Voltar para Assuntos Diversos  

Adoção, afinidades, convivência, desprendimento, educação, gravidez, lar, responsabilidade, traição, viuvez

Família

A ciência determinando o sexo 

A família às refeições

Abstenção Sexual

Adoção

Afinidades

Auxílio dos bons amigos espirituais

Casais que não querem filhos

Casais terrestres

Casamento

Convivência

Desprendimento dos Laços de Família

Divórcio

Educação na infância

Filhos com desequilíbrios

Gravidez

Lar

Lar em equilíbrio

Pais e Filhos

Poligamia

Resgatando o passado

Responsabilidade ao criar os filhos

Sentimento Materno

Serviço maternal

Traição

Uniões Eternas

Viuvez

 

 


 

Família

 

 

Nosso Lar

" Minha família não era, apenas, uma esposa e três filhos na Terra. Era, sim, constituída de centenas de enfermos nas Câmaras de Retificação e estendia-se, agora, à comunidade universal." (Nosso Lar Cap.49 - FEB 1943)

Obreiros da Vida Eterna

"No círculo das recordações imprecisas, a se traduzirem por simpatia e antipatia, vemos a paisagem das obsessões transferida ao campo carnal, onde, em obediência às lembranças vagas e inatas, os homens e as mulheres, jungidos uns aos outros pelos laços da consangüinidade ou dos compromissos morais, se transformam em perseguidores e verdugos inconscientes entre si. Os antagonismos domésticos, os temperamentos aparentemente irreconciliáveis entre pais e filhos, esposos e esposas, parentes e irmãos, resultam dos choques sucessivos da subconsciência, conduzida a recapitulações retificadoras do pretérito distante. Congregados, de novo, na luta expiatória ou reparadora, as personagens dos dramas que se foram, passam a sentir e ver, na tela mental, dentro de si mesmas, situações complicadas e escabrosas de outra época, malgrado os contornos obscuros da reminiscência, carregando consigo fardos pesados de incompreensão, atualmente definidos por "complexos de inferioridade". Identificando em si questões e situações íntimas, inapreensíveis aos demais, o Espírito reencarnado que adquire recordações, não obstante menos precisas, do próprio passado, candidata-se, inelutavelmente, à loucura. E nessa categoria, meu amigo, temos na Crosta Planetária uma percentagem cada vez maior de possíveis alienados, requerendo o concurso de psiquiatras e neurologistas, que, a seu turno, se conservam em posição oposta à verdade, presos à conceituação acadêmica e às rígidas convenções dos preceitos oficiais. Esses, em particular, são os pacientes que interessam, de mais perto, meus estudos pessoais. São as vítimas anônimas da ignorância do mundo, os infortunados absolutamente desentendidos que, de loucos incipientes, prosseguem, pouco a pouco, a caminho do hospício ou do leito de enfermidades ignoradas, tão só porque lhes faltam a água viva da compreensão e a luz mental que lhes revelem a estrada da paciência e da tolerância, em favor da redenção própria. (Obreiros da Vida Eterna Cap.II- FEB 1946)

No Mundo Maior

" - A família é uma reunião espiritual no tempo, e, por isto mesmo, o lar é um santuário. Muitas vezes, mormente na Terra, vários de seus componentes se afastam da sintonia com os mais altos objetivos da vida; todavia, quando dois ou três de seus membros aprendem a grandeza das suas possibilidades de elevação, congregando-se intimamente para as realizações do espírito eterno, são de esperar maravilhosas edificações." (No Mundo Maior Cap.8 - FEB 1947)

" - Este menino é o ex-pai de Fabrício, que volta ao convívio do filho delinqüente pelas portas benditas da reencarnação. É o único neto do enfermo e, mais tarde, assumirá a direção dos patrimônios materiais da família, bens que inicialmente lhe pertencia. A Lei jamais dorme." (No Mundo Maior Cap.12 - FEB 1947)

" - Nosso amigo enfermo, guardando na mente os resíduos da ação criminosa, logo após o abandono do domicílio fisiológico experimentará, por muito tempo, os resultados de sua queda, até que o sofrimento alije os elementos malignos que lhe intoxicam a alma. Quando esse serviço purgatorial estiver completo, então...
- Regressará aos seus familiares? - inquiri, ansioso, ante a frase suspensa.
- Se o grupo consangüíneo atual houver elevado o padrão espiritual a luminosas culminâncias, será compelido a esforçar-se intensivamente pelo alcançar. Entretanto, jamais estará desamparado. Todos temos a imensa família, dentro da qual nos integramos desde a origem - a Humanidade. "(No Mundo Maior Cap.12 - FEB 1947)

 

Libertação

" (...) O duelo mental nesta casa é enorme. Ninguém cede, ninguém desculpa e o combate espiritual permanente transforma o recinto numa arena de trevas." (Libertação Cap.X - FEB 1949)

 

Entre a Terra e o Céu

" - Aqui reside nossa irmã Antonina, com três dos quatro filhos que o Senhor lhe confiou. Incapaz de vencer as tentações da própria natureza, o marido abandonou-a, há quatro anos, para comprometer-se em delituosas aventuras. A dona da casa, porém, não desanimou. Trabalha com diligência numa fábrica de tecidos e educa os rebentos do lar com acendrado amor ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus. Tem sabido resgatar com valor as dívidas que trouxe do pretérito próximo. Perdeu há meses, o pequeno Marcos, de oito anos, atacado de fulminante pneumonia, e com ele se encontrará, depois da prece que proferirá com os pequeninos. ..." (Entre a Terra e o Céu Cap.VI - FEB 1954)

" - Silva e Leonardo enlaçaram-se em complicadas dívidas um para com o outro. Desde muito tempo, cultivam o espinheiro da aversão recíproca. Induzidos agora às teias da consangüinidade, esperamos se reeduquem. Da Lei ninguém foge..." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVIII - FEB 1954)

" (...) No santuário doméstico, as afeições transviadas se recompõem, a fim de que possamos demandar o futuro, ao clarão da felicidade. Filhas, ninguém avança sem saldar as próprias contas com o passado. Paguemos, desse modo, os débitos que nos aprisionam aos círculos inferiores da vida, aproveitando o tempo de detenção no resgate, em maior aprimoramento de nós mesmas. Amamos, aperfeiçoando-nos! Identifiquemos no lar humano o caminho de nossa regeneração! A família consangüínea na Terra é o microcosmo de obrigações salvadoras em que nos habilitamos para o serviço à família maior que se constitui da Humanidade inteira. O parente necessitado de tolerância e carinho representa o ponto difícil que nos cabe vencer, valendo-nos dele para melhorar-nos em humildade e compreensão. Um pai incompreensivo, um esposo áspero ou um filhos de condução inquietante, simbolizam linhas de luta benéfica, em que podemos exercitar a paciência, a doçura e o devotamento até ao sacrifício!... Especialmente no tocante aos filhos, não nos esqueçamos de que pertencem a Deus e à vida, acima de tudo! (...)" (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIX- FEB 1954)

 

Nos Domínios da Mediunidade

" No matrimônio, no lar ou no círculo de serviço, somos procurados por nossas afinidades, de modo a satisfazer aos imperativos da Lei de Amor, seja na ampliação do bem, ou no resgate de nossas dívidas, resultantes do nosso deliberado contato com o mal. Nossa irmã sofre os efeitos do parricídio a que se entregou pelo anseio de desfrutar prazeres que lhe desajustaram o plano consciencial, e o amigo que lhe inspirou a ação deplorável é agora chamado a ajudá-la na restauração imprescindível. (...)
- Decerto, nosso companheiro na atualidade não se sente feliz. Recapitulando a antiga fome de sensações, abeirou-se da mulher que desposou, procurando instintivamente a sócia de aventura passional do pretérito, mas encontrou a irmã doente que o obriga a meditar e a sofrer." (Nos domínios da Mediunidade Cap.10 - FEB 1955)

" Onde não prevalecem as afinidades do sentimento, o matrimônio terrestre é um serviço redentor e nada mais. Na maioria das situações, a morte do corpo somente ratifica uma separação que já existia na experiência vulgar. Nesses casos, o cônjuge que abandona o envoltório físico se retira da prova a que se submeteu, à maneira do devedor que atingiu a paz do resgate. Todavia, quando os laços da alma sobrepairam às emoções da jornada humana, ainda mesmo que surja o segundo casamento para o cônjuge que se demora no mundo, a comunhão espiritual continua, sublime, em doce e constante permuta de vibrações e pensamentos." (Nos domínios da Mediunidade Cap.14 - FEB 1955)

"Áulus conosco explicou que as almas, quando associadas entre si, vivem ligadas uma às outras pela imanação magnética, superando obstáculos e distâncias." (Nos domínios da Mediunidade Cap.20 - FEB 1955)

" (...) Nem sempre a mulher poderá ver no companheiro o homem amado com ternura, mas sim um filho espiritual necessitado de compreensão e sacrifício para soerguer-se, como também nem sempre o homem conseguirá contemplar na esposa a flor de seus primeiros sonhos, mas sim uma filha do coração a requisitar-lhe tolerância e bondade, a fim de que se transfira da sombra para a luz. Anésia, o amor não é tão-somente a ventura rósea e doce do sexo perfeitamente atendido. É uma luz que brilha mais alto, inspirando a coragem da renúncia e do perdão incondicionais, em favor do ser e dos seres que nós amamos. Jovino é uma planta que o Senhor lhe confiou às mãos de jardineira. É compreensível que a planta seja assaltada pelos parasitas ou pelos vermes da morte, todavia, nada há a recear se a jardineira está vigilante..." (Nos domínios da Mediunidade Cap.20 - FEB 1955)

" Os pensamentos daqueles que partilham o mesmo teto agem e reagem uns sobre os outros, de modo particular, através de incessantes correntes de assimilação. A influência dos encarnados entre si é habitualmente muito maior que se imagina. Muita vez, na existência carnal, os obsessores que nos espezinham estão conosco, respirando, reencarnados, o mesmo ambiente. Do mesmo modo há protetores que nos ajudam e elevam e que igualmente participam de nossas experiências de cada dia. É imprescindível compreender que, em toda a parte, acima de tudo, vivemos em espírito. O intercâmbio de alma para alma, entre pais e filhos, cônjuges e irmãos, afeiçoados e companheiros, simpatias e desafeições, no templo familiar ou nas instituições de serviço em que nos agrupamos, é, em razão disso, a bem dizer, obrigatório e constante. Sem perceber, consumimos idéias e forças uns dos outros.." (Nos domínios da Mediunidade Cap.24 - FEB 1955)

