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Oficinas de trabalho espiritual |
Religiões e Espiritualismo
Os Mensageiros
" - Devemos esmagadora percentagem desses padecimentos à falta de educação religiosa. Não me refiro, porém, àquela que vem do sacerdócio ou que parte da boca de uma criatura para os ouvidos de outra. Refiro-me à educação religiosa, íntima e profunda, que o homem nega sistematicamente a si mesmo." (Os Mensageiros Cap.44 - FEB 1944)
" Não poderíamos cometer o absurdo de atribuir a concentração de todas as verdades divinas somente na cabeça de alguns homens, candidatos a novos cultos de adoração." (Os Mensageiros Cap.34 - FEB 1944)
Missionários da Luz
" - O Espiritismo cristão é a revivescência do Evangelho de Nosso Senhor Jesus-Cristo, e a mediunidade constitui um de seus fundamentos vivos. A mediunidade, porém, não é exclusiva dos chamados «médiuns». Todas as criaturas a possuem, porquanto significa percepção espiritual, que deve ser incentivada em nós mesmos. Não bastará, entretanto, perceber. É imprescindível santificar essa faculdade, convertendo-a no ministério ativo do bem. A maioria dos candidatos ao desenvolvimento dessa natureza, contudo, não se dispõe aos serviços preliminares de limpeza do vaso receptivo...." (Missionários da Luz Cap.3 - FEB 1945)
" - O trabalho enobrecedor está em toda parte - acentuou Alexandre, intencionalmente. - O paraíso da ociosidade é talvez a maior ilusão dos princípios teológicos que obscureceram na Crosta o sentido divino da verdadeira Religião." (Missionários da Luz Cap.13 - FEB 1945)
" ... Preservando os seus filhos contra os perigos do rebaixamento, criou Deus o aparelhamento das luzes religiosas, acordando as almas para a glorificação imortal. Raros homens, entretanto, se dispõem a respeitar os desígnios da Religião, olvidando, voluntariamente, que as menores quedas e mínimas viciações ficam impressas na alma, exigindo retificação. Você está observando aqui alguns pobres obsidiados em processo positivo de tratamento, mas esquece que inúmeras criaturas, ainda na carne, não obstante informadas pela Religião quanto às necessidades do espírito, se deixam empolgar pelo apego vicioso ao campo de sensações de vária ordem, contraindo débitos, assumindo compromissos pesados e arrastando companheiros outros em suas aventuras menos dignas, forjando laços fortes para os dolorosos dramas de obsessão do futuro." (Missionários da Luz Cap.18 - FEB 1945)
" -... Há verdadeiras legiões de trabalhadores de nossa especialidade amparando as criaturas que, através de elevadas aspirações, procuram o caminho certo nas instituições religiosas de todos os matizes. A manifestação de fé não se limita a simples afirmação mecânica de confiança. O homem que vive mentalmente, visceralmente, a religião que lhe ensina a senda do bem, está em atividade intensa e renovadora, recebendo, por isto mesmo, as mais fortes contribuições de amparo espiritual. porquanto abre a porta viva da alma para o socorro de Mais Alto, através da oração e da posição ativa de confiança no Poder Divino.(...)
(...) no seio de uma organização indene das sombras do preconceito e do dogmatismo, nosso concurso fraternal pode ser mais eficiente, mais puro, e as suas possibilidades de aproveitamento são muito mais vastas. É preciso assinalar, porém, que os auxiliadores magnéticos transitam em toda parte, onde existam solicitações da fé sincera, distribuindo o socorro do Divino Mestre, dentro da melhor divisão de serviço. Onde vibre o sentimento sincero e elevado, aí se abre um caminho para a Proteção de Deus." (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)
Libertação
"A rigor, portanto, não temos círculos infernais, de acordo com os figurinos da antiga teologia, onde se mostram indefinidamente gênios satânicos de todas as épocas e, sim, esferas obscuras em que se agregam consciências embotadas na ignorância, cristalizadas no ócio reprovável ou confundidas no eclipse temporário da razão. Desesperadas e insubmissas, criam zonas de tormentos reparadores. Semelhantes criaturas, no entanto, não se regeneram à força de palavras. Necessitam de amparo eficiente que lhes modifique o tom vibratório, elevando-lhes o modo de sentir e pensar." (Libertação Cap.I - FEB 1949)
"... A confiança no bem e o entusiasmo de viver que a luz religiosa nos infunde modificam-nos a tonalidade vibratória. Lucramos infinitamente com a imersão das forças interiores no sublimado idealismo da crença santificante, a que nos afeiçoamos; todavia, o serviço real que nos cabe não se resume só a palavras. A profissão de fé não é tudo. A experiência da alma no corpo denso destina-se, de maneira fundamental, ao aprimoramento do indivíduo. É nos atritos da marcha que o ser se desenvolve, se apura e ilumina. ... Em todas as casas de fé, os mensageiros do Senhor distribuem favores e bênção compatíveis com as necessidades de cada um; entretanto, é imprescindível que se prepare o coração nas linhas do mérito, a fim de recolhê-los." (Libertação Cap.IX - FEB 1949)
" - Este amigo, no fundo, está perseguido por si mesmo, atormentado pelo que fez e pelo que tem sido. Só a extrema modificação mental para o bem poderá conservá-lo no vaso físico; uma fé renovadora, com esforço de reforma persistente e digna da vida moral mais nobre, conferir-lhe-á diretrizes superiores, dotando-o de forças imprescindíveis à auto-restauração. Permanece dominado pelos quadros malignos que improvisou ... A memória é um disco vivo e milagroso. Fotografa as imagens de nossas ações e recolhe o som de quanto falamos e ouvimos... Por intermédio dela, somos condenados ou absolvidos, dentro de nós mesmos." (Libertação Cap.XI - FEB 1949)
" (...) o auxílio divino é como o Sol, irradiando-se para todos. As instituições e as almas que se voltam para o Pai Celestial recebem o suprimento de recursos de que necessitam, segundo as possibilidades de recepção que demonstrem." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
" (...) enquanto a atenção da alma se prende a exterioridades, as forças contrárias ao bem e à luz encontram facilidades positivas para a cultura do fanatismo e da discórdia." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
" (...) A maioria das pessoas aceita a religião, mas não se preocupa em praticá-la. Daí nasce o terrível aumento das aflições e dos enigmas." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
" (...) em matéria de fé, aceito a interpretação evangélica do Espiritismo, entretanto, isso não impede que estejamos procurando o mesmo Mestre.
- Ah! sim, Jesus é o nosso porto - acentuou o anfitrião, liberal -, não entendo a religião por elemento separatista. A senhora, na condição de espírita, e eu, na posição de católico, possuímos uma só linguagem na fé que nos identifica. Creio que a Providência Divina, como o Sol, brilha para todos." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVI - FEB 1954)
Nos Domínios da Mediunidade
" (...) Aproxima-se o homem terreno da Era do Espírito, sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria e, decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento." (Nos domínios da Mediunidade Cap.1 - FEB 1955)
" Satisfazer-se alguém com o rótulo, em matéria religiosa, sem qualquer esforço de sublimação interior, é tão perigoso para a alma quanto deter uma designação honorífica entre os homens com menosprezo pela responsabilidade que ela impõe.
