Evangelho, lar, prece, oração, fraternidade, auxílio, intercessão
Os Mensageiros
" O evangelho é livro divino e, enquanto permanecemos na cegueira da vaidade e da ignorância, não nos expõe seus tesouros sagrados." (Os Mensageiros Cap.11 - FEB 1944)
"Enquanto o espírito do homem se engolfa apenas em cálculos e raciocínios, o Evangelho de Jesus não lhe parece mais que repositório de ensinamentos comuns; mas, quando se lhe despertam os sentimentos superiores, verifica que as lições do Mestre têm vida própria e revelam expressões desconhecidas de sua inteligência, à medida que se esforça na edificação de si mesmo, como instrumento do Pai. Quando crescemos para o Senhor, seus ensinos crescem igualmente aos nossos olhos. Vamos fazer o bem, meu caro! Encha seu cálice com o bálsamo do amor divino. Já que você pressente os raios da alvorada nova, caminhe confiante para o dia!..." (Os Mensageiros Cap.1 - FEB 1944)
" - Como vêem, a idéia da morte não serve para aliviar, curar ou edificar verdadeiramente. É necessário difundir a idéia da vida vitoriosa. Aliás, o Evangelho já nos ensina, há muitos séculos, que Deus não é Deus de mortos, e, sim, o Pai das criaturas que vivem para sempre." (Os Mensageiros Cap.48 - FEB 1944)
No Mundo Maior
" - E você, Marcelo, continua bem?
- Oh! sem dúvida - respondeu o interpelado, alegre; estou maravilhado, papai, com os excelentes resultados que venho colhendo em nossas reuniões das quintas-feiras.
- Têm voltado os ataques noturnos?
- Não. À proporção que me esforço no conhecimento das verdades divinas, cooperando com a minha própria vontade no terreno da aplicação prática das lições recebidas, sinto que passo cada vez melhor, que me reforço intimamente, recuperando a saúde perdida.... em me desinteressando da edificação espiritual, distraído da minha necessidade de elevação, voltam as perturbações com intensidade." (No Mundo Maior Cap.8 - FEB 1947)
Libertação
" - Para que uma planta seja efetivamente preciosa, não basta que esteja bela e perfumada na estufa protetora. É necessário receber o auxílio externo, consolidando a resistência própria, de modo a produzir utilidades no bem comum." (Libertação Cap.XV - FEB 1949)
" (...) Esclareceu que um caso de socorro, quando orientado nos princípios evangélicos, qual sucedia no problema de Margarida, é sempre suscetível de comunicar alívio e iluminação a muita gente, elucidando, ainda, que ali nos encontrávamos para receber a benção do Plano Superior, mas, para isso, tornava-se imperioso guardar inequívoca posição de superioridade moral, porque o pensamento, em reunião qual aquela, punha em jogo forças individuais de suma importância no êxito ou no fracasso do tentame." (Libertação Cap.XVIII - FEB 1949)
Entre a Terra e o Céu
" - Somos devedores uns dos outros!... Laços mil nos jungem os corações. Por enquanto, não há paraíso perfeito para quem volta da Terra, tanto quanto não existe purgatório integral para quem regressa ao humano sorvedouro! O amor é a força divina, alimentando-nos em todos os setores da vida e o nosso melhor patrimônio é o trabalho com que nos compete ajudar-nos, mutuamente." (Entre a Terra e o Céu Cap.VIII - FEB 1954)
" - Por isso mesmo, recomendava Jesus às criaturas encarnadas: - «reconcilia-te depressa com o teu adversário, enquanto te encontras a caminho com ele...». É que Espírito algum penetrará o Céu sem a paz de consciência, e, se é mais fácil apagar as nossas querelas e retificar nossos desacertos, enquanto estagiamos no mesmo caminho palmilhado por nossas vítimas na Terra, é muito difícil providenciar a solução de nossos criminosos enigmas, quando já nos achamos mergulhados nos nevoeiros infernais."
(Ação e Reação Cap.9 - FEB 1957)
Sexo e Destino
" Sugeri-lhe a leitura. Que ele abrisse o volume com que fora brindado. O livro conversaria em silêncio, ser-lhe-ia companheiro. Não se comprometesse a digerir-lhe, de vez, todas as instruções. Consultasse trechos, aqui e ali. Respigasse idéias, selecionasse conceitos. Assimilou-me a indução e tomou a brochura, compulsando-a (...)
No capítulo XII, esbarrou com um item sob o título: «Caridade com os criminosos». Aquelas sílabas invadiram-lhe o cérebro atribulado quais gazuas de fogo. Sentia-se descoberto por tribunal invisível. (...)
Procurou a folha indicada e oh! Surpresa!... O livro não lhe amaldiçoava a presença. Leu e releu, chorando, aquelas
frases que ressumavam brandura e entendimento. (...)
