentação, quando se efetua o sono dos encarnados, são mantidas obsessões inferiores, perseguições permanentes, explorações psíquicas de baixa classe, vampirismo destruidor, tentações diversas. Ainda são poucos, relativamente, os irmãos encarnados que sabem dormir para o bem…" (Os Mensageiros Cap.38 - FEB 1944)

 

Obreiros da Vida Eterna

" - De nossos amigos encarnados não podemos esperar, por enquanto, concurso maior e mais eficiente nesse sentido. Presos nas grades sensoriais, progridem lentamente na aprendizagem das leis que regem a matéria e a energia. Quando convidados a visitar nossos círculos de edificação, fora da instrumentalidade fisiológica, regressam ao corpo assombrados pelas visões rápidas que lhes foi possível arquivar e, em transmitindo suas lembranças aos contemporâneos, operam a coloração da água simples e pura da verdade com os seus "pontos de vista" e predileções pessoais no terreno da Ciência, da Filosofia e da Religião. Bernardin de Saint-Pierre, o romancista trazido por amigos a regiões vizinhas da Crosta Planetária, volta ao seu meio de ação e traça aspectos que asseverou pertencerem ao Planeta Vênus. Huyghens, o astrônomo, recebe mentalmente algum noticiário de nossas esferas de luta e ensaia teorias referentes à vida em outros mundos, afirmando que os processos biológicos nos orbes distantes são absolutamente análogos aos da Crosta da Terra. Teresa d'Ávila, a religiosa santificada, …" (Obreiros da Vida Eterna Cap.I - FEB 1946)

 

 

 

No Mundo Maior

"A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno. A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos o concurso na memória, apresentando idéias, alvitres, sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas." (No Mundo Maior Cap.1 - FEB 1947)

"… Enquanto vossa organização fisiológica repousa à distância, exercitando-se para a morte, vossas almas quase libertas partilham conosco a fraternidade e a esperança, adestrando faculdades e sentimentos para a verdadeira vida.
Naturalmente, não podereis guardar plena recordação desta hora, em retomando o envoltório carnal, em virtude da deficiência do cérebro, incapaz de suportar a carga de duas vidas simultâneas; a lembrança de nosso entendimento persistirá, contudo, no fundo de vosso ser, orientando-vos as tendências superiores para o terreno da elevação e abrindo-vos a porta intuitiva para que vos assista nosso pensamento fraternal." (No Mundo Maior Cap.2 - FEB 1947)

" Nesse instante, o emissário espalmou as mãos sobre a fronte da enferma, envolvendo-a em jatos de luz que não tocaram tão somente a matéria perispirítica, fixando-se particularmente nas zonas do encéfalo, do tórax e dos órgãos feminis. Logo após, Antonina, empolgada pela mãezinha e pelo companheiro da espiritualidade superior, afastou-se para agradável e repousante excursão.

O instrutor ajudou-a a reapossar-se do envoltório fisiológico, cercando-lhe o cérebro de emanações fluídicas anestesiantes, para que lhe não fosse permitido o júbilo de recordar, em todas as suas particularidades a experiência da noite; se guardasse a lembrança integral, disse Calderaro, provavelmente enlouqueceria de ventura. Destarte, as alegrias por ela intensamente vividas seriam arquivadas em seu organismo sob forma de forças novas, estímulos desconhecidos, coragem e satisfação de procedência ignorada.." (No Mundo Maior Cap.13 - FEB 1947)

 

 

Libertação

" - Não mediste, ainda - respondeu, prestimoso -, a extensão do intercâmbio entre encarnados e desencarnados. A determinadas horas da noite, três quartas partes da população de cada um dos hemisférios da Crosta Terrestre se acham nas zonas de contato conosco e a maior percentagem desses semilibertos do corpo, pela influência natural do sono, permanecem detidos nos círculos de baixa vibração qual este em que nos movimentamos provisoriamente. Por aqui, muitas vezes se forjam dolorosos dramas que se desenrolam nos campos da carne. Grandes crimes têm nestes sítios as respectivas nascentes e, não fosse o trabalho ativo e constante dos Espíritos protetores que se desvelam pelos homens no labor sacrificial da caridade oculta e da educação perseverante, sob a égide do Cristo, acontecimentos mais trágicos estarreceriam as criaturas." (Libertação Cap.VI - FEB 1949)