Títulos de fé não constituem meras palavras, acobertando-nos deficiências e fraquezas. Expressam deveres de melhoria a que não nos será lícito fugir, sem agravo de obrigações." (Nos domínios da Mediunidade Cap.13 - FEB 1955)
" (...) Não obstante haverem freqüentado santuários religiosos, não se preocuparam em atender aos princípios da fé que abraçaram, acreditando que a existência devia ser para eles o culto de satisfações menos dignas, com a exaltação dos mais astuciosos e dos mais fortes. O chamamento da morte encontrou-os na esfera de impressões delituosas e escuras e, como é da Lei que cada alma receba da vida de conformidade com aquilo que dá, não encontram interesse senão nos lugares onde podem nutrir as ilusões que lhes são peculiares, porquanto, na posição em que se vêem, temem a verdade e abominam-na, procedendo como a coruja que foge à luz. (...)" (Nos domínios da Mediunidade Cap.15 - FEB 1955)
"- Com todo o respeito que devemos ao Espiritismo, é imperioso lembrar que a Bênção do Senhor pode descer sobre qualquer expressão religiosa - afirmou o orientador com expressivo olhar de tolerância. - Deve ser, antes de tudo, um profissional humanitário e generoso que por seus hábitos de ajudar ao próximo se fez credor do auxílio que recebe. Não lhe bastariam os títulos de espírita e de médico para reter a influência benéfica de que se faz acompanhar. Para acomodar-se tão harmoniosamente com a entidade que o assiste, precisa possuir uma boa consciência e um coração que irradie paz e fraternidade." (Nos domínios da Mediunidade Cap.15 - FEB 1955)
"(...) Felizmente, porém, os espiritualistas conscientes e sensatos estão aprendendo que o nosso escopo é reviver o Evangelho em suas bases simples e puras e que o Senhor não nos concede o tesouro da fé apenas para que possamos crer e falar, mas também para que estejamos habilitados a estender o bem, começando de nós mesmos.(...)
(...) A religião digna, qualquer que seja o templo em que se expresse, é um santuário de educação da alma, em seu gradativo desenvolvimento para a imortalidade. (...)
(...) É muito cedo para que o homem se arrogue o direito de apelar para a Verdade Total... Por agora, é imprescindível trabalhe intensivamente, com devoção ardente e profunda ao bem, para atingir mais amplo discernimento das realidades fragmentárias ou provisórias que o cercam na vida física e, considerada a questão nesse aspecto, estejamos convictos de que a ausência de escolas do espírito ou a supressão dos instrutores constituiriam a multiplicação dos hospícios e o rebaixamento do nível moral, porque sem o apelo à dignificação da individualidade, em processo de crescimento mental e de sublimação no tempo, não poderíamos contar senão com a estagnação nas linhas inferiores da experiência." (Nos domínios da Mediunidade Cap.29 - FEB 1955)
Ação e Reação
" ... As religiões na Terra, por esse motivo, procederam acertadamente, localizando o Céu nas esferas superiores e situando o Inferno nas zonas inferiores, porquanto, nas primeiras, encontramos a crescente glorificação do Universo e, nas segundas, a purgação e a regeneração indispensáveis à vida, para que a vida se acrisole e se eleve ao fulgor dos cimos." (Ação e Reação Cap.7 - FEB 1957)
"... Custodiado, porém, por benfeitores da nossa Mansão, foi conduzido a um templo espírita, ainda muito jovem, onde, submetido a tratamento da epiderme esfogueada, entrou no conhecimento de nossa Renovadora Doutrina... A leitura dos princípios espíritas, ao sol do Evangelho do Senhor, constituiu para ele recordações naturais dos ensinamentos assimilados em nossa casa, antes da reencarnação. Desde aí, aceitou nobremente a responsabilidade de viver e buscou, acima de tudo, aplicar a si próprio as diretrizes regeneradoras da fé que abraça..." (Ação e Reação Cap.16 - FEB 1957)
" ... Aqui, nas esferas purgatoriais, contamos com verdadeiras multidões de criaturas desencarnadas que procedem do mundo, em deploráveis crises alucinatórias, após malversarem os bens da vida humana. Muitas, por infelicidade da própria ignorância, não puderam acomodar-se a qualquer tipo de concepção religiosa, entretanto, milhões de pessoas, longe do respeito pela fé maternal que as esclarecia, nos compromissos esposados perante Deus, entregavam-se, conscientemente, à crueldade mental, cavando ruína e amargura para si mesmas, porque o mal infligido a outrem era sempre mal que amontoavam sobre as suas cabeças...." (Ação e Reação Cap.19 - FEB 1957)
E a vida continua...
" - A Igreja aqui está positivamente renovada, posto que possamos encontrar representantes de todas as religiões terrestres, aferrados a dogmas, concepções estreitas, preconceitos e tiranias diversas do fanatismo, nas áreas vizinhas em que se congregam milhares e milhares de inteligências rebeldes e perturbadas. Aqui, propriamente, os sacerdotes não a ouviriam em confissão de natureza religiosa. Enviá-la-iam a um dos nossos institutos de psiquiatria protetora, em que a irmã pode e deve ter a sua ficha para receber a assistência necessária..." (E a Vida Continua... Cap.9 - FEB 1968)
" (...) é verdade que somos Espíritos desencarnados, pessoas que não mais habitam a Terra?
- Perfeitamente, embora a irmã não consiga ainda certificar-se disso.
- Porque semelhante inadaptação?
- Falta de preparo na vida física. De modo geral, a sua posição de surpresa é comum à maioria das criaturas terrestres, em virtude da ausência de integração real com as experiências religiosas que se afeiçoam. (...)
- Se a irmã, durante a sua existência no corpo denso, pensasse firmemente nos ensinos de Jesus, o Divino Mestre que se reergueu do túmulo para a demonstração da vida eterna, se meditasse na essência dos ofícios religiosos de sua fé, todos eles dirigidos a Deus e, depois de Deus, aos mortos sublimes, como sejam Nosso Senhor
Jesus-Cristo, sua Augusta Mãe e aos Espíritos heróicos que veneramos por santos da vida cristã, decerto não experimentaria o assombro que, até agora, lhe insensibiliza os centros de força, apesar da elevação e da delicadeza de suas aspirações. (...)
E, ao refletir no Mestre de paciência infinita, a cuja magnanimidade recorria em todas as dificuldades e tribulações, sem se dar ao trabalho de perquirir-lhe as lições e acompanhar-lhe os exemplos, entrou em crise de lágrimas, qual se a fé cristã, excelsa e piedosa, se lhe transfigurasse em juiz nos recessos da alma, exprobrando-lhe o comportamento." (E a Vida Continua... Cap.10 - FEB 1968)
" - Então, as idéias do castigo de Deus...
- Razoável que as abracemos, até que aprendamos que a Divina Providência nos governa através de leis sábias e imparciais. Cada um de nós pune a si mesmo, nos artigos dos Estatutos Excelsos que haja infringido. A Justiça Eterna funciona no foro íntimo de cada criatura, determinando que a responsabilidade seja graduada no tamanho do conhecimento... (...)
(...) A rigor, porém, e atentos à realidade de que Deus jamais nos abandona, o inferno deve ser interpretado na categoria de hospício, onde amargamos as conseqüências de faltas, no fundo, cometidas contra nós mesmos. Fácil perceber que a área de espaço em que nos demoraremos nessa desoladora situação venha a retratar os quadros mentais infelizes que criamos e projetamos, ao redor de nós." (E a Vida Continua... Cap.11 - FEB 1968)
" Na parede muito branca, diante da assistência, sob as legendas «Templo da Nova Revelação», «Casa Consagrada ao Culto de Nosso Senhor Jesus-Cristo», ao invés de quaisquer símbolos ou esculturas, jazia apenas uma tela, recordando o semblante presumível do Divino Mestre, cujos olhos na excelsa pintura pareciam falar de vida e onipresença." (E a Vida Continua... Cap.12 - FEB 1968)
" (...) foram os dois viajores internados, em departamento de repouso de uma das casas espíritas-cristãs, que honorificam a vida paulistana, onde Ernesto começou a receber os cuidados precisos, a fim de desvencilhar-se do trauma de que fora acometido.