" (...) tão logo se desencarnem o dirigente deste grupo e os instrumentos medianímicos que lhe copiam as atitudes, serão eles surpreendidos pelas entidades que escravizaram, a lhes reclamarem orientação e socorro, e, mui provavelmente, mais tarde, no grande porvir, quando responsáveis e vítimas estiverem reunidos no instituto da consangüinidade terrestre, na condição de pais e filhos, acertando contas e recompondo atitudes, alcançarão pleno equilíbrio nos débitos em que se emaranharam." (Nos domínios da Mediunidade Cap.27 - FEB 1955)

" - A família consangüínea é uma reunião de almas em processo de evolução, reajuste, aperfeiçoamento ou santificação. O homem e a mulher, abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho, honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a Harmonia Universal, nele se transformam em médiuns da própria vida, responsabilizando-se pela materialização, a longo prazo, dos amigos e dos adversários de ontem, convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos. A paternidade e a maternidade, dignamente vividas no mundo, constituem sacerdócio dos mais altos para o Espírito reencarnado na Terra, pois, através delas, a regeneração e o progresso se efetuam com segurança e clareza. Além do lar, será difícil identificar uma região onde a mediunidade seja mais espontânea e mais pura, de vez que, na posição de pai e de mãe, o homem e a mulher, realmente credores desses títulos, aprendem a buscar a sublimação de si mesmos na renúncia em favor das almas que, por intermédio deles, se manifestam na condição de filhos." (Nos domínios da Mediunidade Cap.30 - FEB 1955)

 

Ação e Reação

" Nesse ou naquela idade física, o homem e a mulher, com a supervisão da Lei que nos governa dos destinos, encontram as pessoas e as situações de que necessitam para superarem as provas do caminho, provas indispensáveis ao burilamento espiritual de que não prescindem para a justa ascensão às Esferas Mais Altas. Assim é que somos atraídos por determinadas almas e por determinadas questões, nem sempre porque as estimemos em sentido profundo, mas sim porque o passado a elas nos reúne, a fim de que por elas e com elas venhamos a adquirir a experiência necessária à assimilação do verdadeiro amor e da verdadeira sabedoria. É por isso que a maioria dos consórcios humanos, por enquanto, constituem ligações de aprendizado e sacrifício, em que, muitas vezes, as criaturas se querem mutuamente e mutuamente sofrem pavorosos conflitos na convivência uma das outras. ..." (Ação e Reação Cap.14 - FEB 1957)

Sem dúvida, o lar digno, santuário em que a vida se manifesta, na formação de corpos abençoados para a experiência da alma, é uma instituição venerável, sobre a qual se concentram as atenções da Providência Divina; ..." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)

Sexo e Destino

" (...) a bondade de Deus não me arrojou à solidão, em se tratando de ternura familiar. Tenho uma filha de quem jamais me separei pelos laços do espírito..." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.I - FEB 1963)

"Transpassando estreito corredor, pisamos o recinto doméstico, surpreendendo, no limiar, dois homens desencarnados, a debaterem, com descuidada chocarrice, escabrosos temas de vampirismo. (...)
Por semelhantes companhias, fácil apreciar os riscos a que se expunham os moradores daquele ninho de cimento armado, a embutir-se na construção enorme, sem qualquer defesa de espírito." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.VI - FEB 1963)

" Beatriz concluíra nobre tarefa - dentre as muitas empresas admiráveis cuja extensão é avaliável apenas na pátria dos Espíritos -, a tarefa da renovação íntima, obtida à custa de sacrifícios ignorados. As lágrimas vertidas no silêncio e as dores anônimas lhe haviam granjeado paz e luz. Mulher desconhecido no mundo, aparentemente escrava de um marido e de um filho que não a valorizavam, atingira realizações sublimes em si própria, entesourando no íntimo riquezas inalienáveis para a imortalidade. Decerto não retornara alçada à glória angélica, mas, tanto quanto era possível, na condição em que renascera, voltara triunfante." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.IX - FEB 1963)

" (...) a Divina Providência manda exaltar as virtudes dos que amam sem egoísmo, sem desconsiderar o acatamento que se deve às criaturas de vida reta espoliadas no patrimônio afetivo. Os Executores das Leis Universais, agindo em nome de Deus, não aprovam a escravidão de ninguém e, em qualquer sítio cósmico, se propõem levantar consciências livres e responsáveis, que se elevem para a Suprema Sabedoria e para o Amor Supremo, veneradas e dignas, ainda mesmo que para isso escolham multimilenárias experiências de ilusão e de dor." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.X - FEB 1963)

"(...) entendendo-se que ambas se reencontrariam, mais tarde, por mãe e filha, em conflito vibratório, visando ao expurgo dos erros e aversões recíprocas que carregavam de remoto passado, era de todo indispensável que a reencarnante dormisse para o renascimento físico, sob a impressão de euforia perfeita." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XI - FEB 1963)

 

E a vida continua...

" - Se você está realmente disposta a renovar o caminho, chegou o momento de ajudar Mancini a desvencilhar-se das idéias enfermiças que a sua conduta de moça menos responsável lhe instalou na cabeça, tornando-se presentemente para ele em devotada preceptora, a reformular-lhe a visão da vida, no plano espiritual.
- Não posso desempenhar, junto dele, o papel de companheiro...
Ribas acarinhou-lhe a mão com ternura paterna e apontou:
- Se os erros da mulher não foram perpetrados, na categoria de parceira da vida sexual de um homem, ela não tem a obrigação de ser-lhe a esposa, tão-só porque lhe deva essa ou aquela indenização no reino do Espírito, sucedendo o mesmo ao homem, referentemente à mulher. Não obstante esse princípio, a lei de amor deve efetivar-se, independentemente das formas em que o amor se expresse." (E a Vida Continua... Cap.15 - FEB 1968)

" - O amor verdadeiro eleva-se de nível... Hoje entendo que as afeições transviadas podem ser corrigidas no santo instituto da família, através da reencarnação... Deus nos permite abraçar, como filhos, aquelas mesmas criaturas que não soubemos amar em outras posições sentimentais!..." (E a Vida Continua... Cap.24 - FEB 1968)

" Desidério, Elisa, Amâncio, Brígida, Caio, Vera, Túlio, Evelina e você formam uma equipe de corações comprometidos uns com os outros, perante as Leis de Deus, há muitos séculos... (...) Outros componente do grupo chegarão com o tempo para a vitória geral sobre os alicerces do amor que ainda vem muito ao longe!... Integramos, eu também com vocês, uma grande família..." (E a Vida Continua... Cap.26 - FEB 1968)

" (...) Ensina-lhes, oh! Mestre, que a felicidade é uma obra de construção progressiva no tempo e que o matrimônio deve ser realizado, de novo, todos os dias, na intimidade do lar, de maneira que os nossos defeitos se extingam, nas fontes da tolerância recíproca, a fim de que as nossas almas encontrem a perfeita fusão, diante de ti, aos clarões do amor eterno!..." (E a Vida Continua... Cap.26 - FEB 1968)


 

A ciência determinando o sexo

"Compreendendo-se que nos vertebrados o desenho gonadal se reveste de potencialidades bissexuais no começo da formação, é claramente possível a intervenção da ciência terrestre na determinação do sexo, na primeira fase da vida embrionária; contudo, importa considerar que semelhante ingerência na esfera dos destinos humanos traria consequências imprevisíveis à organização moral, entre as criaturas, porque essa atuação indébita se verificaria apenas no campo morfológico, impondo talvez inversões desnecessárias e imprimindo graves complicações ao foro íntimo de quantos fossem submetidos a tais processos de experimentação, positivamente contrários à inteligência da vida que reflete a Sabedoria de Deus. (Evolução em dois mundos,  Segunda Parte, XVI, em 15/06/58)

 

Observação nossa:  Há pais que, por tanto quererem uma criança de sexo diferente da que tiveram,  criam os filhos interferindo em seus gostos, incentivando-os à determinados comportamentos que, em idade tenra e de acordo com o padrão psicológico dessa criança, poderá vir a forçar uma identificação excessiva com o sexo desejado pelos pais,. É o caso da menina que se identifica demais com brincadeiras de meninos, tendo como companheiro um pai ávido por um menino. Essa menina, no intuito de agradar ao pai,  poderá vir a se identificar demais com meninos o que poderá causar sentimentos e comportamentos contraditórios, o que poderia ser evitado aceitando-se a criança tal qual ela é. Esses sentimentos podem vir a reforçar um comportamento que geralmente causa dor e decepção. Incentivar a feminilidade na menina e a masculinidade no menino, sem vaidades ou orgulhos excessivos,  farão com que a criança se sinta adequada e feliz por ser amada como ela é. Os pais tem participação na auto-estima dos filhos.

 

 

A família às refeições

" A mesa familiar é sempre um receptáculo de influenciações de natureza invisível. Valendo-se dela, medite o homem no bem, e os trabalhadores espirituais, nas vizinhanças do pensador, virão partilhar-lhe o serviço no campo abençoado dos bons pensamentos; conserve-se a família em plano superior, rendendo culto às experiência elevadas da vida, e os orientadores da iluminação espiritual aproximar-se-ão, lançando no terreno da palestra construtiva as sementes das idéias novas, que então se movimentam com a beleza sublime da espontaneidade. Entretanto, pelos mesmos dispositivos da lei da afinidade, a maledicência atrairá os caluniadores invisíveis e a ironia buscará, sem dúvida, as entidades galhofeiras e sarcásticas, que inspirarão o anedotário menos digno, deixando margem vastíssima à leviandade e à perturbação." (Missionários da Luz Cap.11 - FEB 1945)

 


 

Abstenção Sexual

" (...) Há provações e circunstâncias difíceis em que o homem ou a mulher são chamados à abstenção sexual, no interesse da tranqüilidade e da elevação daqueles que os cercam, situação essa que não modificam sem alterar ou agravar os próprios compromissos." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.X - FEB 1963)


 

Adoção

" - Dedicando-se de alma e corpo à sua renovação com o Cristo, nosso amigo recolheu como filhos adotivos os dois cúmplices do parricídio tremendo, os antigos capatazes Antônio e Lucídio, que, abusando de humildes donzelas escravizadas, de quem furtavam os filhinhos para exterminar ou vender, não encontraram senão o alcoice por berço, vindo para o círculo afetivo do companheiro de outro tempo, no sangue africano que tanto enxovalharam, de modo a lhe receberem o amparo moral à reforma precisa.(...)
(...) - ... se houvesse desertado da luta pela irreflexão da companheira ou se tivesse cerrado a porta do coração a dois meninos infelizes, teria adiado para futuros séculos o nobre trabalho que está fazendo agora... (Ação e Reação Cap.16 - FEB 1957)