As lágrimas borbotaram-lhe mais profusamente dos olhos!... Aquelas palavras chamavam-no à razão. Percebia que o mundo e a vida deviam estar banhados de profunda misericórdia. (...) Aquele primeiro contato com as verdades do espírito fendia-lhe, de alto a baixo, a cidadela do ateísmo. Com a sofreguidão do sedento que atravessa longo deserto, mortificado de sede, atirou-se aos textos, de cujos caracteres idéias esclarecedoras e balsâmicas vertiam, sublimes, lembrando torrentes de água pura. (...)" (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.III - FEB 1963)
Alguns trechos do evangelho
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" - E precisamos reajustar nossas definições sobre os «escolhidos». Os companheiros assim classificados não são especialmente favorecidos pela graça divina, que é sempre a mesma fonte de bênçãos para todos. Sabemos que a «escolha», em qualquer trabalho construtivo, não exclui a «qualidade», e se o homem não oferece qualidade superior para o serviço divino, em hipótese alguma deve esperar a distinção da escolha. Infere-se, pois, que Deus chama todos os filhos à cooperação em sua obra augusta, mas somente os devotados, persistentes, operosos e fiéis constroem qualidades eternas que os tornam dignos de grandes tarefas. E, reconhecendo-se que as qualidades são frutos de construções nossas, nunca poderemos esquecer que a escolha divina começará pelo esforço de cada um." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)
" - ... e o próprio Jesus nos afirma: «eu sou a porta... se alguém entrar por mim será salvo e entrará, sairá e achará pastagens»! Por que audácia incompreensível imaginais a realização sublime sem vos afeiçoardes ao Espírito de Verdade, que é o próprio Senhor? Ouvi-me, irmãos meus! Se vos dispondes ao serviço divino, não há outro caminho senão Ele, que detém a infinita luz da verdade e a fonte inesgotável da vida! não existe outra porta para a mediunidade celeste, para o acesso ao equilíbrio divino que anelais no recôndito santuário do coração! Somente através dEle, vivendo-lhe as sublimes lições, alcançareis a sagrada liberdade de entrar nos domínios da Espiritualidade e deles sair, conquistando o pão eterno que vos saciará a fome para sempre. Sem o Cristo, a mediunidade é simples «meio de comunicação» e nada mais, mera possibilidade de informação, como tantas outras, da qual poderão assenhorear-se também os interessados em perturbações, multiplicando presas infelizes. Lembrai-vos, contudo, de que a lei divina jamais endossou o cativeiro e nunca sancionou a escravidão! Esquecestes a palavra divina que pronunciou: «vós sois deuses»?"(Missionários da Luz Cap.9 - FEB 1945)
" - Pois bem, o próprio Jesus nos deixou material de pensamento para o assunto em exame, quando nos asseverou que se a nossa mão ou os nossos olhos fossem motivos de escândalo deveriam ser cortados ao penetrarmos no templo da vida. Compete-nos transferir a imagem literal para a interpretação simples do espírito. Se já falimos muitas vezes em experiências da autoridade, da riqueza, da beleza física, da inteligência, não seria lógico receber idêntica oportunidade nos trabalhos retificadores." (Missionários da Luz Cap.12 - FEB 1945)
" - Segundo observamos, a justiça se cumpre sempre, mas logo que se disponha o Espírito à precisa transformação no Senhor, atenua-se o rigorismo do processo redentor. O próprio Pedro nos lembrou, há muitos séculos, que «o amor cobre a multidão de pecados»."
(Missionários da Luz Cap.12 - FEB 1945)
Orar e Vigiar
" (...) o Divino Mestre recomendou-nos oração e vigilância para não cairmos nas sugestões do mal, porque a tentação é o fio de forças vivas a irradiar-se de nós, captando os elementos que lhe são semelhantes e tecendo, assim, ao redor de nossa alma, espessa rede de impulsos, por vezes irresistíveis. ." (Nos domínios da Mediunidade Cap.5 - FEB 1955)
Uma casa sem equilíbrio religioso
"A casa da pobre viúva localizava-se em rua modesta e, embora relativamente confortável, parecia habitada por muitas entidades de condição inferior, o que observei sem dificuldade, pelo movimento de entradas e saídas, antes mesmo de nossa penetração no ambiente doméstico. Entramos sem que os desencarnados infelizes nos identificassem a presença, em virtude do baixo padrão vibratório que lhes caracterizava as percepções. O quadro, porém, era doloroso de ver-se. A família,
constituída da viúva, três filhos e um casal de velhos, permanecia à mesa de refeições, no almoço muito simples. Entretanto, um fato, até então inédito para mim, feriu-me a observação: seis entidades envolvidas em círculos escuros acompanhavam-nos ao repasto, como se estivessem tomando alimentos por absorção.
- O' meu Deus! - exclamei, aturdido, dirigindo-me ao instrutor - será crível? Desencarnados à mesa?
Alexandre replicou, tranqüilo:
- Meu amigo, os quadros de viciação mental, ignorância e sofrimento nos lares sem equilíbrio religioso são muito grandes. Onde não existe organização espiritual, não há defesas da paz de espírito. Isto é intuitivo para todos os que estimem o reto pensamento."