Convenientemente amparado, através de recursos magnéticos, em círculo de oração, acalmou-se para
refazimento, sob a assistência da companheira e, então, rearmonizadas as energias (...)" (E a Vida Continua... Cap.21 - FEB 1968)
Evolução em dois mundos
"Até à época recuada do paleolítico, interferiram as Inteligências Divinas para que se lhe estruturasse o veículo físico, dotando-a com preciosas reservas para o futuro imenso. Envolvendo-a na luz da responsabilidade, conferiam-lhe o dever de conservar e aprimorar o patrimônio recebido, e, investindo-a na riqueza do pensamento contínuo, entregaram-lhe a obrigação de atender ao aperfeiçoamento de seu corpo espiritual. Aceitar-se-á, razoavelmente, que até semelhante fase os tremendos conflitos da Natureza, em que se mesclavam a violência e a brutalidade, foram debitados à conta da evolução necessária para que a discriminação de indivíduos e agrupamentos, espécies e raças. (...) Exigia-se a depuração da atmosfera vital, imprescindível à assimilação da influência divina. E a atividade religiosa nasceu por instituto mundial de higiene da alma, traçando ao homem diretrizes à nutrição psíquica, de vez que, pela própria perspiração, exterioriza os produtos que elabora na usina mental, em forma de eflúvios eletromagnéticos, nos quais se lhe corporificam, em movimento, os reflexos dominantes, influenciando o ambiente e sendo por ele influenciado." (Evolução em Dois Mundos, em 13/04/1958, Primeira Parte - XX)
Os dez mandamentos
"Os dez mandamentos, recebidos mediunicamente
pelo profeta, brilham ainda hoje por alicerce de luz na edificação do direito,
dentro da ordem social. A palavra da Esfera Superior gravava a lei de causa e
efeito para o homem, advertindo-o solenemente: - Consagra amor supremo ao Pai de
Bondade Eterna, n'Ele reconhecendo a tua divina origem. - Precata-te contra os
enganos do antropomorfismo, porque padronizar os atributos humanos é cair em
perigosas armadilhas da vaidade e do orgulho. - Abstém-te de envolver o
Julgamento Divino na estreiteza de teus julgamentos. - Recorda o impositivo da
meditação em teu favor e em benefício daqueles que te atendem na esfera de
trabalho, para que possas assimilar com segurança os valores da experiência. -
Lembra-te de que a dívida para com teus pais terrestres é sempre insolvável
por sua natureza sublime. - Responsabilizar-te-ás pelas vidas que
deliberadamente extinguires. - Foge de obscurecer ou conturbar o sentimento
alheio, porque o cálculo delituoso emite ondas de força desorientada que
voltarão sobre ti mesmo. - Evita a apropriação indébita para que não
agraves as próprias dívidas. - Desterra de teus lábios toda palavra dolorosa
a fim de que se não transforme, um dia, em tropeço para os teus pés. -
Acautela-te contra a inveja e o despeito, a inconformação e o ciúme,
aprendendo a conquistar alegria e tranquilidade, ao preço do esforço próprio,
porque os teus pensamentos te precedem os passos, plasmando-te, hoje, o caminho
de amanhã.(Evolução em Dois Mundos, em 13/04/1958, Primeira Parte - XX)
A hóstia
(...) A liturgia anunciou o início da cerimônia, mas... Entretanto, procedendo de mais alto, três entidades de sublime posição hierárquica se fizeram visíveis à santa mesa, com o evidente propósito de ali semearem os benefícios divinos. Magnetizaram as águas expostas, saturando-as de princípios salutares e vitalizantes, como acontece nas sessões de Espiritismo Cristão, e, em seguida, passaram a fluidificar as hóstias, transmitindo-lhes energias sagradas à fina contextura. (...)
(...) Intensa luminosidade fluía do sacrário, envolvendo todo o material do culto, mas, surpreendido, reparei que o sacerdote, ao erguer a oferta sublime, apagou a luz que a revestia com os raios cinzento-escuros que ele próprio expedia em todas as direções. Logo após, quando se preparou a distribuir o alimento eucarístico entre os onze comungantes que se prosternavam, humildes, à mesa adornada de alvo linho, notei que as hóstias, no prateado recipiente que as custodiava, eram autênticas flores de farinha, coroadas de doce esplendor. Irradiavam luz com tanta força que o magnetismo obscuro das mãos do ministro não conseguia inutilizá-las. Todavia, à frente da boca que se dispunha a receber o pão simbólico, enegreciam como por encanto. Somente uma senhora, ainda jovem, cuja contrição era irrepreensível, recolheu a flor divina com a pureza desejável. Vi a hóstia, qual foco de fluídos luminescentes, atravessar a faringe, alojando-se-lhe a claridade em pleno coração. (...)" (Libertação Cap.IX - FEB 1949)
A missa
" - Em verdade, a missa é um ato religioso tão venerável quanto qualquer outro em que os corações procuram identificar-se com a Proteção Divina; no entanto, raros são aqueles que trazem até aqui o espírito efetivamente inclinado à assimilação do auxílio celestial. E para a formação de semelhante clima interior, cada crente, além do serviço de purificação dos sentimentos, necessitará também combater a influência dispersiva e perturbadora que procede dos companheiros desencarnados que lhe buscam arrefecer o fervor. (...)" (Libertação Cap.IX - FEB 1949)
(...) " Há missas solenes de consagração a políticos astuciosos e a magnatas do ouro que, em verdade, são reais sacrilégios, em nome do Cristo. Por outro lado, há missas de almas que constituem escárnio à dor dos que foram recolhidos pela morte, quais as que são mandadas celebrar por parentes ambiciosos que, por vezes, até mesmo se alegram com a ausência do morto, ávidos que se mostram de lhes pilharem os despojos, na corrida a testamentos e cartórios. Essas missas fortemente adubadas a dinheiro estão para eles tão frias, como os túmulos em que se lhes asilou a carne desfigurada. Mas, se o ato religioso é simples, partilhado por mentes e corações sinceros, inclinados à caridade evangélica e centralizados na luz da oração, com os melhores sentimentos que possuem, o culto se reveste de grande valor, pelas vibrações de paz e carinho que arremessa na direção daquele a quem é endereçado. freqüentemente, as missas humildes, realizadas aos primeiros cânticos da manhã, são as mais favoráveis ao nosso concurso. Podemos, com mais segurança, articular as possibilidades ao nosso alcance e ambientá-las a benefício daqueles que esperam de nós o amparo necessário...." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
A Religião e o ser
"- As igrejas, meu amigo, são sempre elevadas e belas. Consubstanciam, invariavelmente, o roteiro de nosso encontro divino com o Pai de Infinito Amor. Ensinam a bondade universal, o perdão das faltas, a solidariedade comum. Mas, e os nossos crimes. Fraquezas e defecções? Em geral, todos nós, filiados a correntes várias do pensamento religioso na Terra, exigimos que se nos faça justiça, esquecidos, contudo, de que as noções de justiça envolvem a existência da Lei. E como ludibriar a Lei, soberana e inalterável, embora compassiva em suas manifestações? Não concordais que é absurdo reclamar determinado procedimento dos outros, esperando para o nosso "eu" tirânico e desequilibrado as compensações somente devidas aos observadores das regras de purificação, das quais não passamos de meros expositores no campo do ensinamento?" (Obreiros da Vida Eterna Cap.VII - FEB 1946)
Adoração de Imagens
Contemplando a formosa claridade dos nichos, perguntei ao nosso Instrutor:
- Que vemos? não reza o segundo mandamento, trazido por Moisés, que o homem não deve fazer imagens de escultura para representar a Paternidade Celeste?