 

"Dona Brígida não lhe registrou a presença, em sentido direto; entretanto, parou o olhar cismarento no arvoredo próximo, sentindo, de súbito, intraduzíveis saudades da filha. Represaram-se-lhe lágrimas que não chegavam a cair...
(...) -Não sei explicar, Amâncio - anotou Brígida -, mas venho sentindo imensas saudades de nossa filha... Dois anos de ausência...
(...) - Oh! Mãezinha, sei agora que meu pai erra nas sombras da alma!... Transformou-se num Espírito empedernido no ódio... Que poderemos fazer nós duas para ajudá-lo?
Até aí, a mente de Brígida, fundamente distanciada de qualquer preocupação com o primeiro esposo, nada pode registrar em sentido direto, senão doloroso e vago impulso de retorno ao passado, sem permitir que a imagem de Desidério se lhe imiscuísse na lembrança, mas a filha insistiu:
- Auxilie, Mãezinha, auxilie meu pai para que volte à vida terrestre!... Quem Sabe? A senhora e meu pai Amâncio vivem quase sós nesta casa!... Um menino! um filho do coração!...
Nesse trecho da súplica filial, a genitora deixou-se empolgar pela idéia de que estavam, ela e o segundo esposo, envelhecendo no corpo físico, sem qualquer descendente, e que uma criança perfilhada por eles seria talvez um apoio para o futuro." (E a Vida Continua... Cap.21 - FEB 1968)

" (...) mas, no roteiro traçado, se lhe proibia a antecipação de informes, acerca do refúgio doméstico em que se lhe outorgaria a nova oportunidade. Merecia a bênção da reencarnação; contudo, não lhe era lícito complicar ou desprimorar as situações, em que as autoridades do Plano Superior, sempre sábias e generosas, lhe assegurariam a concessão. Competia-lhe, sobretudo, defrontar-se com Amâncio e Brígida, tanto quanto os dois, já amadurecidos nas lides humanas, deveriam arrostá-lo em casa, para adquirirem a luz do amor recíproco, em regime de esquecimento do passado, de maneira a consolidarem os méritos que já possuíam perante a Lei.(...)
Recolhido Desidério aos gabinetes de restringimento para a reencarnação, concluíram as autoridades que não lhe seria proveitoso o conhecimento prévio do lar em que lhe cabia renascer, porquanto a condição de enjeitado haveria de compeli-lo a mergulho mais profundo no passado para a revisão de existências outras, em que fizera jus à prova em perspectiva, e não seria útil imergi-lo em avançados processos de memorização." (E a Vida Continua... Cap.26 - FEB 1968)


 

Afinidades

" (...) Sempre que amamos profundamente a alguém, transformamos esse alguém no espelho de nossos próprios sonhos... Passamos a ver-nos na pessoa que se nos transforma em objeto da afeição. Se essa criatura efetivamente nos reflete a alma, o carinho mútuo cresce cada vez mais, assegurando-nos o clima de encorajamento e alegria para a viagem nem sempre fácil da evolução. Nessa hipótese, teremos obtido apoio seguro para a subida do acrisolamento moral... Em caso contrário, a pessoa a que particularmente nos devotamos acaba devolvendo-nos os próprios reflexos, à maneira de um banco que nos restituísse ou estragasse os investimentos por desistência ou incapacidade de zelar por nossos interesses. Então surgem para nós aquelas posições espirituais que nomeamos por mágoa, desencanto, indiferença, desilusão...
- O senhor desejará talvez afirmar - recordou Fantini - que caminhamos na existência pelas vias da afinidade, de afeição em afeição, até achar aquela afeição inesquecível que se nos levante na vida por chama de amor eterno?
- Sim, mas entendendo-se o conceito de afeição, sem a estreiteza do sexo, de vez que a ligação esponsalícia, embora sublime, é apenas uma das manifestações do amor em si. Determinado homem ou determinada mulher podem confirmar na esposa ou no esposo a presença do seu tipo ideal; entretanto, talvez prossigam, após o casamento, mais intimamente vinculados ao coração materno ou ao espírito paternal... E, às vezes, somente encontrarão o laço de eleição num dos filhos. Em amor, a afinidade é o que conta...
- (...) Muitos casais no mundo se constituem de espíritos que se reencontram para a consecução de afazeres determinados. A princípio, os sentimentos se lhes justapõem, no setor da afinidade (...) Depois, percebem que é imperioso burilar outras peças dessa máquina viva, a fim de que ela produza as bênçãos esperadas. Isso exige compreensão, respeito mútuo, trabalho constante, espírito de sacrifício. Se uma das partes ou ambas as partes se confiam a desentendimento, a obra encetada ou reencetada vem a cair...(E a Vida Continua... Cap.17 - FEB 1968)


 

Auxílio dos bons amigos espirituais

" (...) esclareceu, discreto, que possuía fortes razões para consagrar-se à felicidade daquela casa, com entranhado afeto; entretanto, a família teimava em fugir de toda atividade religiosa ou beneficente. Ninguém, ali, se interessava pelo cultivo da oração ou do estudo. Nenhum dos quatro componentes da equipe doméstica se inclinava para o serviço ao próximo. À face disso, não obstante amasse Cláudio com paternal solicitude, não se sentia autorizado a localizar-lhe, na residência, servidores sob sua orientação, sem objetivos sérios que lhe fundamentassem a atitude.
Não lhe sendo lícito assim proceder, satisfazendo a mero capricho, reconhecia-se impelido a comparecer, sob aquele teto, exclusivamente de quando em quando, ou a rogar a colaboração de amigos itinerantes." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.VII - FEB 1963)

" (...) Hipotecara dedicação, amizade, confiança e tempo, a fim de entrosá-los em alguma obra de benemerência, de maneira a cultivar-lhes a espiritualidade latente; no entanto, Cláudio e Márcia, de novo no estágio físico, sob o esquecimento inevitável e providencial do pretérito, haviam recapitulado certas experiências infelizes...
No mundo espiritual, antes de recomeçarem o trabalho terrestre, analisando as necessidades e os remorsos que lhes atenazavam as consciências, haviam prometido empregar o prêmio da internação no veículo carnal, edificando a sublimação íntima e corrigindo excessos de outras épocas, através do suor no serviço ao próximo; contudo, imperfeitamente chegados à juventude das forças corpóreas, tinham abraçado paixões que lhes frustravam todas as possibilidades de libertação próxima. Ele, Félix, e outros companheiros empenhavam-se em auxiliá-los, mas infrutiferamente. Os quatro resistiam a toda espécie de sugestão reparadora; repeliam, de pronto, qualquer projeto construtivo.
Nobres amigos de outras eras, aplicados a estender-lhes apoios preciosos, acabaram desiludidos, largando-os ao próprio arbítrio.
(...) naquela hora significativa e ameaçadora da existência, não contava, além da Providência Divina, senão com raros amigos. Ainda assim, esses amigos - acrescentava modesto, certamente ponderando quanto às dificuldades dele mesmo - não se viam com direito a solicitar socorros especiais e, absorvidos por responsabilidades numerosas, achavam-se na contingência de apenas dispensar-lhe auxílios esporádicos, incertos." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.XII - FEB 1963)

 


 

Casais terrestres

" ... na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora percentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas." (Nosso Lar Cap.20 - FEB 1943)

" ... Na maioria, os casais terrestres passam as horas sagradas do dia vivendo a indiferença ou o egoísmo feroz. Quando o marido permanece calmo, a mulher parece desesperada; quando a esposa se cala, humilde, o companheiro tiraniza. Nem a consorte se decide a animar o esposo, na linha horizontal de seus trabalhos temporais, nem o marido se resolve a segui-la no vôo divino de ternura e sentimento, rumo aos planos superiores da Criação. Dissimulam em sociedade e, na vida íntima, um faz viagens mentais de longa distância, quando o outro comenta o serviço que lhe seja peculiar. Se a mulher fala nos filhinhos, o marido excursiona através dos negócios, se o companheiro examina qualquer dificuldade do trabalho, que lhe diz respeito, a mente da esposa volta ao gabinete da modista." (Nosso Lar Cap.20 - FEB 1943)

" - Quando desposei Tobias, viúvo, já devia estar certa de que, com todas as probabilidades, meu casamento seria uma união fraternal, acima de tudo. Foi o que me custou a compreender. Aliás, é lógico que, se os consortes padecem inquietação, desentendimento, tristeza, estão unidos fisicamente, mas não integrados no matrimônio espiritual." (Nosso Lar Cap.38 - FEB 1943)


 

Casais que não querem filhos

" - Se não descambam para a delinqüência do aborto, na maioria das vezes são trabalhadores desprevenidos que preferem poupar o suor, na fome de reconforto imediatista. Infelizmente para eles, porém, apenas adiam realizações sublimes, às quais deverão fatalmente voltar, porque há tarefas e lutas em família que representam o preço inevitável de nossa regeneração. Desfrutam a existência, procurando inutilmente enganar a si mesmos, no entanto, o tempo espera-os, inexorável, dando-lhes a conhecer que a redenção nos pede esforço máximo. Recusando acolhimento a novos filhinhos, quase sempre programados para eles antes da reencarnação, emaranham-se nas futilidades e preconceitos das experiência de subnível, para acordarem, depois do túmulo, sentindo frio no coração..." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)

... - ... se tivesse cerrado a porta do coração a dois meninos infelizes, teria adiado para futuros séculos o nobre trabalho que está fazendo agora...... (Ação e Reação Cap.16 - FEB 1957)


 

Casamento

" - E acreditas que eu seja feliz? Admites no casamento apenas a exaltação dos sentidos inferiores? Crês que o homem consorciado deva encontrar na mulher simplesmente uma escrava? Amo em Zulmira a companheira e a irmã que me cabe proteger. Nem ela e nem eu encontramos na experiência conjugal a ventura das afeições cor-de-rosa, em que o desejo contentado é como a flor que morre num dia...." (Entre a Terra e o Céu Cap.XVI - FEB 1954)

" - Sim, regressou em companhia de Armando, em dolorosas reparações. O consórcio para eles não foi o castelo de flores de laranjeira, mas sim uma associação de interesses espirituais para o trabalho regenerativo. Armando, em luta no plano da vida real para reerguer-se, aceitou o compromisso de reconduzi-la à dignidade feminina, amparando-lhe as angústias silenciosas...." (Entre a Terra e o Céu Cap.XIX - FEB 1954)