" (…) o instrutor recomendou a Elói e a mim o trazimento de Jorge, fora do veículo carnal, ao domicílio do magistrado, enquanto prepararia a este último o desligamento parcial do corpo através do sono.
Voltamos, o companheiro e eu, ao cubículo do obsidiado que se achava ausente do vaso físico, em grande prostração.
Administrei-lhe ao organismo perispiritual recursos fluídicos reparadores e transportamo-lo à residência indicada.
A essa altura, o dono da casa e a neta de Saldanha, provisoriamente libertos das teias fisiológicas, já se encontravam ao lado de Gúbio, que recebeu Jorge com desvelado carinho, e, unindo os três como que identificando-os a uma corrente magnética de forte expressão, emprestou-lhes forças à mente, por intermédio de operações fluídicas, para que o ouvissem acordados, em espírito, tanto quanto possível. Notei, então, que o despertamento não era análogo para os três. Variava de acordo com a posição evolutiva e condições mentais de cada um. (…)." (Libertação Cap.XIII - FEB 1949)

" - Amanhã - informou o Instrutor, calmo e persuasivo - te erguerás do leito sem a lembrança integral do nosso entendimento de agora, porque o cérebro de carne é um instrumento delicado, incapaz de suportar a carga de duas vidas, mas idéias novas surgir-te-ão formosas e claras, com respeito ao bem que necessitas praticar. A intuição, contudo, que é o disco milagroso da consciência, funcionará livremente, retransmitindo-te as sugestões desta hora de luz e paz, qual canteiro de bênçãos ofertando-te flores perfumosas e espontâneas. Chegado esse momento, não permitas que o cálculo te abafe o impulso das boas obras. No coração hesitante, o raciocínio vulgar luta contra o sentimento renovador, turvando-lhe a corrente límpida, com o receio de ingratidão ou com ruinosa obediência aos preconceitos estabelecidos." (Libertação Cap.XIII - FEB 1949)

"…Reclama-nos concurso ativo, nesta noite, pois cada servo acordado para o bem, quando se projeta em determinada faixa de vibrações inferiores durante o dia, marca quase sempre uma entrevista pessoal, para a noite, com os seres e as forças que a povoam. (…)
Mais alguns minutos e D.Isaura, fora do corpo de carne, surgiu-nos à vista, revelando o perispírito intensamente obscuro. Passou rente a nós sem prestar-nos a mínima atenção, mostrando-se encarcerada em absorvente idéia fixa. Sidônio endereçou-lhe algumas palavras amigas, que não foram absolutamente ouvidas. Tentou o amigo tocá-la com a destra luminosa, mas a médium precipitou-se em desabalada carreira, deixando-nos perceber que a nossa aproximação lhe constituía, naqueles instantes, aflitiva tortura. Encontrava-se incapaz de assinalar-nos a presença; entretanto, percebia-nos, instintivamente, as vibrações mentais e demonstrava temer o contato espiritual conosco. (…)
…Estugou o passo até encontrar velha casa desabitada, a cuja sombra se lhe depararam dois malfeitores desencarnados, inimigos sagazes do serviço de libertação espiritual de que se convertera em devotada servidora. É evidente que a esperavam com o propósito deliberado de intoxicar-lhe o pensamento." (Libertação Cap.XVI - FEB 1949)

 

Entre a Terra e o Céu

" Alcançáramos a orla do mar, em plena noite.
A movimentação da vida espiritual era aí muito intensa.
Desencarnados de várias procedências reencontravam amigos que ainda se demoravam na Terra, momentaneamente desligados do corpo pela anestesia do sono. Dentre esses, porém, salientava-se grande número de enfermos.
Anciães, mulheres e crianças, em muitos aspectos diferentes, compareciam ali, sustentados pelos braços de entidades numerosas que os assistiam.
Conversações edificantes e lamentos doloridos chegavam até nós.
Serviços magnéticos de socorro urgente eram improvisados aqui e além… e o ar, efetivamente, confrontado ao que respirávamos na área da cidade, era muito diverso." (Entre a Terra e o Céu Cap.V - FEB 1954)