- Sim - concordou o orientador -, e determina o Testamento que ninguém se deve curvar diante delas. Efetivamente, pois, André, é um erro criar ídolos de barro ou de pedra para simbolizar a grandeza do Senhor, quando nossa obrigação primordial é a de render-lhe culto na própria consciência; entretanto, a Bondade Divina é infinita e aqui nos achamos perante apreciável quantidade de mentes infantis. (...)
(...) Nesta casa de oração, os altares recebem as projeções de matéria mental sublimada dos crentes. Há quase um século, as preces fervorosas de milhares deles aqui envolvem os nichos e apetrechos do culto. É natural que resplandeçam. Através de semelhante material, os mensageiros celestes distribuem dádivas espirituais com todos quantos sintonizem com o plano superior. A luz que oferecemos ao Céu serve sempre de base às manifestações do Céu para a Terra." (Libertação Cap.IX - FEB 1949)
Anjos da guarda
" - Os Espíritos tutelares encontram-se em todas as esferas, contudo é indispensável tecer algumas considerações sobre o assunto. Os anjos da sublime vigilância, analisados em sua excelsitude divina, seguem-nos a longa estrada evolutiva. Desvelam-se por nós, dentro das Leis que nos regem, todavia, não podemos esquecer que nos movimentamos todos em círculos multidimensionais. A cadeia de ascensão do espírito vai da intimidade do abismo à suprema glória celeste.
- (...) A idéia de um ente divinizado e perfeito, invariavelmente ao nosso lado, ao dispor de nossos caprichos ou ao sabor de nossas dívidas, não concorda com a justiça. Que governo terrestre destacaria um de seus ministros mais sábios e especializados na garantia do bem de todos para colar-se, indefinidamente, ao destino de um só homem, quase sempre renitente cultor de complicados enigmas e necessitado, por isso mesmo, das mais severas lições da vida? porque haveria de obrigar-se um arcanjo a descer da Luz Eterna para seguir, passo a passo, um homem deliberadamente egoísta ou preguiçoso? Tudo exige lógica, bom-senso.
- Com semelhante apontamento quer dizer que os anjos da guarda não vivem conosco?
- Não digo isso - asseverou o benfeitor. E, com graça, aduziu:
- O Sol está com o verme, amparando-o na furna, a milhões e milhões de quilômetros, sem que o verme esteja com o sol. (...)
- Anjo, segundo a acepção justa do termo, é mensageiro. Ora, há mensageiros de todas as condições e de todas as procedências e, por isso, a antigüidade sempre admitiu a existência de anjos bons e anjos maus. Anjo de guarda, desde as concepções religiosas mais antigas, é uma expressão que define o Espírito celeste que vigia a criatura em nome de Deus ou pessoa que se devota infinitamente a outra, ajudando-a e defendendo-a. Em qualquer região, convivem conosco os Espíritos familiares de nossa vida e de nossa luta. (...) Todos nós, por mais baixo nos revelemos na escala da evolução, possuímos, não longe de nós, alguém que nos ama a impelir-nos para a elevação. Isso podemos verificar nos círculos da matéria mais densa. (...) O espírito maternal é uma espécie de anjo ou mensageiro, embora muita vez circunscrito ao cárcere de férreo egoísmo, na custódia dos filhos. (...) Irmãos mais velhos ajudam os mais novos. Mestres inspiram discípulos. Pais socorrem os filhos. Amigos ligam-se a amigos. Companheiros auxiliam companheiros. (...) O gênio guardião será sempre um Espírito benfazejo para o protegido, mas é imperioso anotar que os laços afetivos, em torno de nós, ainda se encontram em marcha ascendente para mais altos níveis da vida. Com toda a veneração que lhes devemos, importa reconhecer, nos Espíritos familiares que nos protegem grandes e respeitáveis heróis do bem, mas ainda singularmente distanciados da angelitude eterna. (...) Por esse motivo, com muita propriedade, nas diversas escolas religiosas, escutamos a intuição popular asseverando: -«nossos anjos de guarda não combinam entre si», ou ainda, «façamos uma oração aos anjos de guarda», reconhecendo-se, instintivamente, que os gênios familiares de nossa intimidade ainda se encontram no campo de afinidades específicas, e precisam, por vezes, de apelos à natureza superior para atenderem a esse ou àquele gênero de serviço." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIII - FEB 1954)
Aprendizes
" - Temos aqui, em cálculo aproximado, mil e duzentas pessoas. Deste número oitenta por cento se constituem de aprendizes dos templos espiritualistas, em seus ramos diversos, ainda inaptos aos grandes vôos do conhecimento, conquanto nutram fervorosas aspirações de colaboração no Plano Divino. São companheiros de elevado potencial de virtudes. Exemplificam a boa vontade, exercitam-se na iluminação interior através de esforço louvável; contudo, ainda não criaram o cerne da confiança para uso próprio. Tremem ante as tempestades naturais do caminho e hesitam no círculo das provas necessárias ao enriquecimento da alma, exigindo de nós particular cuidado, pois que, pelos seus testemunhos de diligência na obra espiritualizante, são os futuros instrumentos para os serviços da frente. Apesar da claridade que lhes assinala as diretrizes, ainda padecem desarmonias e angústias, que lhes ameaçam o equilíbrio incipiente. Não lhes falece, porém, a assistência precisa. Instituições de restauração de forças abrem-lhes as portas acolhedoras em nossas esferas de ação. A libertação pelo sono é o recurso imediato de nossas manifestações de amparo fraterno. A princípio, recebem-nos a influência inconscientemente; em seguida, porém, fortalecem a mente, devagarinho, gravando-nos o concurso na memória, apresentando idéias, alvitres, sugestões, pareceres e inspirações beneficientes e salvadoras, através de recordações imprecisas." (No Mundo Maior Cap.2 - FEB 1947)
" ... o estimado Assistente me convidou a ouvir a palavra do Instrutor Eusébio que, naquela noite, se dirigiria a algumas centenas de companheiros católicos-romanos e protestantes das Igrejas reformadas, ainda em trânsito nos serviços da esfera carnal.
- São irmãos menos dogmáticos e mais liberais que, em momentos de sono, se tornam suscetíveis de nossa influência mais direta. Pelas virtudes de que são portadores, tornam-se dignos das diretrizes dos planos mais altos.