" - Amaro teria tido, dessa forma uma juventude algo conturbada - ponderei com objetivo de estudo.
- Sim, como acontece à maioria dos moços de ambos os sexos, na luta vulgar, muito cedo acordou para o ideal da paternidade. Em sonhos, fora do corpo denso, encontrava-se com o adversário que lhe pedia o retorno ao mundo e, ansioso de reconciliação, pensava no casamento com extremado desassossego, desejoso de saldar a conta que reconhecia dever. (...)
- Este pondo de nossa conversação - lembrei, respeitoso - faz-me recordar os conflitos interiores de muitos rapazes e de muitas moças na Terra. Às vezes se arrojam ao casamento com absoluta inaptidão para as grandes responsabilidades, qual se estivessem impulsionadas por molas invisíveis, sem qualquer consideração para com os impositivos da prudência. Como se fossem atacados por subitânea loucura, desatendem a todos os conselho do lar ou dos amigos, para despertarem, depois, com problemas de enorme gravidade, quando não acordam sob a neblina de imensas desilusões. Agora compreendo... Na base dos sonhos juvenis, quase sempre moram dívidas angustiosas a que não se pode fugir...
- Sim - confirmou o Ministro -, grande número de paixões afetivas no mundo correspondem a autênticas obsessões ou psicoses, que só a realidade consegue tratar com êxito. Em muitas ocasiões, por trás do anseio de união conjugal, vibra o passado, através de requisições dos amigos ou inimigos desencarnados, aos quais devemos colaboração efetiva para a reconquista do veículo carnal. A inquietação afetiva pode expressar escuros labirintos da retaguarda... " (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIII - FEB 1954)

" (...) A amizade pura é a verdadeira garantia da ventura conjugal. Sem os alicerces da comunhão fraterna e do respeito mútuo, o casamento cedo se transforma em pesada algema de forçados do cárcere social." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVIII - FEB 1954)


 

Convivência

" - O lar - disse - não é somente a moradia dos corpos, mas acima de tudo, a residência das almas. O santuário doméstico que encontre criaturas amantes da oração e dos sentimentos elevados, converte-se em campo sublime das mais belas florações e colheitas espirituais. Nosso amigo não se equilibrou ainda nas bases legítimas da vida, depois de extremas vacilações e levianas experiências da primeira mocidade; no entanto, sua companheira, mulher jovem e cristã, garante-lhe a casa tranqüila, com a sua presença, pela abundante e permanente emissão de forças purificadoras e luminosas, de que o seu Espírito se nutre." (Missionários da Luz Cap.6 - FEB 1945)

" ...pela força das provas necessárias à redenção, permanece unida a um homem ignorante e quase cruel. Enquanto o companheiro brutal está ausente, nas horas do «ganha-pão», a casa é tranqüila e feliz, porquanto a nossa amiga não oferece hospedagem às entidades perturbadoras da sombra. todavia, quando o infeliz Leonardo penetra este pequeno domínio, a situação se modifica, porque o pobre esposo é um legítimo «canteiro espinhoso», no jardim deste lar. Faz-se acompanhar de perigosos elementos das zonas mais baixas..." (Missionários da Luz Cap.16 - FEB 1945)

" ... A pobre senhora, além de suportar a carga de pensamentos destruidores que vem produzindo, é compelida a absorver as emissões de matéria mental doentia do companheiro, que se apóia na coragem e na resignação da mulher...." (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)


 

Desprendimento dos Laços de Família

"Não mais procurei , na esposa do mundo, a companheira que não pudera compreender-me e sim a irmã a quem deveria auxiliar, quanto estivesse em minhas forças. Abstive-me de encarar o segundo marido como intruso que modificara meus propósitos, para ver apenas o irmão que necessitava o concurso de minhas experiências. Não voltei a considerar os filhos propriedade minha e sim companheiros muito caros, aos quais me competia estender os benefícios do conhecimento novo, amparando-os espiritualmente na medida de minhas possibilidades." (Os Mensageiros Cap.1 - FEB 1944)

"... Você e sua mulher não ficariam separados se não necessitassem de experiências novas... Além disso, você não deve ignorar que os filhos pertencem a Deus, que cada um deles precisa definir responsabilidades e cogitar da própria realização. Por enquanto, vivem chorosos, desalentados. A revolta lhes visita a alma invigilante. Estabeleceu-se a desordem doméstica depois da sua vinda. Entretanto, que fazer senão pedir para eles e para nós a benção do Eterno? Precisam eles da conformação com a realidade justa, e você, que já lhes deu o que era razoável, necessita, igualmente, evolver e aperfeiçoar-se na senda nova a que fomos chamados. Em que ficaria, meu caro, se permitisse a invasão total do sentimentalismo doentio em seus pensamentos? Tão dedicado é você à família do sangue, que, por agora, não o sinto com bastante preparo a tudo ver no antigo lar, sem sofrer desastrosamente. " (Os Mensageiros Cap.26 - FEB 1944)


 

Divórcio

" ... Concede, sim, liberdade ao teu esposo, embora saibamos que o dever é uma benção divina da qual pagaremos caro a deserção... Que Ildeu rompa os laços respeitáveis dos seus compromissos, se é que julga seja essa a única maneira de adquirir a experiência que deve conquistar... Haja porém o que houver, ajuda-o com tolerância e compreensão. Não lhe queiras mal algum. Antes, roga a Jesus o abençoe e ampare, onde esteja, porque o remorso e o arrependimento, a saudade e a dor para os que fogem das obrigações que o Senhor lhes confia convertem-se em fardos difíceis de carregar.... Ildeu ausenta-se agora dos contratos que abraçou, a benefício de si mesmo, e interrompe o resgate das contas que lhe são próprias... Renuncia, pois, ao homem querido, respeitando-lhe os caprichos do coração, e aguarda o futuro com esperança.(...)
(...)- Há nas anotações do Apóstolo Mateus certa passagem (19:7-8), na qual afirma Jesus que o divórcio na Terra é permitido a nós outros pela dureza dos nossos corações. Aqui, a medida deve ser facultada à maneira de medicação violenta em casos desesperadores de desarmonia orgânica. ... Nos problemas matrimoniais, agravados pela defecção de um dos cônjuges ou mesmo pela deserção de ambos do dever a cumprir, o divórcio é compreensível como providência contra o crime, seja ele o assassínio ou o suicídio... O homem ou a mulher, desse modo, podem provocar o divórcio e obtê-lo, como sendo o menor dos piores males que lhes possam acontecer... Ainda assim, não se liberam da dívida em que se acham incursos, cabendo-lhes voltar ao pagamento respectivo, tão logo seja oportuno." (Ação e Reação Cap.14 - FEB 1957)

" (...) Venho de Petrópolis, justamente para dizer a você que entre nós tudo está acabado... Agora, meu velho, faça a sua vida, que eu vou me arranjar...
E continuou alegando que, depois de sofrer tantos anos, naquele apartamento que apelidava por «minha gaiola», iria fazer ninho certo. Esperaria tão-somente as melhoras de Marina, a fim de promover o desquite. Se ele, Cláudio, não assinasse, que escolhesse rumo. Declarava-se farta. Queria liberdade, sossego, distância...
Nogueira escutava triste.
Repunha no pensamento as instruções de Agostinho e Salomão, lembrava Marita, reconstituía na memória os trechos lidos. (...)
(...) Fitou Márcia, aplicada ao sarcasmo, e reconheceu que ambos eram comparáveis a dois náufragos na viagem do mundo, com a diferença de que ele aceitara refúgio no salva-vidas da fé, ao passo que ela preferia mergulhar no desconhecido." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.VIII - FEB 1963)

" Aproveitei o assunto e indaguei sobre o divórcio.
O juiz atendeu. Em se reconhecendo que todos os matrimônios terrestres, entre as pessoas de evolução respeitável, se efetuam na base dos programas de trabalho, previamente estabelecidos, seja em questões de benefício geral ou de provas legítimas, o divórcio é dificultado, nas esferas superiores, por todos os meios lícitos; contudo, em muitos casos é permitido ou prestigiado, sob pena de transformar-se a justiça em prepotência contra vítimas de crueldades sociais que a legislação na Terra, por enquanto, não consegue remediar, nem prever. Surgido o problema, o companheiro ou a companheira, responsável pela ruptura da confiança e da estabilidade da união conjugal, passa à condição de julgado. A vítima é induzida à generosidade e à benevolência, através dos recursos que a Espiritualidade Superior consiga veicular, a fim de que não se frustrem planos de serviço, sempre importantes para a comunidade, compreendendo-se dentro dela os Espíritos encarnados e os desencarnados, cujas vantagens são recíprocas com a humildade e a benemerência de qualquer dos seus membros. Em razão disso, alcançam a Pátria Espiritual, na condição de enobrecidos filhos de Deus, as grandes mulheres e os grandes homens, justificadamente considerados grandes, diante da Providência, quando suportam, sem queixa, as infidelidades e as violências do parceiro ou da parceira de reduto doméstico, esquecendo incompreensões e ultrajes recebidos, por amor às tarefas que os Desígnios do Senhor lhes colocaram nos corações e nas mãos, seja no amparo moral à família consangüínea ou na sustentação das boas obras. Os que possuem semelhante comportamento dignificam todos os grupos espirituais a que se entrosam e venham dessa ou daquela religião, desse ou daquele clima do mundo, são acolhidos sob galardões de heróis verdadeiros, por haverem abraçado sem revolta os que lhes espancavam a alma, sem repelir-lhes a afeição e a presença. No entanto, os que patenteiam incapacidade de perdoar as afrontas, conquanto se lhes lastime a ausência de grandeza íntima, são igualmente amparados, no desejo de separação conjugal que revelem, adiando-se-lhes os débitos para resgates futuros e concedendo-se-lhes as modificações que requeiram. Chegados a esse ponto, o homem ou a mulher continuam recolhendo o apoio espiritual que lhes seja preciso, segundo o merecimento e a necessidade de cada um, atribuindo-se tanta liberdade e tanto respeito ao homem quanto à mulher, no que tange à renovação de companhia e caminho, com as responsabilidades naturais que lhes decorram das decisões." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.X - FEB 1963)

 