" Varando a casa, incontinenti, dando a idéia de que o corpo adormecido era poderoso magnete a atraí-la, Zulmira despertou, alagada de suor, conservando no cérebro de carne a impressão de que vagueara em terrível pesadelo.
Tentou gritar, mas não conseguiu.
Faleciam-lhe as forças em colapso nervoso, insopitável. A dispnéia castigava-a com violência, enquanto as coronárias se mostravam intumescidas.
Clarêncio aproximou-se e aplicou-lhe fluidos salutares e repousantes.
Acalmou-se-lhe o coração, vagarosamente, o campo circulatório tornou à feição normal. Foi então que a desventurada senhora conseguiu gemer, clamando por socorro." (Entre a Terra e o Céu Cap.V - FEB 1954)

" Atendendo ao orientador, demoramo-nos em observação, notando que a Antonina de nossa maravilhosa viagem aderira ao corpo denso, qual se fora por ele sugada, à maneira de formosa mulher, de forma sutil e semilúcida, repentinamente engolida por bainha de sombra. Em se justapondo ao cérebro físico, perdera a acuidade mental com que se caracterizava junto de nós. Com a fisionomia calma e feliz, despertou no veículo pesado(…)
(…) - Nossa amiga não poderá guardar positivas recordações - informou Clarêncio com atenção.
- Mas, porquê? - indagou Hilário, admirado.
- Raros Espíritos estão habilitados a viver na Terra, com as visões da vida eterna. A penumbra interior é o clima que lhes é necessário. A exata lembrança para ela redundaria em saudade mortal." (Entre a Terra e o Céu Cap.XII - FEB 1954)

" - Encontram-se ambos imobilizados em certo momento do pretérito, num encontro provocado por influência magnética. Em tais recursos utilizados por nosso plano, no tratamento salutar das moléstias da alma, determinados centros da memória se reavivam, ao passo que outros empalidecem. As sensações do presente dão lugar às sensações do passado, para efeito de reajustamento perante o futuro. O fenômeno, porém, é momentâneo. A breves minutos, regressarão à consciência normal, melhorados para a boa luta.(…)
(…) Logo após, amparando Antonina, procuramos restituí-la ao quarto particular.
Consideramos, então, que se grande fora a ventura da pobre senhora na véspera, naquela noite assemelhava-se, desditosa, a um trapo de sofrimento.
Encontramos grande dificuldade para recompô-la em espírito e para religá-la à vestimenta carnal, quase inerte.
Revelava-se imensamente confrangida.
Por mais de duas horas mereceu-nos especial atenção. Somente depois de considerável esforço de Clarêncio, conseguiu refazer-se. Vimo-la acordar, exausta e entontecida.
Algo aliviada, Antonina acreditou-se liberta de estranho pesadelo. Ainda assim, sem saber explicar a razão, torturada e apreensiva, continuava soluçando…" (Entre a Terra e o Céu Cap.XIV - FEB 1954)

" - Não convém incomodar nossos amigos no curso das obrigações diuturnas, provocando elucidações que seriam desagradáveis e fora de ocasião. Aguardemos a noite, porque enquanto o corpo físico se refaz a alma invariavelmente procura o lugar ou o objeto a que imanta o coração." (Entre a Terra e o Céu Cap.XV - FEB 1954)

" Clarêncio recomendou-nos seguir-lhe o passo, enquanto prestaria assistência ao ferroviário e à esposa, em colaboração com Blandina. O enfermeiro, decerto - informou o Ministro prestimoso -, retomaria o corpo denso em aflitivas condições de saúde. Passes anestesiantes deviam favorecê-lo. Não podia lembrar a experiência grave daquela hora. A aventura provocada pela insistência mental dele mesmo era suscetível de perigosas conseqüências.
Num átimo, Hilário e eu achamo-nos ao lado de Silva, que aderia ao envoltório de carne com o automatismo da molécula de ferro, atraída pelo ímã.
Examinamo-lo, atentamente.
O peito arfava-lhe, sibilante.
O coração acusava-se desgovernado, sob o império de insopitável arritmia.
De imediato, entramos em ação, sossegando-lhe o campo mental, quanto possível, através de sedativos magnéticos.
Ainda assim, apesar dos passes, pelos quais foi completamente envolvido de energias revigoradoras, o moço acordou agoniado, hesitante e trêmulo, como se estivesse fugindo de medonhas tempestades no mundo íntimo.
Semi-inconsciente, despendeu vários minutos para identificar-se.
O pensamento surgia-lhe atormentado, nebuloso…
Tentou locomover-se, mas não conseguiu. Sentia-se chumbado à cama, quase na situação de um cadáver repentinamente desperto.
Buscou alinhar recordações, contudo, não pode.
Sabia tão somente que atravessara grande pesadelo cujas dimensões lhe não cabiam na memória.
Suarento, aflito, sentia-se morrer…
Instintivamente orou, suplicando a Proteção Divina.
Bastou esta atitude dalma para ligar-se, com mais facilidade, aos fluidos restauradores que lhe administrávamos. ." (Entre a Terra e o Céu Cap.XIX - FEB 1954)