- Importa compreender que a Proteção Divina desconhece privilégios. A graça celestial é como o fruto que sempre surge na fronde do esforço terrestre: onde houver colaboração digna do homem, aí se acha o amparo de Deus. Não é a confissão religiosa que nos interessa em sentido fundamental, senão a revelação de fé viva, a atitude positiva da alma na jornada de elevação. Claro é que as escolas da crença variam, situando-se cada uma em um círculo diferente. Quanto mais rudimentar é o curso de entendimento religioso, maior é a combatividade inferior, que traça fronteiras infelizes de opinião e acirra hostilidades deploráveis, como se Deus não passasse dum ditador em dificuldades para manter-se no poder." (No Mundo Maior Cap.15 - FEB 1947)
Céu e Inferno
" Longe vai o tempo em que a razão admitia o paraíso ou o purgatório como simples regiões conscienciais; e, se alguém agiu contra a Lei, ver-se-á dentro de si mesmo em processo retificador, tanto tempo quanto seja necessário." (No Mundo Maior Cap.8 - FEB 1947)
Deus
"O conhecimento da Divindade e o roteiro celeste serão encontrados dentro de nós mesmos. Por que audácia inominável cometeríamos o absurdo de aguardar plena e pronta identificação da nossa natureza egressa da irracionalidade, em dias tão curtos, com a sublime plenitude de Deus? Como ombrear-se o batráquio com o Sol? Em verdade, as religiões antropomórficas da Crosta envenenaram-nos a mente, instilando falsas concepções de Deus em nossos raciocínios. Não podemos, todavia, culpá-las em sentido absoluto, porquanto a estagnação espiritual caracterizava-nos a todos. Quando os discípulos se integrarem efetivamente, de cérebro e coração renovado, no Evangelho do Mestre, será impossível a negativa interferência sacerdotal. O dogma, considerado imparcialmente, constitui desafio e castigo simultâneos. Desafio à inteligência investigadora e construtiva, para que se dilate no mundo a noção do Universo Infinito, e castigo às mentes ociosas que renunciam levianamente ao dom de pensar e decidir por si mesmas as questões sagradas do destino. Em toda parte encontraremos a Sabedoria Operante e Invisível do Senhor, estendendo-se em todas as minúcias da Natureza." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VIII - FEB 1946)
" (...) onde estava Deus que não me socorreu a tempo?
- Procuraste saber, antes, onde te encontravas a ponto de te esqueceres tão profundamente de Deus? A bondade do Senhor nunca se ausenta de nós. Se transparecia da bendita oportunidade terrena que te conduzia à vitória espiritual, reside também agora nas lágrimas de contrição que te encaminham à regeneração salutar..." (Libertação Cap.XII - FEB 1949)
"Não ignoramos que o Universo, a estender-se no Infinito, por milhões e milhões de sóis, é a exteriorização do Pensamento Divino, de cuja essência partilhamos, em nossa condição de raios conscientes da Eterna Sabedoria, dentro do limite de nossa evolução espiritual.
Da superestrutura dos astros à infra-estrutura subatômica, tudo está mergulhado na substância viva da Mente de Deus, como os peixes e as plantas da água estão contidos no oceano imenso.
Filhos do Criador, dEle herdamos a faculdade de criar e desenvolver, nutrir e transformar." (Nos domínios da Mediunidade Cap.1 - FEB 1955)
Desentendimentos
"As transições essenciais da existência na Terra encontram a maioria dos homens absolutamente distraídos das realidades eternas. A mente humana abre-se, cada vez mais, para o contato com as expressões invisíveis, dentro das quais funciona e se movimenta. Isto é uma fatalidade evolutiva. Desejamos e necessitamos auxiliar as criaturas terrestres; todavia, contra a extensão de nosso concurso fraterno, operam dilatadas corrente de incompreensão. Não relacionamos apenas a ação da ignorância e da perversidade. Agem, contraditoriamente, nesse particular, grande número de forças do próprio espiritualismo. Combatem-nos algumas escolas cristãs, como se não colaborássemos com o Mestre Divino. A Igreja Romana classifica-nos a cooperação como diabólica. A Reforma Luterana, em seus matizes variados, persegue-nos a colaboração amistosa. E há correntes espiritualistas de elevado teor educativo, que nos malsinam a influência, por quererem o homem aperfeiçoado de um dia para outro, rigorosamente redimido a golpe instantâneo da vontade, sem realização metódica. " (Os Mensageiros Cap.5 - FEB 1944)
O entendimento é progressivo
"Sacerdotes e intérpretes dos núcleos organizados da religião e da filosofia, não percebem ainda que o espírito da Revelação é progressivo, como a alma do homem. As concepções religiosas se elevam com a mente da criatura. Muitas igrejas não compreendem, por enquanto, que não devemos espalhar a crença nos tormentos eternos para os desventurados, e sim a certeza de que há homens infernais criando infernos para si mesmos." (Os Mensageiros Cap.5 - FEB 1944)
Doação de energia
" ... Não observou os preguiçosos, os dorminhocos e invigilantes que vieram colher benefícios nesta casa? Pois eles também deram alguma coisa de si... Deram calor magnético, irradiações vitais proveitosas aos benfeitores deste santuário doméstico, que manipulam os elementos dessa natureza, distribuindo-os em valiosas combinações fluídicas às entidades combalidas e inadaptadas." (Os Mensageiros Cap.48 - FEB 1944)
Em tempos difíceis
"... As perspectivas de destruição eram assustadoras. No seio da noite, porém, destacava-se, à nossa visão espiritual, um farol de intensa luz. Seus raios faiscavam no firmamento, enquanto as bombas eram arremessadas ao solo. A chefia da expedição recomendou nossa descida no ponto luminoso. Com surpresa, verifiquei que estávamos numa igreja, cujo recinto devia ser quase sombrio para o olhar humano, mas altamente luminoso para nossos olhos. Notei, então, que alguns cristãos corajosos reuniam-se ali e cantavam hinos. O ministro do Culto lera a passagem dos Atos, em que Paulo e Silas cantavam à meia-noite, na prisão, e as vozes cristalinas elevavam-se ao Céu, em notas de fervorosa confiança. Enquanto rebentavam estilhaços lá fora, os discípulos do Evangelho cantavam, unidos, em celestial vibração de fé viva. Nosso chefe mandou que nos conservássemos de pé, diante daquelas almas heróicas, que recordavam os primeiros cristãos perseguidos, em sinal de respeito e reconhecimento. Ele também acompanhou os hinos e depois nos disse que os políticos construiriam os abrigos antiaéreos, mas que os cristãos edificariam na Terra os abrigos antitrevosos". (Os Mensageiros Cap.18 - FEB 1944)
Espiritismo
" - O Espiritismo é a nossa grande esperança e, por todos os títulos, é o Consolador da humanidade encarnada; mas a nossa marcha é ainda muito lenta. Trata-se de uma dádiva sublime, para a qual a maioria dos homens ainda não possui "olhos de ver". Esmagadora percentagem dos aprendizes novos aproxima-se dessa fonte divina a copiar antigos vícios religiosos. Querem receber proveitos, mas não se dispõem a dar coisa alguma de si mesmos. Invocam a verdade, mas não caminham ao encontro dela. Enquanto muitos estudiosos reduzem os médiuns a cobaias humanas, numerosos crentes procedem à maneira de certos enfermos que, embora curados, crêem mais na doença que na saúde, e nunca utilizam os próprios pés. Enfim, procuram-se, por lá, os espíritos materializados para o fenomenismo passageiro, ao passo que nós outros vivemos à procura de homens espiritualizados para o trabalho sério. (Nosso Lar Cap.27 - FEB 1943)
Fé Cega
"Nessas ocasiões, sentia morder-me a consciência, mas confessava-se todos os meses, quando o padre Amâncio visitava a fazenda e, depois da comunhão, estava livre dessas faltas veniais, porque, recebendo a absolvição no confessionário e ingerindo a sagrada partícula, estava novamente em dia com todos os meus deveres para com o mundo e com Deus." (Nosso Lar Cap.34 - FEB 1943)
"As igrejas são sempre santas em seus fundamentos e o sacerdócio será sempre divino, quando cuide essencialmente da Verdade de Deus; mas o sacerdócio político jamais atenderá a sede espiritual da civilização. Sem o sopro divino, as personalidades religiosas poderão inspirar respeito e admiração, não, porém, a fé e a confiança." (Nosso Lar Cap.43 - FEB 1943)
Incredulidade, falta de fé
" ... admitamos que esta nossa irmã fosse estranha a qualquer atividade de ordem espiritual. Imaginemo-la sem fé, sem filiação a qualquer escola religiosa e sem qualquer atestado de merecimento na prática da virtude. Ainda assim, receberia o benefício dos passes libertadores?