 "Quanto ao divórcio, segundo os nossos conhecimentos no Plano espiritual, somos de parecer não deva ser facilitado ou estimulado entre os homens  porque não existem na Terra uniões conjugais, legalizadas ou não, sem vínculos graves no princípio da responsabilidade assumida em comum. 
Mal saídos do regime poligâmico, os homens e as mulheres sofrem-lhe ainda as sugestões animalizantes e, por isso mesmo, nas primeiras dificuldades da tarefa a que foram chamados, costumam desertar dos postos de serviço em que a vida os situa, alegando imaginárias incompatibilidades e supostos embaraços, quase sempre simplesmente atribuíveis ao desregrado narcisismo de que são portadores. E com isso exercem viciosa tirania sobre o sistema psíquico do companheiro ou da companheira mutilados ou doentes, necessitados ou ignorantes, após explorar-lhes o mundo emotivo, quando não se internam pelas aventuras do homicídio ou do suicídio espetaculares, com a fuga voluntária de obrigações preciosas.
É imperioso, assim, que a sociedade humana estabeleça regulamentos severos a benefício dos nossos irmãos contumazes na infidelidade aos compromissos assumidos consigo próprios, a benefício deles, para que se não agreguem a maior desgovernos, e a benefício de si mesma, a fim de que não regresse à promiscuidade aviltante das tabas obscuras, em que o princípio e a dignidade da família ainda são plenamente desconhecidos.
Entretanto, é imprescindível que o sentimento de humanidade interfira nos casos especiais, em que o divórcio é o mal menor que possa surgir entre os grandes males pendentes sobre a fronte do casal, sabendo-se, porém, que os devedores de hoje voltarão amanhã ao acerto das próprias contas."(Evolução em Dois Mundos, em 18/05/1958, Segunda Parte - VIII)

 

Educação na infância

" Rogava-nos, ele a quem devíamos tanta felicidade, apoio fraterno para que se lhe conseguisse um lugar de filho no lar de Gilberto, assim que Marina restaurasse o claustro materno (...)
Se o Senhor lhe facultasse o favor que impetrava, que o auxiliássemos a ser fiel nos compromissos, desde o raciocínio infantil; que o amparássemos nos dias de tentações e fraquezas, que lhe perdoássemos as rebeldias e as faltas, e que, por amor à confiança que ali nos congregava, não lhe patrocinássemos, em tempo algum, qualquer mergulho em facilidades nocivas, a título de amizade..." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XIII - FEB 1963)

"Quatro anos passaram, celeremente. (...)
Embora nunca me esquecesse de Félix, vários instrutores nos haviam recomendado o afastamento temporário da nova incumbência de que se investia, para não sermos tentados a prejudicá-lo por excesso de mimos. No entanto, quando menos esperava, o irmão Régis enviou-me fraterna mensagem, avisando que cessara o impedimento. Félix vencera todas as lutas no ajustamento ao veículo físico. Alguns dias depois, Cláudio, Percília e Moreira, em serviço no Rio, convidaram-me, em memorando afetuoso, a rever o inolvidável amigo, que todo o «Almas Irmãs» até hoje cerca de infatigável carinho. " (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XIV - FEB 1963)


 

Filhos com desequilíbrios mentais

" (...) somente o extremado amor dos pais e dos familiares consegue infundir calor e vitalidade a esses entezinhos que, não raro, se demoram por muitos anos na matéria densa, como apêndices torturados da sociedade terrestre, curtindo sofrimentos que parecem injustificáveis e estranhos e que constituem para eles a medicação viável. É possível auscultar ainda a verdade de nossa assertiva, nos chamados esquizofrênicos e nos paranóicos que perderam o senso das proporções, situando-se em falso conceito de si mesmos. Quase todas as perturbações congeniais da mente, na criatura reencarnada, dizem respeito a fixações que lhe antecederam a volta ao mundo. E, em muitos casos, os Espíritos enleados nesses óbices seguem do berço ao túmulo em recuperação gradativa, experimentando choques benéficos,  através  das  terapêuticas  humanas e  das exigências domésticas, das imposições dos costumes e dos conflitos sociais, deles retirando as vantagens do que podemos considerar por «extroversão» indispensável à cura das psicoses de que são portadores." (Nos domínios da Mediunidade Cap.25 - FEB 1955)


 

Gravidez

" Não mais acordara, informou a guardiã, feliz. Tinha a impressão de que o reencarnante desaparecia pouco a pouco, na constituição orgânica de Zulmira, como se a futura mãezinha fosse um filtro miraculoso a absorvê-lo. (...)
O organismo materno assemelhava-se a um alambique destinado a sutilizar as energias do reencarnante, para restituí-las, decerto, a ele mesmo, na formação do novo envoltório. (...)
Cada ser que retoma o envoltório físico revive, automaticamente, na reconstrução da forma em que se exprimirá na Terra, todo o passado que lhe diz respeito, estacionando na mais alta configuração típica que já conquistou, para o trabalho que lhe compete, de acordo com o degrau evolutivo em que se encontra." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXIX - FEB 1954)

" Um mês correra célere sobre os acontecimentos que vimos de narrar, quando Odila nos procurou, suplicando ajuda. (...)
- Zulmira reclama nosso concurso diligente. Precisamos garantir-lhe o êxito na missão esposada.
Carinhosamente, aplicou-lhe recursos magnéticos, detendo-se de modo particular na região do cérebro e na fenda glótica. A doente acusou melhoras imediatas. (...)
Hilário indagou sobre a causa da moléstia insidiosa, que tão violenta se apresentara, ao que Clarêncio respondeu, seguro:
- A questão é sutil. A mulher grávida, além da prestação de serviço orgânico à entidade que se reencarna, é igualmente constrangida a suportar-lhe o contato espiritual, que sempre constitui um sacrifício quando se trata de alguém com escuros débitos de consciência. A organização feminina, durante a gestação, sofre verdadeira enxertia mental. Os pensamentos do ser que se acolhe ao santuário íntimo, envolvem-na totalmente, determinando significativas alterações em seu cosmo biológico. Se o filho é senhor de larga evolução e dono de elogiáveis qualidades morais, consegue auxiliar o campo materno, prodigalizando-lhe sublimadas emoções e convertendo a maternidade, habitualmente dolorosa, em estação de esperanças e alegrias intraduzíveis, mas no processo de Júlio observamos duas almas que se ajustam nas mesmas dívidas e na mesma posição evolutiva. Influenciam-se mutuamente.(...)
- Se Zulmira atua, de maneira decisiva, na formação do novo veículo do menino, o menino atua vigorosamente nela, estabelecendo fenômenos perturbadores em sua constituição de mulher. A permita de impressões entre ambos é inevitável e os padecimentos que Júlio trazia na garganta foram impressos na mente maternal, que os reproduz no corpo em que se manifesta. A corrente de troca entre mãe e filho não se circunscreve à alimentação de natureza material; estende-se ao intercâmbio constante das sensações diversas. Os pensamentos de Zulmira guardam imensa força sobre Júlio, tanto quanto os de Júlio revelam expressivo poder sobre a nova mãezinha. As mentes de um e de outro como que se justapõem, mantendo-se em permanente comunhão, até que a Natureza complete o serviço que lhe cabe no tempo.
De semelhante associação, procedem os chamados «sinais de nascença». Certos estados íntimos da mulher alcançam, de algum modo, o princípio fetal, marcando-o para a existência inteira. É que o trabalho da maternidade assemelha-se a delicado processo de modelagem, requisitando, por isso, muita cautela e harmonia para que a tarefa seja perfeita. (...)
A gestante é uma criatura hipnotizada a longo prazo. Tem o campo psíquico invadido pelas impressões e vibrações do Espírito que lhe ocupa as possibilidades para o serviço de reincorporação no mundo. Quando o futuro filho não se encontra suficientemente equilibrado diante da Lei, e isso acontece quase sempre, a mente maternal é suscetível de registrar os mais estranhos desequilíbrios, porque, à maneira de um médium, estará transmitindo opiniões e sensações da entidade que a empolga.
(...) depois de alguns dias, a primeira esposa do ferroviário tornou até nós, solicitando nova intervenção.
Zulmira, informou aflita, atravessava, estarrecedora crise orgânica.
Vômitos incoercíveis perturbavam-na, cruelmente.
Não tolerava a mais leve alimentação.
O sistema digestivo apresentava alterações profundas. (...) no fundo, o desequilíbrio é de essência espiritual. O organismo materno, absorvendo as emanações da entidade reencarnante, funciona como um exaustor de fluidos em desintegração, fluidos esses que nem sempre são aprazíveis ou facilmente suportáveis pela sensibilidade feminina. Daí, a razão dos engulhos freqüentes, de tratamento até agora muito difícil." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXX - FEB 1954)

 

" Atingira Marina o quinto mês de gestação. Entre o esposo e o pai, acompanhada pelo devotamento de Dona Justa, que a servia por mãe, transpirava regozijo, embora os estorvos naturais.
Cláudio seguia o acontecimento, enternecido. No íntimo, detinha a convicção de que Marita se achava, junto da família, prestes a ressurgir em novo berço. Cada noite, orações pela tranqüilidade dos filhos. Visitas mensais ao médico, prestando assistência à filha. Passes de reconforto à gestante, Mimos para o bebê." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XII - FEB 1963)

" Rogava-nos, ele a quem devíamos tanta felicidade, apoio fraterno para que se lhe conseguisse um lugar de filho no lar de Gilberto, assim que Marina restaurasse o claustro materno, após o renascimento de Marita. Idealizara encontrar-se com Márcia, na ternura de um neto... Ser-lhe-ia o companheiro nos tempos áridos da velhice corpórea, recolher-lhe-ia o amor puro, sofreriam juntos, dar-lhe-ia o coração. Não lhe competia a indiferença, persuadido qual se achava de que a Infinita Bondade de Deus poderia conceder à viúva de Cláudio um valoroso resto de tempo na estância física..." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XIII - FEB 1963)


 

Lar

" O lar não é apenas o domicílio dos corpos... É o ninho das almas, em cujo doce aconchego desenvolvemos as asas que nos transportarão aos cumes da glória eterna. Aceitemos a provação e a dor, como abençoadas instrutoras de nossa romagem para Deus..." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXIV - FEB 1954)

 


 

Lar em equilíbrio

" - Não olvides a prece, querida, mas a súplica que não age pode ser uma flor sem perfume. Peçamos o socorro do Senhor, algo realizando para contribuir em seu apostolado divino... Comecemos por refundir a confiança em tua nova mãe. Faze-te melhor para ela... Procura-a, desdobra-te no trabalho de preservação da tranqüilidade doméstica, a fim de que Zulmira se veja segura de teu afeto e de teu entendimento filial... Uma rosa sobre a mesa, uma vassoura diligente, uma peça de roupa cuidadosamente guardada, uma escova no lugar que lhe compete, são serviços de Jesus, no santuário da família, com os quais devemos valorizar o pensamento religioso... Não te detenhas tão somente nas boas intenções. Movimenta-te no trabalho encorajador da harmonia. Sê o anjo do serviço em nossa casinha singela! Zulmira necessita de uma irmã, de uma filha!... Aproveita a oportunidade e faze o melhor!..." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXV - FEB 1954)