" - Um sonho reconfortante é uma bênção de saúde e alegria para os nossos irmãos encarnados." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVII - FEB 1954)

 

 

Nos Domínios da Mediunidade

" - Raros Espíritos encarnados conseguem absoluto domínio de si próprios, em romagens de serviço edificante fora do carro de matéria densa. Habituados à orientação pelo corpo físico, ante qualquer surpresa menos agradável, na esfera de fenômenos inabituais, procuram instintivamente o retorno ao vaso carnal, à maneira do molusco que se refugia na própria concha, diante de qualquer impressão em desacordo com os seus movimentos rotineiros. (…)." (Nos domínios da Mediunidade Cap.11 - FEB 1955)

" - (…)Todos os sentidos na esfera fisiológica, pertencem à alma, que os fixa no corpo carnal, de conformidade com os princípios estabelecidos para a evolução dos Espíritos reencarnados na Terra. (…) Vocês possuem uma prova disso, quando o homem se encontra naturalmente desdobrado, cada noite, durante o sono, vendo e ouvindo, a despeito da inatividade dos órgãos carnais, na experiência a que chamam «vida de sonho»" (Nos domínios da Mediunidade Cap.12 - FEB 1955)

" (…) Quando acordar no corpo carnal, pela manhã, nossa pobre amiga lembrar-se-á vagamente de haver sonhado com Libório, ao lado de uma companheira, pintando um quadro de impressões a seu bel-prazer, porquanto cada mente vê nos outros aquilo que traz em si mesma." (Nos domínios da Mediunidade Cap.14 - FEB 1955)

" Anésia viu-se presa de branda hipnose, que ela própria atribuía ao cansaço e não relutou.
Em breves instantes, deixava o corpo denso na prostração do sono, vindo ao nosso encontro em desdobramento quase natural.
Não parecia, contudo, tão consciente em nosso plano quanto seria de desejar.
Centralizada no afeto ao marido, Jovino constituía-lhe obcecante preocupação. Reconheceu Teonília e Áulus por benfeitores e lançou-nos significativo olhar de simpatia, no entanto, mostrava-se atordoada, aflita… Queria ver o esposo, ouvir o esposo…
Amparada pelos braços da admirável amiga, tomou a direção que lhe pareceu acertada, como quem possuía, de antemão, todos os dados necessários à localização do marido.
Áulus conosco explicou que as almas, quando associadas entre si, vivem ligadas uma às outras pela imanação magnética, superando obstáculos e distâncias." (Nos domínios da Mediunidade Cap.20 - FEB 1955)

" Uma jovem, de fisionomia nobre e calma, penetrou o quarto em Espírito, passou rente a nós sem notar-nos e, reanimando Américo, retirou-o para fora.
Percebendo-nos a silenciosa indagação, o Assistente informou:
- É Laura, a filha generosa, que ainda mesmo durante o sono físico não se descuida de amparar o genitor doente. (…)
- Quando o corpo terrestre descansa, nem sempre as almas repousam. Na maioria das ocasiões, seguem o impulso que lhe é próprio. Quem se dedica ao bem, de um modo geral continua trabalhando na sementeira e na seara do amor, e quem se emaranha no mal costuma prolongar no sono físico os pesadelos em que se enreda…." (Nos domínios da Mediunidade Cap.24 - FEB 1955)

 

 

Ação e Reação

" - … Tragam Cecina até aqui, ainda hoje, logo se entregue ao sono natural, para que possamos auxiliá-la com a necessária intervenção magnética." (Ação e Reação Cap.3 - FEB 1957)

" - Possuímos sempre renovado material de consulta no templo e no parlatório exteriores de nosso domicílio, usualmente freqüentados por irmãos do plano físico, provisoriamente desligados da habitação corpórea por influência do sono, bem como pelos companheiros desencarnados que vagueiam em torno da Mansão, à caça de reconforto. Muitos deles estão ligados ao nosso santuário pelos fios da reencarnação, enquanto muitos outros chegam até nós em busca de socorro. Dispomos aí de atendentes numerosos que lhe coletam as reclamações e registram os problemas para orientarmos com segurança o nosso esforço de paz e cooperação.…" (Ação e Reação Cap.11 - FEB 1957)