Anacleto, com aquela bondade paciente que eu conhecia em Alexandre, observou:
- Se fosse uma criatura de sentimentos retos, embora infensa à religião, não obstante menor, pela sua incapacidade de recepção mais intensa das nossas energias radiantes; mas, se ficasse integralmente mergulhada nas sombras da ignorância ou da maldade, permaneceria distante da colaboração de ordem superior e as suas forças físicas sofreriam desgastes violentos e inevitáveis, pela continuidade da intoxicação mental. Quem se fecha às idéias regeneradoras, fugindo às leis da cooperação, experimentará as conseqüências legítimas. " (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)
Grupo Espírita
" - Nosso agrupamento produz satisfatoriamente; entretanto, poderia levar a efeito mais ampla colheita de bênçãos se a confiança no bem e o ideal de servir fossem mais dilatados em nossos colaboradores do plano físico. Sabemos que a instrumentalidade é essencial em qualquer serviço. O braço é intérprete do pensamento, o operário é complemento do administrador, o aprendiz é veículo do mestre. Sem companheiros encarnados que nos correspondam aos objetivos na ação santificante, como estabelecer a espiritualidade superior na Crosta da Terra? Efetivamente, encontramos irmãos dispostos ao concurso fraternal, embora, forçoso é dizer, a maioria espera a mediunidade espetacular, a fim de cooperar conosco. Não procuram saber que todos somos médiuns de alguma força boa ou má, em nossas faculdades receptivas. Não aceitam as necessidades do serviço que nos aconselham a buscar desenvolvimento substancial na auto-iluminação, através do serviço aos nossos semelhantes, e tocam a exigir dons medianímicos, quais se fossem dádivas milagrosas a serem transmitidas graciosamente àqueles que se lhes candidatam aos benefícios, por intermédio da antiga "varinha de condão". Esquecem-se de que a mediunidade é uma energia peculiar a todos, em maior ou menor grau de exteriorização, energia essa que se encontra subordinada aos princípios de direção e à lei de uso, tanto quanto a enxada que pode ser mobilizada para servir ou ferir, conforme o impulso que a orienta, melhorando sempre, quando em serviço metódico, ou revestindo-se de ferrugem asfixiante e destrutiva, quando em constante repouso. Nossos amigos não percebem o valor de uma atitude desassombrada e permanente de fé positiva, dentro do caminho louvável, haja o que houver, e, não obstante cuidarmos devotadamente da crença deles, com a mesma ternura consagrada pelo lavrador vigilante à plantinha tenra que encerra a esperança do porvir, basta que espíritos perturbadores ou maliciosos os visitem, sutis, à maneira de melros num arrozal, e lá se vão os germens superiores que lhes confiamos, incessantemente, ao solo do coração. De um instante para o outro, duvidam de nosso esforço, desconfiam de si mesmos, cerram os olhos ante a grandeza das leis que os cercam nos ângulos da natureza terrestre, e as energias mentais que deveriam centralizar em construção ativa e santificante, com vistas ao aprimoramento próprio, são desbaratadas quase que diariamente pela argumentação mentirosa de espíritos ingratos e menos permeáveis ao bem." (Libertação Cap.XV - FEB 1949)
Guias espirituais
"(...) Esforçar-se-ão para que Serpa e Vera se consorciem; para que Elisa se recupere após a desencarnação, no menor prazo possível; para que Desidério volte ao renascimento físico, nas condições desejáveis, e auxiliarão, ainda, a Elisa, no retorno à Terra, com o dever de amparar-lhes o berço e a meninice, além de que estarão colaborando não só para que a futura genitora de Desidério conquiste recursos adequados a acolhê-lo no claustro materno, como também para que o nosso amigo, a reencarnar, venha a sentir-se convenientemente instalado, na posição de filho adotivo... E nada de esquecer nosso Mancini, que possegue requerendo atenções especiais; o encaminhamento dele no futuro, o enlace de Elisa e Desidério, mais tarde, depois das providências com que nos empenharemos a reaproximar as famílias (...)" (E a Vida Continua... Cap.22 - FEB 1968)
Intervenção Divina
" (...) Quanto à intervenção do Senhor, recordemo-nos de que os estudos desta hora não se prendem aos aspectos da compaixão e, sim, aos problemas da justiça.
Nós outros e a humanidade militante na carne não representamos senão diminuta parcela da família universal, confinados à faixa vibratória que nos é peculiar.
Somos simplesmente alguns bilhões de seres perante a Eternidade. E estejamos convencidos de que se o diamante é lapidado pelo diamante, o mau só pode ser corrigido pelo mau. Funciona a justiça, através da injustiça aparente, até que o amor nasça e redima os que se condenaram a longas e dolorosas sentenças diante da Boa Lei." (Libertação Cap.I - FEB 1949)
Instituição de trabalho
" - Temos aqui uma nobre instituição espiritista, a serviço dos necessitados, dos tristes, dos sofredores. O sagrado espírito de família evangélica permanece vivo nesta casa de amor cristão que o Espiritismo ergueu, por intermédio de uma venerável missionária do Cristo. Nossos trabalhos se desdobrarão aqui com mais eficiência, relativamente aos fins a que se destinam.
- Como é interessante - acentuei - o fato de necessitarmos dos ambientes domésticos para instruções aos companheiros encarnados!...
- ... Inegavelmente, todo templo de pedra, dignamente superintendido, funciona qual farol no seio das sombras, indicando os caminhos retos aos navegantes do mundo, mas não podemos esquecer que o movimento vital das idéias e realizações baseia-se na igreja viva do espírito, no coração do povo de Deus. Sem adesão do sentimento popular no âmago de cada um, qualquer manifestação religiosa reduz-se a mero culto externo. Por isso mesmo, André, no futuro da Humanidade, os templos materiais do Cristianismo estarão transformados em igrejas-escolas, igrejas-orfanatos, igrejas-hospitais, onde não somente o sacerdote da fé veicule a palavra de interpretação, mas onde a criança encontre arrimo e esclarecimento, o jovem a preparação necessária para as realizações dignas do caráter e do sentimento, o doente o remédio salutar, o ignorante a luz, o velho o amparo e a esperança. ..." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)
" - (...) Figuremos alguém na Terra sendo conduzido ao altar por imposição da autoridade humana, sem mérito bastante, à frente do Senhor... (...)
- Numa contingência dessas, mensageiros de Jesus responsabilizar-se-iam pela instituição, distribuindo aí os benefícios adequados aos merecimentos e necessidades de cada um. (...)
Auxiliemos as igrejas antigas, em vez de acusá-las. Todos somos filhos do Pai Celestial e onde houver o mínimo gérmen de Cristianismo aí surgirão recursos de recuperação do homem e da coletividade para o Cristo, Nosso Senhor." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)
Necessidade de conforto
" Foi quando comecei a recordar que deveria existir um Autor da Vida, fosse onde fosse. Essa idéia confortou-me. Eu, que detestara as religiões no mundo, experimentava agora a necessidade de conforto místico. Médico extremamente arraigado ao negativismo da minha geração, impunha-se-me atitude renovadora. Tornava-se imprescindível confessar a falência do amor-próprio, a que me consagrara orgulhoso." (Nosso Lar Cap.2 - FEB 1943)
Oficinas de trabalho espiritual
" - Vamos ao trabalho - respondeu-me um deles - ; hoje à noite, realizar-se-á o estudo evangélico e devemos auxiliar os irmãos ignorantes e sofredores que estejam em condições de vir até aqui.
- Há também semelhante tarefa? - indaguei, espantado.