 


 

Pais e filhos

" André, o diamante perdido no lodo, por algum tempo, não deixa de ser diamante. Assim, também, a paternidade e a maternidade, em si mesmas, são sempre divinas. Em todo lugar desenvolve-se o auxílio da esfera superior, desde que se encontre em jogo o trabalho da Vontade de Deus. Entretanto, devemos considerar que, em tais circunstâncias, as atividades de auxílio são verdadeiramente sacrificiais. As vibrações contraditórias e subversivas das paixões desvairadas da alma em desequilíbrio, comprometem os nossos melhores esforços ... Nesses casos, nem sempre a nossa colaboração pode ser perfeita, porquanto são os próprios pais que, menosprezando a grandeza do mandato que lhes foi confiado, abrem as portas de suas potências sagradas aos impiedosos monstros da sombra que lhes perseguem os filhos nascituros." (Missionários da Luz Cap.13 - FEB 1945)

" ... Os pais terrestres, com raríssimas exceções, são as primeiras sentinelas viciadas, agindo em prejuízo dos filhinhos. Comumente, aos vinte anos, em virtude da inércia dos vigias do lar, a mulher é uma boneca e o homem um manequim de futilidades doentias, muito mais interessados no serviço dos alfaiates que no esclarecimento dos professores; alcançando o monte do casamento, muitas vezes são pessoas excessivamente ignorantes ou demasiadamente desviadas...." (Missionários da Luz Cap.4 - FEB 1945)

"... Por imprevidência dela, noutro tempo, os quatro filhos, que o Senhor lhe confiara, caíram desastradamente. A pobrezinha albergava certas noções de carinho que não se compadecem com a realidade. ... E, como conseqüência indireta, quatro almas não encontraram recursos para a jornada de redenção. Três rapazes e uma jovem, cuja preparação intelectual exigira os mais árduos sacrifícios, caíram muito cedo em desregramentos de natureza física e moral, a pretexto de atenderem a obrigações sociais. E tão degradantes foram esses desregramentos que perderam muito cedo o templo do corpo, entrando em regiões baixas, em tristes condições. Anacleta, contudo, voltando ao campo espiritual, compreendeu o problema e dispôs-se a trabalhar afanosamente para conseguir, não só a reencarnação de si própria, senão também a dos filhos que deverão segui-la nas provas purificadoras da Crosta." (Missionários da Luz Cap.12 - FEB 1945)

"- Já sabes orar sozinho?
O pequeno redargüiu, satisfeito:
- Mamãe ensina-me todas as noites a rezar por você. Quer ver?(...)
(...) - Quando menino, minha mãe me educava na ciência da prece. Ensinado a curvar-me diante da vontade do altíssimo, sentia a Bondade Divina em todas as coisas e ajoelhava-me confiante ao pé da minha carinhosa genitora, implorando as bênçãos do Alto... Depois, vieram as emoções dos sentidos, o duelo com os maus, a experiência difícil na concorrência do pão de cada dia... Desde então, perdi a crença pura, que sinto necessidade de retomar..."
(Missionários da Luz Cap.13 - FEB 1945)

"... Raquel, dando-me a impressão de que não via a luminosa auréola, ergueu os olhos rasos de lágrimas e recebeu o depósito que o Céu lhe confiava. Alexandre estendeu-lhe a destra, ajudando-a a levantar-se, e vi que Adelino se aproximou da esposa, estreitando-a carinhosamente nos braços, beijando-lhe a fronte orvalhada de luz.
Foi então, ó divino mistério da Criação Infinita de Deus!, que a vi apertar a «forma infantil» de Segismundo de encontro ao coração, mas tão fortemente, tão amorosamente, que me pareceu uma sacerdotisa do Poder da Divindade Suprema. Segismundo ligara-se a ela como a flor se une à haste. Então compreendi que, desde aquele momento, era alma de sua alma aquele que seria carne de sua carne." (Missionários da Luz Cap.13 - FEB 1945)

" - Como não me disseste isso antes? Na Terra, sempre satisfazias meus desejos. Nunca me permitiste o trabalho, favoreceste-me o ócio, fizeste-me crer em posição mais elevada que a das outras criaturas, incutiste-me a suposição de que todos os privilégios especiais me eram devidos; não me preparaste, enfim! Estou sozinha, com um problema atribulativo... Não tenho, agora, coragem de humilhar-me..." (No Mundo Maior Cap.10 - FEB 1947)

" Dizes-te incapacitada de abraçar os pequeninos de Deus, mas, porque tamanho exclusivismo para os rebentos consangüíneos? não enxergaste, até hoje, as crianças abandonadas, nunca viste os filhinhos da miséria e da privação? Se não podes ser mãe de flores da própria carne, porque motivo não te fazes tutora espiritual dos pequenos necessitados e sofredores? (No Mundo Maior Cap.13 - FEB 1947)

" - ... Desculpemos o Papai, infinitamente, e colaboremos por restituí-lo à terra firme da luz. Se o Cristo trabalha por nós, desde o princípio dos séculos, sem que lhe possamos compreender a amplitude dos sacrifícios, que dizer das nossas obrigações de amparo e tolerância, uns para com os outros? Cláudio se fez para sempre credor da nossa estima e gratidão, apesar do pavoroso crime oculto que no-lo arrebatou às profundezas... Por extrema dedicação a nós três, não hesitou diante da tentação que o constrangeu a infernal compromisso. (...) viveu durante quarenta anos consecutivos, entre o remorso e o sofrimento, psiquicamente sintonizado com espíritos maliciosos e vingativos das sombras, mas, na realidade, sobre as aflições dele nos foi possível atravessar abençoada existência de progresso e conforto, numa casa ditosa e farta, sem sabermos que em nossos alicerces espirituais vivia um ato escuro ...
(...) Abandonar quem nos serviu de degrau em plena ascensão divina é das mais horrendas formas de ingratidão. O Senhor não pode abençoar uma ventura colhida ao preço de angústias para aqueles que no-las deram. Estou convencida de que há mais grandeza no anjo que desce ao inferno para salvar os filhos de Deus, transviados e sofredores, do que no mensageiro espiritual que se dá pressa em comparecer ante o Trono do Eterno para louvá-Lo, com esquecimento dos próprios benfeitores...
(...) Saldemos nossas dívidas secretas com abnegação e devotamento. Mais tarde, receberei Antônio, o sobrinho envenenado, em meus braços maternos, reaproximando-o de Cláudio, através da cordialidade e do respeito vividos em comum. Ensinar-lhe-ei com alegre ternura a pronunciar o nome de Deus e a desfazer as pesadas nuvens de revolta que lhe empanam a vida íntima. A fim de incliná-lo à compreensão e à piedade, com mais eficiência, comprometi-me a acolher também no tabernáculo materno as seis criaturas desviadas do bem, às quais se apegou, desvairado, nas regiões inferiores, em face da culpa de quem nos foi desvelado amigo. Meu afeto reinará dificilmente num lar repleto de corações menos afins com o meu, onde Jesus me ensinará a soletrar, venturosa, a doce lição do sacrifício silencioso... Muitas vezes, lidarei com a discórdia e a tentação; todavia, não podemos acreditar em felicidades de improviso. (...)
(...) O porvir reunir-nos-á, de novo, em abençoado refúgio terrestre. Eu e Cláudio, então renovado, receberemos muitos filhinhos, e vocês duas estarão entre eles, reconfortando-nos os corações. Terei sobre o peito algumas pedras preciosas por lapidar no esforço de cada dia e, dentro dalma, duas flores, em ambas, cujo perfume celeste me sustentará as energias necessárias à perseverança até ao fim " (Libertação Cap.III - FEB 1949)

" Na pauta do julgamento humano comum, meu filho espiritual será talvez um monstro... Para mim, contudo, é a jóia primorosa do coração ansioso e enternecido. Penso nele qual se houvera perdido a pérola mais linda num mar de lama e tremo de alegria ao considerar que vou reencontrá-lo." (Libertação Cap.III - FEB 1949)

" (...) espero não desconheças a santidade do ministério maternal, na orientação dos Espíritos renascentes. Nossas melhores possibilidades se perdem na "esfera do recomeço", por falta de braços decididos e conscientes que nos guiem através dos labirintos do mundo. Carinho, quase sempre, não falta no santuário familiar, onde a alma se habilita à recapitulação de valiosa aventura; entretanto, a ternura absoluta é tão nociva quanto a absoluta aspereza. Não ignoras, filha amada, que a entidade mais enobrecida , em retomando o veículo da carne, é compelida a sofrer-lhe os regulamentos. As leis fisiológicas, que dominam na Crosta, não fazem exceção. ... O esquecimento temporário me acompanhará, nos abafadores das células físicas, mas o êxito desejável somente me felicitará se eu puder contar com a tua orientação robusta e vigilante. (...)
Não me recebas, nos braços, por boneca mimosa e impassível. Adornos externos nunca trazem felicidade legítima ao coração, e, sim, o caráter edificado e cristalino, base segura de que se expande a boa consciência. A estufa pode alimentar as flores mais lindas da Terra, mas não produz os melhores frutos. A árvore benfeitora não prescindirá do carinho e da assistência constante do pomicultor. É imperioso reconhecer, porém, que somente se fortalecerá sob a temperatura atormentadora da canícula, debaixo de aguaceiros salutares ou aos golpes da ventania forte. A luta e o atrito são bênçãos sublimes, através das quais realizamos a superação de nossos velhos obstáculos. É necessário não menosprezá-los, identificando neles o ensejo bendito de elevação.
Compreende-me as necessidades para que eu te possa entender no momento justo. As conveniências humanas são respeitáveis, mas as conveniências espirituais são divinas. Auxilia-me a conquistar equilíbrio nas primeiras, a fim de atender aos imperativos celestiais do espírito eterno. Logo que me sintas nos braços, não me relegues à garridice e à inutilidade, a pretexto de guardar-me em maternal proteção. Não é com enfeites exteriores que ajudaremos o vegetal precioso a crescer e frutificar, mas, sim, com o esforço perseverante da enxada, com a vigilância na defesa, com o adubo estimulante e com a poda benfeitora. Não me percas de vista, para que o amor e a gratidão a Deus perdurem para sempre em minha memória frágil. Socorre-me em tempo para que eu seja útil, no momento oportuno." (Libertação Cap.XIX - FEB 1949)