" Marina ergueu-se em Espírito sobre o corpo somático e pousou em nós o olhar vago e inexpressivo…
Nosso diretor, porém, como a despertar-lhe as percepções do Espírito, afagou-lhe as pupilas, com as mãos aureoladas de fluidos luminescentes e, de repente, à maneira do cego que retorna à visão, a pobre criatura viu a genitora que lhe estendia os braços amigos e carinhosos. Com lágrimas a lhe correrem dos olhos, refugiou-se-lhe no regaço, gritando de alegria:
- Mãe! minha mãe! …pois és tu?
Luísa acolheu-a docemente no colo afetuoso, qual se o fizesse a uma criança doente e, mal reprimindo a emoção, falou-lhe triste:
- Sim, filha querida, sou eu, tua mãe! … Rendamos graças a Deus por este minuto de entendimento." (Ação e Reação Cap.12 - FEB 1957)

" Decorridos alguns minutos, Poliana mostrava-se plenamente fora do vaso físico, mas sem a necessária lucidez espiritual para identificar-nos a presença. Contudo, subordinada ao comando magnético de Silas, ergueu-se automaticamente. Enlaçada por ele e seguidos ambos por nós, demandamos bosque vizinho.
Longe de perceber-se sob a assistência carinhosa de que era objeto, a enferma ausente do corpo de carne, como num sonho consolador, foi convenientemente acomodada por Silas no tapete de relva macia, sentindo-se calma e leve…" (Ação e Reação Cap.13 - FEB 1957)

 

 

" Qual se fora repentinamente magnetizada, Marita caiu em pesado sono. (…)
(…) vimos Marita, em espírito, afastar-se do corpo denso (…) Qual ocorre, porém, à maioria das criaturas encarnadas, no plano físico, mostrava lucidez oscilante, insegura… Cambaleou no quarto e, percebendo eu que Neves se dispunha a arrimá-la, sustive-lhe o impulso, fazendo-lhe sentir que a nossa intervenção direta poderia frustrar-lhe os desejos e que, a fim de prestar-lhe auxílio eficiente, era mister deixá-la à vontade, sob vigilância discreta, de modo a examinar-lhe as necessidades mais íntimas. (…)
A moça não nos via. (…) concentraram-se-lhe todos os pensamentos num só ponto: Gilberto.
Queria ver Gilberto, ouvir Gilberto.
Semelhantes impulsos a se lhe conglomerarem na cabeça, repetidamente emitidos, galvanizavam-lhe a vontade, revestindo-lhe o pensamento de uma certa clareza, que a favorecia, porém, tão-só na direção dos seus anseios (…)
Na certeza instintiva de quem se endereça a determinada pessoa, pelos recursos do olfato, sem atender a quaisquer convenções de forma e número, avançou casa a dentro, acalentando a imagem de Gilberto, que lhe substancializava o pensamento dominante. (…)
Entrando no quarto, Marita surpreendeu Gilberto nos braços da irmã, (…)
Mais alguns minutos e despertou no corpo denso, obrigando-nos a pensar numa pequena fera aguilhoada, retornando à gaiola. (…) Atarantada, sentou-se para fixar as paredes, com mais segurança, e certificar-se de que se achava no leito e no lar. (…)
Doía-lhe a cabeça, sentia-se desajustada, febril.
Marita regressara ao agasalho físico, sob pressa demasiada, sem que nos fosse possível adotar qualquer providência para anestesiar—lhe a memória.
Retinha no pensamento particularidades do quadro visto e ouvido, e encarcerada, de novo, entre as impressões superficiais dos sentidos corpóreos e a noção da verdade profunda, que não lograva apalpar, entrou em pranto agoniado, para somente dormir, com relativa calma, aos clarões do dia." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.X - FEB 1963)