- Como não, meu caro? O próprio Jesus já dizia, há muitos séculos, que a seara é grande. Há trabalho para todos. E cumpre-nos reconhecer que esta oficina de assistência cristã funciona, há quase vinte anos, de maneira incessante." (Os Mensageiros Cap.39 - FEB 1944)
"... Não podemos perder tempo com Espíritos escarninhos e ociosos, nem com aqueles que se aproximam de nossa tenda alimentando certas intenções de natureza inferior. Não faltarão providências de Jesus para essa gente, em outra parte. Lembrem-se disso.
Não é falta de caridade, é compreensão do dever. Temos um programa de trabalho muito sério, no capítulo da evangelização e do socorro, não podemos abusar da concessão de nossos maiores da Espiritualidade Superior. Quem aceita um compromisso não vive sem contas. Por muito que vocês amam a alguma entidade ociosa ou irônica, não facilitem os abusos dela. Ajudem-na de maneira individual, quando disponham de tempo e possibilidades para isso. Não arrastem o grupo a dificuldades. Não se esqueçam de que existem determinados núcleos de tarefa para os surdos e cegos voluntários."(Os Mensageiros Cap.39 - FEB 1944)
Ontem e hoje
" Cantávamos hinos de louvor com Krishna, aprendendo o conceito da imortalidade da alma, à sombra de árvores augustas que aspiram aos cimos do Himalaia, e descíamos, logo depois, ao vale dos Ganges, matando e destruindo para gozar e possuir. Soletrávamos o amor universal com Sidarta Gautama, e perseguíamos os semelhantes, em aliança com o guerreiros cingaleses e hindus. Fomos herdeiros da Sabedoria, nos tempos distantes da Esfinge, e , no entanto, da reverência aos mistérios da iniciação passávamos à hostilidade sanguissedenta, nas margens do Nilo. Acompanhando a arca simbólica dos hebreus, reiteradas vezes líamos os mandamentos de Jeová, contidos nos rolos sagrados, e, desatentos, os esquecíamos, ao primeiro clangor de guerra aos filisteus. Chorávamos de comoção religiosa em Atenas, e assassinávamos nossos irmãos em Esparta. Admirávamos Pitágoras, o filósofo, e seguíamos Alexandre, o conquistador. Em Roma, conduzíamos oferendas valiosas aos deuses, nos maravilhosos santuários, exaltando a virtude, para desembainhar as armas, minutos depois, no átrio dos templos, disseminando a morte e entronizando o crime; escrevíamos formosas sentenças de respeito à vida, com Marco Aurélio, e ordenávamos a matança de pessoas limpas de culpa e úteis à sociedade. Com Jesus, o Divino Crucificado, nossa atitude não tem sido diferente. " (No Mundo Maior Cap.2 - FEB 1947)
Pedidos a santos ou espíritos iluminados
" - ... Depois da morte do corpo, as criaturas efetivamente santificadas encontram as mais altas quotas de serviço, na expansão da luz ou da caridade, do conhecimento ou da virtude, de que se fizeram a fonte viva de inspiração, quando no aprendizado humano. ... Assim, pois, o coração que deixe na Terra uma sementeira de fé e abnegação passa a nutrir, do plano espiritual, a lavoura das idéias e dos exemplos que legou aos irmãos de luta evolutiva, lavoura essa que se expande naqueles que lhe continuam o ministério sagrado, crescendo, assim, em trabalho e influência para o bem, no setor de ação iluminativa e santificante que o Senhor lhe confia....
- E na hipótese de a alma julgada santa entre os homens não ser realmente santa no Plano da Verdade? as preces que lhe sejam dirigidas atingem os objetivos visados, ainda mesmo quando o suposto santo permaneça em duras experiências nas regiões das sombras?
- Sim, Hilário - aclarou o assistente -; as orações podem não encontrar, de imediato, o Espírito a que se destinam, mas alcançam-lhe o grupo de companheiros a que deveria ajustar-se e que, amorosamente, o substituem na obra assistencial do bem, em nome do Senhor, visto que, na realidade, todo amor na Criação Eterna é de Deus. ... Se isso acontecesse, as grandes almas, acrisoladas na disciplina da instituição em que tanto se distinguiu, se encarregariam de fazer por ela o trabalho necessário e justo, até que pudesse tomar sobre os ombros o apostolado que lhe compete.(...)
(...) até que a alma se identifique com os fatores sublimes da consciência cósmica, os círculos de estudo e fé, aperfeiçoamento e solidariedade, pelo bem que realizam, estejam onde estiverem, merecem o maior acatamento das Inteligências Superiores que atendem à execução dos Planos Divinos.
Logo após, como se quisesse fixar em nosso espírito os méritos da lição, dirigiu o olhar para certa senhora que se mantinha em prece, não distante de nós...
Procuramos assimilar-lhe a faixa mental e, estabelecida a sintonia, surpreendemos no nicho a imagem viva e simpática do nosso abnegado Dr.Bezerra de Menezes, ao mesmo tempo que ouvíamos a súplica de nossa companheira desolada:
- «Doutor Bezerra, por amor de Jesus, não abandones meu pobre Ricardo nas trevas da desesperação! ...»
- Silas interrompeu-nos a reflexão, acentuando:
- Segundo reconhecemos, o santuário serve à oração digna, sem cultos especiais. Ali, alguém recorre ao amparo da monja de Lisieux, aqui um coração infortunado pede socorro ao notável companheiro dos espíritas no Brasil. ...
- Com mais de cinqüenta anos consecutivos de serviço à Causa Espírita, depois de desencarnado, Adolfo Bezerra de Menezes fez jus à formação de extensa equipe de colaboradores que lhe servem à bandeira de caridade. Centenas de Espíritos estudiosos e benevolentes obedecem-lhe às diretrizes na lavoura do bem, na qual opera ele em nome do Cristo.
- Desse modo - alegou Hilário -, é fácil compreendê-lo agindo em tantos lugares ao mesmo tempo...
- Perfeitamente ... um grande missionário da luz, em ação no bem, pode refletir-se em dezenas ou centenas de companheiros que lhe acatam a orientação no trabalho ajustado aos desígnios do Senhor. Bezerra de Menezes, invocado carinhosamente, em tantas instituições e lares espíritas, ajuda em todos eles, pessoalmente ou por intermédio das entidades que o representam com extrema fidelidade. " (Ação e Reação Cap.11 - FEB 1957)
Reuniões para o bem
"Grande número de cooperadores velavam atentos. E, enquanto o devotado mentor falava com o coração nas palavras, os dezoito companheiros encarnados demoravam-se em rigorosa concentração de pensamento, elevado a objetivos altos e puros. Era belo sentir-lhes a vibração particular. Cada qual emitia raios luminosos, muito diferentes entre si, na intensidade e na cor. Esses raios confundiam-se à distância aproximada de sessenta centímetros dos corpos físicos e estabeleciam uma corrente de força, bastante diversa das energias de nossa esfera. Essa corrente não se limitava ao círculo movimentado. Em certo ponto, despejava elementos vitais, à maneira de fonte miraculosa, com origem nos corações e nos cérebros humanos que aí se reuniam. As energias dos encarnados casavam-se aos fluidos vigorosos dos trabalhadores de nosso plano de ação, congregados em vasto número, formando precioso armazém de benefícios para os infelizes, extremamente apegados ainda às sensações fisiológicas.