" Teu pai, meu filho, com a permissão do Céu, deu-te o corpo em que aprendes a servir a Deus. Por esse motivo, é credor de teu maior carinho. Há serviços que não podemos pagar senão com amor. Nossa dívida para com os pais é dessa natureza(...)
(...) - «Honrarás teu pai e tua mãe». A Lei enviada ao mundo não estabelece que devamos analisar a espécie de nossos pais, mas sim que nos cabe a obrigação de honrá-los com o nosso amoroso respeito, sejam eles quais forem." (Entre a Terra e o Céu Cap.VI - FEB 1954)

" - Nossa irmã possui excelentes qualidades morais, mas não soube orientar o sentimento materno para com o filho que jaz nas sombras. Instilou nele idéias de superioridade malsã, que se lhe cristalizaram na mente, favorecendo-lhe os acessos de rebeldia e brutalidade. Transformando-se em tiranete social, o infeliz foi fisgado, sem perceber, ao pântano tenebroso, em seguida à morte do corpo, e a desventurada genitora, sentindo-se responsável pela sementeira de enganos que lhe arruinou a vida, hoje se esforça por reavê-lo.." (Ação e Reação Cap.2 - FEB 1957)

" - ... Imaginemos que uma semente de laranjeira caiu em terreno pobre e seco. Segundo as leis que regem as atividades agrícolas, germinará ela sob constringentes obstáculos, transformando-se num arbusto mirrado, com lamentável produção no tempo devido. Mas, se o lavrador lhe acode às necessidades e exigências, desde o início da luta, oferecendo-lhe adubo, água e defesa, tanto quanto ajudando-a com a poda salutar no momento oportuno, a laranjeira atenderá, brilhantemente, ao próprio destino... Semelhantes cuidados, no entanto, devem ser postos em ação, na hora justa, isto é, quando na Terra a alma, e tanto quanto possível deve começar essa restauração nos melhores tempos da jornada física(...)
(...) - E quando a criatura não pode contar, na infância ou na mocidade, com preceptores afeiçoados ao bem, capazes de funcionar como lavradores diligentes, junto daqueles que recomeçam a luta humana?
- Sem dúvida - ponderou o Ministro -, a meninice e a juventude são as épocas mais adequadas à construção da fortaleza moral com que a alma encarnada deve tecer gradativamente a coroa de vitória que lhe cabe atingir. Entretanto, é imperioso entender que, no Espírito consciente, a vontade simboliza o lavrador a que nos reportamos, e o adubo, a irrigação e a poda constituem o serviço incessante a que deve consagrar-se nossa vontade, na recomposição de nossos próprios destinos. Em vista disso, todo minuto da vida é importante para renovar e redimir, aprimorar e purificar. compreendamos que a tempestade, como símbolo de crise, surgirá para todos, em determinado momento, contudo, quem puder dispor de abrigo certo, superar-lhe-á os perigos com desassombro e valor." (Ação e Reação Cap.7 - FEB 1957)

" ... Deve agora receber cinco de seus antigos cúmplices na queda moral, para reerguer-lhes os sentimentos, na direção da luz, em abençoado e longo sacerdócio materno. Do seu êxito no presente, dependerão as facilidades que espera recolher do futuro, para a liberação definitiva das sombras que ainda lhe ofuscam o Espírito, pois, se conseguir formar cinco almas na escola do bem, terá conquistado enorme prêmio, diante da Lei amorosa e justa." (Ação e Reação Cap.10 - FEB 1957)

" ... Raras esposas e raras mães demandam às regiões felizes sem os doces afetos que acalentam no seio... O imenso amor feminino é uma das forças mais respeitáveis na Criação divina." (Ação e Reação Cap.12 - FEB 1957)

" - Meu pai decerto que me estimava, mas era corretor de muitas atividades, ocupadíssimo, quase sem tempo para a casa... A não ser a criatura providencial, do ponto de vista econômico, que se esmerava para que o dinheiro não nos faltasse, como pai não me lembro de algum dia em que se sentasse ao meu lado para ouvir-me ou aconselhar-me em assuntos do coração... E nos meus casos de menina, bem que necessitei, mas...
- Não dispunha de uma hora ou outra para isso?
- Pelo menos, era o que dizia, nunca pude contar-lhe nem mesmo os meus problemas de colégio...
Fantini escutava, acusando-se humilhado, abatido, a confessar para si próprio que daria quanto lhe fosse possível, a fim de voltar atrás, de modo a ser para a filha o pai afetuoso e vigilante que não buscara ser.
O diálogo, porém, prosseguia:
- Certamente, em compensação, você contou com o carinho materno...
- Também não. Desde cedo, percebi que minha mãe é irritadiça, desanimada. Gosta de estar só e, conquanto não me negue atenção, até hoje manda que eu me decida, em tudo, por mim mesma." (E a Vida Continua... Cap.19 - FEB 1968)

" (...) Igualmente, já fui esposo-legenda na Terra, isto é, casei-me, abracei compromissos de família, mas acreditei que as minhas responsabilidades se limitassem a ostentar a chefia da casa e a pagar as contas de fim de mês. A rigor, jamais compartilhei as inquietações da companheira, na educação íntima dos filhos e, que eu me lembre, nunca me sentei, junto de qualquer deles, para sondar-lhes as dificuldades e os sonhos, conquanto lhes exigisse conduta que me honrasse o nome.
Assinalando a delicada objurgação, Fantini viu-se mais uma vez espicaçado pela própria consciência.
Concluía, sinceramente, de si para consigo, que não fora o esposo e o pai que deveria ter sido. Somente ali, naquela estância espiritual, depois da morte do corpo físico, percebia, nas duras refregas da autocorrigenda, que o dinheiro não faz o serviço do coração." (E a Vida Continua... Cap.23 - FEB 1968)

 

Evolução em dois mundos

"... se forjamos inquietações e problemas nos outros, com o instinto sexual, é justo venhamos a solucioná-los em ocasião adequada, recebendo por filhos e associados de destino, entre as fronteiras domésticas, todos aqueles que constituímos credores do nosso amor e da nossa renúncia, atravessando, muitas vezes, padecimentos inomináveis para assegurar-lhes o refazimento preciso." (Evolução em Dois Mundos, em 30/03/1958, Primeira Parte - XVIII)


 

Poligamia

"(...) Amantino, porém, destacou que a poligamia, mesmo aparentemente legalizada entre os homens, é uma herança animal que desaparecerá da face do mundo e que, em nos achando numa estância inspirada pelos ensinamentos do Cristo, não nos cabia olvidar que, perante o Evangelho, basta um homem para uma mulher e basta uma mulher para um homem." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.X - FEB 1963)

Poligamia e Monogamia 

"O instinto sexual, então, a desvairar-se na poligamia, traça para si mesmo largo roteiro de aprendizagem a que não escapará pela matemática do destino que nós mesmos criamos. Entretanto, quanto mais se integra a alma no plano de responsabilidade moral para com a vida, mais apreende o impositivo da disciplina própria, a fim de estabelecer, com o dom de amar que lhe é intrinseco, novos programas de trabalho que lhe facultem acesso aos planos superiores. (...) Contudo, até que o Espírito consiga purificar as próprias impressões, além da ganga sensorial em que habitualmente se desregra no narcisismo obcecante, valendo-se de outros seres para satisfazer a volúpia de hipertrofiar-se psiquicamente no prazer de si mesmo, numerosas reencarnações instrutivas e reparadoras se lhe debitam no livro da vida, porque não cogita exclusivamente do próprio prazer sem lesar os outros, e toda vez que lesa alguém abre nova conta resgatável em tempo certo. (...)" (Evolução em Dois Mundos, em 30/03/1958, Primeira Parte - XVIII)


 

Resgatando o passado

" - Achamo-nos à frente de pai e filho. Júlio, o genitor de Américo, foi acometido, faz muitos anos, de paralisia das pernas, vivendo assim amarrado à cama, onde ainda se esforça pela subsistência dos seus, em trabalhos leves. Entregue à provação e à soledade, começou a ler e a refletir com segurança. Aprendeu a verdade da reencarnação, encontrou consolo e esperança nos ensinamentos do Espiritismo e, com isso, tem sabido marchar com resignação e fortaleza nos dias ásperos que vem atravessando...
(...) Em passado próximo, o paralítico de hoje era o dirigente de pequeno bando de malfeitores. (...) Conseguiu convencer quatro amigos a acompanhá-lo nas aventuras delituosas a que se entregou pela cobiça tiranizante, comprometendo-lhes a vida moral, e esses quatro companheiros são hoje os filhos que lhe recebem nova orientação, crivando-o de preocupações e desgostos. Desviou-os do caminho reto, agora busca recuperá-los para a estrada justa, achando-se, ele mesmo, em penosas inibições..." (Nos domínios da Mediunidade Cap.24 - FEB 1955)

 

Responsabilidade ao criar os filhos

" - Imaginemos que a terra se recusasse a auxiliar as sementes que esperam reviver. O solo expulsá-las-ia, e, em vez dos germens libertados para a vitória da plantação, teríamos tão somente pevides secas, em aflitiva inquietude, desorientando a lavoura. Em verdade, a maioria das mães é constituída por sublime falange de almas nas mais belas experiências de amor e sacrifício, carinho e renúncia, dispostas a sofrer e a morrer pelo bem-estar dos rebentos que a Providência Divina lhes confiou às mãos ternas e devotadas, contudo, há mulheres cujo coração ainda se encontra em plena sombra. Mais fêmeas que mães, jazem obcecadas pela idéia do prazer e da posse e, despreocupando-se dos filhinhos, lhes favorecem a morte. O infanticídio insconsciente e indireto é largamente praticado no mundo. E como o débito reclama resgate, as delongas na solução dos compromissos assumidos acarretam enormes padecimentos nas criaturas que se submetem aos choques biológicos da reencarnação e vêem prejudicadas as suas esperanças de quitação com a Lei. (...)
... Em regra geral, multidões de criaturas cedo se afastam do veículo carnal, atendendo a serviços de socorro e sublimação, mas em numerosas circunstâncias, a negligência e a irreflexão dos pais são responsáveis pelo fracasso dos filhinhos.
- Aqui - explicou Blandina, delicada -, recebemos muitas solicitações de assistência, a benefício de pequeninos ameaçados de frustração. Temos irmãs que por nutrirem pensamentos infelizes envenenam o leite materno, comprometendo a estabilidade orgânica dos recém-natos; vemos casais que, através de rixas incessantes, projetam raios magnéticos de natureza mortal sobre os filhinhos tenros, arruinando-lhes a saúde, e encontramos mulheres invigilantes que confiam o lar a pessoas ainda animalizadas, que, à cata de satisfações doentias, não se envergonham de ministrar hipnóticos a entezinhos frágeis, que reclamam desvelado carinho... Em algumas ocasiões, conseguimos restabelecer a harmonia, com a recuperação desejável, no entanto, muitas vezes somos constrangidas a assistir ao malogro de nossos melhores propósitos. (...)
- Não vale fugir às responsabilidades, porque o tempo é inflexível e porque o trabalho que nos compete não será transferido a ninguém." (Entre a Terra e o Céu Cap.X - FEB 1954)