" Atormentada, tremente, a moça, assistida por nós, penetrou no aposento paterno e, oh surpresa! – Nogueira, em espírito, rente ao corpo que ressonava de manso, como que lhe aguardava a presença, pois estendeu-lhe os braços e gritou, misturando enlevo e regozijo, na exaltação que passou a comandar-lhe todas as forças:
- Minha filha!… Minha filha!…
(…) Cláudio, perplexo, não nos via, concentrava-se totalmente na visão a exercer sobre ele inigualável fascínio. Afagou com a destra hesitante aqueles cabelos desnastrados que tanta vez alisara, na instituição dos acidentados, e relembrou Marita, nas atitudes da infância, quando vinha da escola (…)
Retirou-se o instrutor carregando a menina paternalmente, ao passo que Moreira e eu investíamos Cláudio sobre a máquina orgânica em movimento de impulsão. Depois de passe reconfortante, Nogueira acordou em choro convulso, guardando na memória todos os detalhes da ocorrência. (…)" (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XI - FEB 1963)

 

 

 

Durante o sono ou em meditação 

"Começando a fixar o pensamento em si mesmo, fatigando-se para concatená-lo e exprimi-lo, confiou-se o homem a novo tipo de repouso - a meditação compulsória, ante os problemas da própria vida -, passando a exteriorizar, inconscientemente, as próprias ideias e, com isso, a desprender-se do carro denso de carne, desligando as células de seu corpo espiritual das células físicas, durante o sono comum, para receber, em atitude passiva ou de curta movimentação, junto do próprio corpo adormecido, a visita dos Benfeitores Espirituais que o instruem sobre as questões morais." (Evolução em Dois Mundos, em 16/02/1958, Primeira Parte - X)

 

"Encetado o processo de sonolência, com as reações motoras empobrecidas e impondo mecanicamente a si mesma o descanso temporário, no auxílio às células fatigadas de tensão, isto desde as eras remotas em que o pensamento se lhe articulou com fluência e continuidade, permanece a mente, através do corpo espiritual, na maioria das vezes, justaposta ao veículo físico, à guisa de um cavaleiro que repousa ao pé do animal de que necessita para a travessia da grande região, em complicada viagem, dando-lhe ensejo à recuperação e pastagem, enquanto ele se recolhe ao próprio íntimo, ensimesmando-se para refletir ou imaginar, de conformidade com seus problemas e inquietações, necessidades e desejos. Dessa forma, aliviando o controle sobre as células que a servem no corpo carnal, a mente se volta, no sono, para o refúgio de si mesma, plasmando na onda constante de suas próprias ideias as imagens com que se compraz nos sonhos agradáveis em que saca da memória a essência de seus próprios desejos, retemperando-se na antecipada contemplação dos painéis ou situações que almeja concretizar. (...) Noutras ocasiões, no mesmo estado de insulamento, recolhe, no curso do sono, os resultados de seus próprios excessos, padecendo a inquietação das visceras ou dos nervos injuriados pela sua rendição à licenciosidade, quando não seja o asfixiante pesar do remorso por faltas cometidas, cujos reflexos absorvem do arquivo em que se lhe amontoam as próprias lembranças. Numa e noutra condição, todavia, é a mente suscetível à influenciação dos desencarnados que, evoluídos ou não, lhe visitam o ser, atraídos pelos quadro que se lhe filtram da aura, ofertando-lhe auxílio eficiente quando se mostre inclinada à ascensão de ordem moral, ou sugando-lhe as energias e assoprando-lhe sugestões infelizes quando, pela própria ociosidade ou intenção maligna, adere ao consórcio psíquico de espécie aviltante, que lhes favorece a estagnação na preguiça ou a envolve nas obsessões viciosas pelas quais se entrega a temíveis contratos com as forças sombrias. (...) É assim que o lavrador, no repouso físico, retorna, em corpo espiritual, ao campo em que semeia, entrando em contato com as entidades que amparam a Natureza; o caçador volta para a floresta; o escultor regressa frequentemente, no sono, ao bloco de mármore de que aspira a desentranhar o obra-prima; o seareiro do bem volve à leira de serviço em que se lhe desdobra a virtude, e o culpado torna ao local do crime, cada qual recebendo de Espíritos afins os estímulos elevados ou degradantes de que se fazem merecedores." (Evolução em Dois Mundos, em 26/03/1958, Primeira Parte - XVII)

 

 

E a vida continua…

"(…) Quando dormimos, o veículo pesado ou corpo carnal repousa sempre, mas o comportamento do espírito difere infinitamente." (E a Vida Continua… Cap.2 - FEB 1968)

 

 

 

Aprendizagem

" - Meus amigos - disse ela, serena -, meu marido e eu temos uma excursão instrutiva para esta noite. Deixo-lhes as nossas crianças por algumas horas e, desde já, lhes agradeço o cuidado e o carinho." (Os Mensageiros Cap.37 - FEB 1944)