Semelhantes forças mentais não são ilusórias, como pode parecer ao raciocínio terrestre, menos esclarecido quanto às reservas infinitas de possibilidades além da matéria mais grosseira." (Missionários da Luz Cap.1 - FEB 1945)
" - Em todas as nossas atividades de socorro há sempre imenso proveito, ainda mesmo quando a sua extensão não seja perceptível ao olhar comum. E qualquer doente dessa natureza que se disponha a cooperar conosco, em benefício próprio, colaborando decididamente na restauração de suas atividades mentais, regenerando-se à luz da vida renovada no Cristo, pode esperar o restabelecimento da saúde relativa do corpo terrestre. quando a criatura, todavia, roga a assistência de Jesus com os lábios, sem abrir o coração à influência divina, não deve aguardar milagres de nossa colaboração." (Missionários da Luz Cap.18 - FEB 1945)
Ser cristão
" Ser cristão, outrora, simbolizava a escolha da experiência mais nobre, com o dever de exemplificar o padrão de conduto consagrado pelo Mestre Divino. Constituía ininterrupto combate ao mal com as armas do bem, manifestação ativa do amor contra o ódio, segurança de vitória da luz contra as sombras, triunfo inconteste da paz construtiva sobre a discórdia derruidora.
...
Antigamente, os companheiros do Cristo disputavam a oportunidade de servir; no entanto, na atualidade, procurais as mínimas ocasiões de serdes servidos.
Reverenciais do Senhor a Luz dos Séculos, e mantende-vos nas sombras do nefando egoísmo.
Proclamais nEle a glória da paz, e incentivais a guerra fraticida, em que homens e instituições se trucidam reciprocamente.
Recorreis ao Divino Mestre, centralizando em sua infinita bondade a fonte inesgotável do amor; entretanto, cultivais a desarmonia no recôndito do ser.
Sobre o simbolismo da Cruz
" Assemelhava-se o ambiente ao de grande capela, das que conhecemos no mundo. De face voltada para o exterior, uma cruz de radiante material argênteo sobre alva e simples mesa, encostada ao centro do fundo, era o único símbolo religioso ali existente. Mas de todas as paredes laterais, a se caracterizarem por brancura de neve, distinguiam-se pequenas reentrâncias insculpidas em forma de nichos.
A luz dominante casava-se de encantadora maneira com a melodia cariciosa a ressoar docemente no largo corpo da nave...
Que mãos invisíveis produziam a música veludosa e terna que nos inclinava à reverência e à meditação?
Mais de duas centenas de entidades diversas, formando piedoso conjunto, em fileiras quase do mesmo número, postavam-se em prece ante os nichos vazios.(...)
(...) contemplava a luminosa cruz, entre respeitoso e comovido... Recordei o Mensageiro Divino que a utilizara em sacrifício para traçar-nos o caminho da vitoriosa ressurreição, e repetia no imo dalma:
- « Pai Nosso que estás nos Céus, santificado(...)
(...) - A cruz recorda a todos os visitantes que o Espírito de Nosso Senhor Jesus-Cristo aqui se encontra presente, não obstante estejamos nos abismos infernais. E os nichos vazios dão oportunidade a que todos se dirijam aos Céus, segundo a fé que abraçam. Até que a alma obtenha a Sabedoria Infinita é indispensável caminhe na longa estrada dos símbolos de alfabetização e cultura que a dirigem na senda de elevação intelectual, e, até que atinja o Infinito Amor, é necessário palmilhe as longas rotas da caridade e da fé religiosa, nos múltiplos departamentos da compreensão que lhe assegura o acesso à Vida Superior. Os Poderes Divinos, que nos regem, determinam que toda classe de fé sincera e respeitável aqui encontre amorosa veneração.(...)
(...) - Acompanhemos, por exemplo, aquela nossa irmã em súplica... assimilar-lhe-emos a faixa mental, percebendo, com clareza, as imagens que ela cria em seu processo pessoal de oração.
Pouco a pouco, qual se emergisse da parede lirial, linda tela se me desdobra à visão, tomada de espanto. Era a reprodução viva da formosa escultura de Teixeira Lopes, representando a Mãe Santíssima chorando o Divino Filho morto(...)
(...) - É uma criação dela mesma, reflexo dos próprios pensamentos com que tece a rogativa, pensamentos esses que se ajustam à matéria sensível do nicho, plasmando a imagem colorida e vibrante que lhe corresponde aos desejos. Isso, contudo, não significa que a prece esteja sendo respondida por ela mesma. Petições semelhantes a esta elevam-se a planos superiores e aí são acolhidas pelos emissários da Virgem de Nazaret, a fim de serem examinadas e atendidas, conforme o critério da verdadeira sabedoria...." (Ação e Reação Cap.11 - FEB 1957)
Templos
" O espiritualismo, nos tempos modernos, não pode restringir Deus entre as paredes de um templo da Terra, porque a nossa missão essencial é a de converter toda a Terra no templo augusto de Deus." (No Mundo Maior Cap.2 - FEB 1947)
" Penetramos o templo onde se comprimiam nada menos de sete a oito centenas de pessoas.
A algazarra dos desencarnados ignorantes e perturbadores era de ensurdecer. A atmosfera pesava. a respiração fizera-se-me difícil pela condensação dos fluidos semicarnais ali reinantes; todavia, ao fixar os altares, confortante surpresa aliviou-me o coração. Dos adornos e objetos do culto emanava doce luz que se espraiava pelos cimos da neva visitada de sol; fazia-se perceptível a nítida linha divisória entre as energias da parte inferior do recinto e as do plano superior. Dividiam-se os fluidos, à maneira de água cristalina e azeite impuro, num grande recipiente. (...)
... Quase todas as pessoas, (...) revelavam-se mentalmente muito distantes da verdadeira adoração à Divindade. O halo vital de que se cercavam definia pelas cores o baixo padrão vibratório a que se acolhiam. Em grande parte, dominavam o pardo-escuro e o cinzento-carregado. Em algumas, os raios rubro-negros denunciavam cólera vingativa que, a nossos olhos, não conseguiriam disfarçar. Entidades desencarnadas, em deplorável situação, espalhavam-se em todos os recantos, nas mesmas características. (...)" (Libertação Cap.IX - FEB 1949)
Vigilância nas oficinas de oração
"- Um cavalheiro muito simpático e acolhedor abriu-nos a porta.
Este pormenor foi outra nota imprevista. Tal não sucedia quando voltava à minha velha casa terrena. As portas cerradas não me ofereciam obstáculos. Ali, porém, vigorava um sistema vibratório de vigilância que eu não conhecia, até então." (Os Mensageiros Cap.34 - FEB 1944)
" Não é fácil transmitir mensagens de teor instrutivo, nessa tarefa, utilizando lugares comuns, contaminados de matéria mental menos digna. Nas oficinas edificantes, porém, onde conseguimos acumular maiores quantidades de forças positivas da espiritualidade superior, é possível prestar grandes benefícios aos que se encontram encarnados no planeta." (Os Mensageiros Cap.38 - FEB 1944)
" - estes amigos estão promovendo a obra de preservação e vigilância. Serão trazidos aos trabalhos de hoje algumas dezenas de sofredores e torna-se imprescindível limitar-lhes a zona de influenciação neste templo familiar. Para isso, nossos companheiros preparam as necessárias divisões magnéticas.
Observei, admirado, que eles magnetizavam o próprio ar.
Nosso instrutor, porém, informou gentil:
- Não se impressione, André. Em nossos serviços, o magnetismo é força preponderante. Somos compelidos a movimentá-lo em grande escala.
E, sorrindo, concluiu:
- Já os sacerdotes do antigo Egito não ignoravam que, para atingir determinados efeitos, é indispensável impregnar a atmosfera de elementos espirituais, saturando-a de valores positivos da nossa vontade. Para disseminar as luzes evangélicas aos desencarnados, são precisas providências variadas e complexas...." (Os Mensageiros Cap.43 - FEB 1944)