 

 

 

Consolações

"… Não esqueçamos que o desprendimento no sono físico vulgar é fragmentário e que a visão e a audição, peculiares ao encarnado, se encontram nele também restritas. O fenômeno, pois, é mais de união espiritual que de percepções sensoriais, propriamente ditas. A jovem está recebendo consolações positivas, de Espírito a Espírito. Não se recordará, despertando nos véus materiais mais grosseiros, de todas as minúcias deste venturoso encontro que acabamos de presencial. Acordará, porém, encorajada e bem disposta, sem poder identificar a causa da restauração do bom ânimo….
-Não se lembrará, contudo, das palavras ouvidas? - indagou Vicente, curioso.
- Precisaria Ter adquirido profunda lucidez no campo da existência física…" (Os Mensageiros Cap.38 - FEB 1944)

 

 

 

Desprendimento quando se está com o corpo debilitado

"Adelaide, ao retornar à matéria, respira, radiante. Entretanto, pelo soberano júbilo daquela hora, ganho tamanha energia no corpo perispiritual que o regresso às células de carne foi complicado e doloroso. Súbito mal-estar invadiu-a, ao entrar em contato com os depauperados centros físicos.
Tomava-os e abandonava-os, sucessivamente, como pássaro a sentir a exiguidade do ninho.
Indagando de Jerônimo quanto à surpresa, dele recebeu a explicação necessária.
- Depois da palavra esclarecida de Zenóbia - disse afavelmente o mentor -, extinguiram-se as correntes mentais de retenção que se mantinham pelo entendimento fraterno da comunidade reconhecida. Privou-se o corpo carnal do permanente socorro magnético, ao qual o afluxo dessas correntes alimentava, atenuando-lhe a resistência e precipitando a queda do tono vital. Além disso, o contentamento desta hora robusteceu-lhe, sobremaneira, os centros perispirituais. Impossível, dessa forma, evitar a sensação angustiosa no contato com os órgãos doentios.
E, com benévola expressão, afagou carinhosamente a enferma, falando-lhe, em seguida a breve intervalo:
- Não se incomode, minha amiga! O casulo reduziu-se, mas suas asas cresceram… Pense, agora, no vôo que virá". (Obreiros da Vida Eterna Cap.XIX - FEB 1946)

 

 

 

Encontros para esclarecimentos

" … Via-se-lhe, perfeitamente, o corpo perispirítico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si. ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei que o companheiro adormecido permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos agudos escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia gestos que eu não conseguia compreender.
Sertório acercou-se de mim e observou:
- Vieira está sofrendo um pesadelo cruel.
E indicando a entidade estranha:
- Creio que ele terá atraído até aqui o visitante que o espanta.
Com efeito, muito delicadamente, o meu interlocutor começou a dialogar com a entidade de luto:
- O amigo é parente do companheiro que dorme?
- Não, não. Somos conhecidos velhos. - e, muito impaciente, acentuou - Hoje à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças e acusou-0me de faltas que não cometi, conversando levianamente com a família. Isso, como é natural, desgostou-me.… Em razão da surpresa, deliberei esperá-lo nos momentos de sono, a fim de prestar-lhe os necessários esclarecimentos. … Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe a situação do passado, informando-o quanto aos verdadeiros móveis de minhas iniciativas e resoluções na vida carnal, para que não prossiga caluniando-me o nome, embora sem intenção, Vieira fez este rosto de pavor que estão vendo e parece não desejar ouvir as minhas verdades.(…)
(…) - Graças a Deus, acordei! que pesadelo terrível!… Será crível que eu tenha lutado com o fantasma do velho Barbosa? Não, não posso acreditar!…." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)

 

 

 

Estudo

" - … Destina-se o serviço de hoje à preparação de cooperadores nossos, ainda encarnados na Crosta. (…)
(…) - Nosso núcleo de estudantes terrestres já possui certa expressão numérica; no entanto, faltam-lhe determinadas qualidades essenciais para funcionar com pleno proveito. Em vista disso, é imprescindível dotar os companheiros de conhecimentos mais construtivos.…
- … Nem todos sabem valer-se das horas de sono físico, para o incentivo de semelhantes aquisições, mas se alguns lavradores mais corajosos não se dispuserem a cultivar algumas sementes, a fim de iniciar-se mais tarde a cultura intensiva, jamais a comunidade ruralista alcançará a lavoura farta.(…)
(…) - Contamos, em nosso centro de estudos, com número superior a trezentos associados; no entanto, apenas trinta e dois conseguem romper as teias inferiores das mais baixas sensações fisiológicas, para assimilarem nossas lições. E noites se verificam em que mesmo alguns desses quebram os compromissos assumidos, atendendo a seduções comuns, reduzindo-se ainda mais a freqüência geral. …
- E os irmãos que comparecem - indaguei curioso - conservam a recordação integral dos serviços partilhados, de estudos levados a efeito e observações ouvidas?
Alexandre pensou um momento e considerou:
- Mais tarde, a experiência mostrará a você como é reduzida a capacidade sensorial. O homem eterno guarda a lembrança completa e conservará consigo todos os ensinamentos, intensificando-os e valorizando-os, de acordo com o estado evolutivo que lhe é próprio. O homem físico, entretanto, escravo de limitações necessárias, não pode ir tão longe.… As aulas, no teor daquela a que você assistirá nesta noite, são mensageiras de inexprimíveis utilidades práticas. em despertando, na Crosta, depois delas, os aprendizes experimentam alívio, repouso e esperança, a par da aquisição de novos valores educativos. É certo que não podem reviver os pormenores, mas guardarão a essência, sentindo-se revigorados, de inexplicável maneira para eles, não só a retomar a luta diária no corpo físico, mas também a beneficiar o próximo e combater, com êxito, as próprias imperfeições. Seus pensamentos tornam-se mais claros, os sentimentos mais elevados e as preces mais respeitosas e produtivas, enriquecendo-se-lhes as observações e trabalhos de cada dia." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)

" - Há muitas escolas deste gênero para os encarnados que se dispõem a aproveitar os momentos do sono físico. É natural que aos discípulos permanentes, desse ou daquele setor, caiba o direito de interrogar. …" (Missionários da Luz Cap.9 - FEB 1945)

 

 

 

Inimigos

" - A simples reaproximação dos inimigos de outra época altera-lhe as condições mentais. Receoso, aflito, teme o regresso à situação dolorosa em que se viu, há muitos anos, nas esferas inferiores, e busca, apressado, o corpo físico, à maneira de alguém que se socorre do único refúgio de que dispõe, em face da tempestade iminente." (No Mundo Maior Cap.8 - FEB 1947)

 

 

 

 

Trabalho

" - Francisco, precisamos aqui das emanações de algum dos nossos amigos encarnados, cujo veículo material esteja agora em repouso equilibrado. (…)
(…) - Temos um companheiro que nos atenderá razoavelmente. Trata-se de Afonso. Enquanto vou buscá-lo, nosso grupo auxiliará sua ação curativa, emitindo forças de colaboração magnética, através da prece. " (Missionários da Luz Cap.7 - FEB 1945)

" - Quando encarnados, na Crosta, não temos bastante consciência dos serviços realizados durante o sono físico; contudo, esses trabalhos são inexprimíveis e imensos. Se todos os homens prezassem seriamente o valor da preparação espiritual, diante de semelhante gênero de tarefa, certo efetuariam as conquistas mais brilhantes, nos domínios psíquicos, ainda mesmo quando ligados aos envoltórios inferiores. Infelizmente, porém, a maioria se vale, inconscientemente, do repouso noturno para sair à caça de emoções frívolas ou menos dignas. Relaxam-se as defesas próprias, e certos impulsos, longamente sopitados durante a vigília, extravasam em todas as direções, por falta de educação espiritual, verdadeiramente sentida e vivida." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)

 

 

 

 

Visitas

"- Esta é a nossa Irmã Emilia, servidora em "Nosso Lar", que vem ao encontro do esposo ainda encarnado.
- E ele virá até aqui? - interrogou Vicente, curioso.
- Virá pelas portas do sono físico - acrescentou nosso orientador, sorridente. - Estas ocorrências, no círculo da Crosta, dão-se aos milhares, todas as noites. Com a maioria de irmãos encarnados, o sono apenas reflete as perturbações fisiológicas ou sentimentais a que se entregam; entretanto, existe grande número de pessoas que, com mais ou menos precisão, estão aptas a desenvolver este intercâmbio espiritual." (Os Mensageiros Cap.37 - FEB 1944)

 

 

 

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