 

Sentimento Materno

" - Indubitavelmente, a Sabedoria Universal colocou imperscrutáveis segredos no carinho materno. Algo de milagroso e divino existe nos laços que unem mães e filhos que, por enquanto, não podemos apreender.
A criança doente transformou-se, de súbito.
Indefinível expressão de felicidade cobriu-lhe o semblante." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXVI - FEB 1954)

" (...) Certamente, o carinho materno é um tesouro inapreciável, contudo não devemos olvidar que todos somos filhos de Deus, nosso Eterno Pai! Acalma-te! Pede ao Senhor os recursos necessários para que o teu devotamento seja um auxílio positivo ao pequenino necessitado!..." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXVII - FEB 1954)

" (...) não nos cabe olvidar que os filhos são sempre laços preciosos da existência, requisitando-nos equilíbrio e discernimento em todas as decisões... Para desobrigar-nos da grande tarefa que a maternidade nos impõe, é imprescindível entender-lhes o psiquismo diferente do nosso, a exigir, muitas vezes, um tipo de felicidade que não se harmoniza com o nosso modo de ser. Saibamos, assim, prepará-los, sem egoísmo, para o destino que lhes compete! O carinho escravizante assemelha-se a um mel envenenado, enredando-nos na sombra. Conservemos nosso espírito arejado pela justiça, para que a nossa afetividade seja uma bênção com a possibilidade de educar os que nos cercam, na escola do trabalho salutar!..." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIX- FEB 1954)


 

Serviço maternal

" Na posição de mãe terrestre, nem sempre consegui orientar-te como convinha. Também eu trabalho, pois, reajustando o coração. Tuas lágrimas fazem-me voltar à paisagem dos sentimentos humanos. Alguma coisa tenta operar o retrocesso de minhalma. Quero dar razão aos teus lamentos, erigir-te um trono, qual se foras a melhor criatura do Universo; mas essa atitude, presentemente, não se coaduna com as novas lições da vida. Esses gestos são perdoáveis nas esferas da carne; aqui, porém, filho meu, é indispensável atender, antes de tudo, ao Senhor." (Nosso Lar Cap.15 - FEB 1943)

" - Quando o Ministério do Auxílio me confia crianças ao lar, minhas horas de serviço são contadas em dobro, o que lhe pode dar idéia da importância do serviço maternal no plano terreno." (Nosso Lar Cap.20 - FEB 1943)

 


 

Traição

" (...) Jovino, o esposo, vivia agora sob a estranha fascinação de outra mulher. Esquecera-se invigilante, das obrigações no santuário doméstico. Parecia, de todo, desinteressado da companheira e das filhas. Como que voltara às estroinices da primeira juventude, qual se nunca houvesse abraçado a missão de pai.
Dia e noite, deixava-se dominar pelos pensamentos da nova mulher que o enlaçara na armadilha de mentirosos encantos.
Em casa, nas atividades da profissão ou na via pública, era ela, sempre ela a senhorear-lhe a mente desprevenida.
Transformara-se o mísero num obsidiado autêntico, sob a constante atuação da criatura que lhe anestesiava o senso de responsabilidade para consigo mesmo.(...)
Enquanto as reflexões dela se faziam audíveis para nós, irradiando-se na sala estreita, vimos de novo a mesma figura de mulher que surgira à frente de Jovino, aparecendo e reaparecendo ao redor da esposa triste, como que a fustigar-lhe o coração com invisíveis estiletes de angústia, porque Anésia acusava agora indefinível mal-estar.
Não via com os olhos a estranha e indesejável visita, no entanto, assinalava-lhe a presença em forma de incoercível tribulação mental. De inesperado, passou da meditação pacífica a tempestuosos pensamentos. (...)
- Jovino permanece atualmente sob imperiosa dominação telepática, a que se rendeu facilmente, e, considerando-se que marido e mulher respiram em regime de influência mútua, a atuação que o nosso amigo vem sofrendo envolve Anésia, atingindo-a de modo lastimável, porquanto a pobrezinha não tem sabido imunizar-se com os benefícios do perdão incondicional.
Hilário, intrigado, perguntou:
- Examinamos, porém, um fenômeno comum?
- Intensamente generalizado. É a influência de almas encarnadas entre si que, às vezes, alcança o clima de perigosa obsessão. Milhões de lares podem ser comparados a trincheiras de luta, em que pensamentos guerreiam pensamentos, assumindo as mais diversas formas de angústia e repulsão. (...)
(...) Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma família ou da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente dos outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmo, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais, alimentadas, de parte a parte, constituem corrosivos destruidores. (...)
- A melhor maneira de extinguir o fogo é recusar-lhe combustível. A fraternidade operante será sempre o remédio eficaz, ante as perturbações dessa natureza. Por isso mesmo, o Cristo aconselhava-nos o amor aos adversários, o auxílio aos que nos perseguem e a oração pelos que nos caluniam, como atitudes indispensáveis à garantia de nossa paz e de nossa vitória." (Nos domínios da Mediunidade Cap.19 - FEB 1955)

" Anésia viu-se presa de branda hipnose, que ela própria atribuía ao cansaço e não relutou.
Em breves instantes, deixava o corpo denso na prostração do sono, vindo ao nosso encontro em desdobramento quase natural.
Não parecia, contudo, tão consciente em nosso plano quanto seria de desejar.
Centralizada no afeto ao marido, Jovino constituía-lhe obcecante preocupação. Reconheceu Teonília e Áulus por benfeitores e lançou-nos significativo olhar de simpatia, no entanto, mostrava-se atordoada, aflita... Queria ver o esposo, ouvir o esposo...
O Assistente deliberou satisfazê-la
Amparada pelos braços da admirável amiga, tomou a direção que lhe pareceu acertada, como quem possuía, de antemão, todos os dados necessários à localização do marido.
Áulus conosco explicou que as almas, quando associadas entre si, vivem ligadas uma às outras pela imanação magnética, superando obstáculos e distâncias. (...) " (Nos domínios da Mediunidade Cap.20 - FEB 1955)

Traição

" E, em desencarnando com o remorso da traição praticada, quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta. Trabalhará, naturalmente, para levantá-la do abismo a que ela se arrojou por segui-lo, confiante, e reconduzi-la-á à reencarnação, em cujos liames se demorará, aceitando-a por esposa ou filha, de modo a entregar-lhe o puro amor prometido, sofrendo para regenerar-lhe a mente em desequilíbrio e resgatando a sua consciência entenebrecida pela culpa.
Da mesma forma- aduziu Hilário -, notamos na sociedade terrestre homens arruinados por mulheres desleais que os precipitaram na criminalidade e no vício...
- O processo da reparação é absolutamente o mesmo. A mulher que lançou o companheiro nas sombras do mal, em despertando à luz do bem, não descansará, enquanto não o reerguer para a dignidade moral, diante das Leis de Deus. Quantas mães vemos no mundo, engrandecidas pela dificuldade e pela renúncia, morrendo cada dia, entre a aflição e o sacrifício, para cuidar de filhos monstruosos que lhes torturam a alma e a carne? Em muitos desses quadros terríveis e emocionantes, oculta-se, divino, o labor da regeneração que só o tempo e a dor conseguem realizar." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)

... - ... se houvesse desertado da luta pela irreflexão da companheira ou se tivesse cerrado a porta do coração a dois meninos infelizes, teria adiado para futuros séculos o nobre trabalho que está fazendo agora..." (Ação e Reação Cap.16 - FEB 1957)

 

Traição

"Entretanto, Nemésio, de formação materialista e de índole utilitária, conquanto generoso, desconhecia que as almas nobres colhem no amor esponsalício da Terra o fruto da alegria sublime, cuja polpa o tempo sazona e torna mais doce, eliminando os caprichos transitoriamente necessários da casca.
Insistia na conservação de todos os impulsos emotivos da juventude corpórea. Andava em dia com todas as teorias da libido.
Vez por outra, demandava cidades próximas, em noitadas boêmias, asseverando, de retorno, aos amigos que assim procedia para desenferrujar o coração. Dessas escapadas, voltava trazendo à esposa corbelhas de alto preço que Beatriz acolhia, enlevada. No decurso de algumas semanas, mostrava-se para ela mais compreensivo e mais terno. Reconduzido, porém, mais dilatadamente, aos freios do hábito, não sabia consagrar-se às construções espirituais que só a disciplina favorece e garante. Varava, de novo, as fronteiras que os compromissos morais estabeleciam, à maneira de animal arrombando cerca.
Em determinadas ocasiões, acontecia fixar a esposa, invariavelmente abnegada e fiel, perguntando à própria alma o que sucederia se ela adotasse conduta igual à dele, e aterrava-se.
Isso nunca, pensava. Se Beatriz pusesse, ainda que de leve, o voto feminino em outro homem, era capaz de matá-la. Não hesitaria.
Nesses momentos, impressões contraditórias agitavam-lhe o espírito limitado. Não se interessava absolutamente pela mulher, mas não toleraria concorrência à posse daquela a quem confiara o seu nome. (...) " (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.V - FEB 1963)

 


 

Uniões Eternas

" - Ah! Meus amigos, por enquanto, não tenho essa felicidade em caráter definitivo. Minha esposa e eu temos o divino compromisso da união eterna, mas ainda não lhe mereço a presença contínua. Ela é a bondade celeste, e eu, a realidade humana." (Os Mensageiros Cap.17 - FEB 1944)

" - Sei que Ismália tem trabalhado para isso, que seu ideal de união eterna é idêntico ao meu, atendendo à circunstância de estar o superior sempre em posição de dar ao inferior; mas não ignoro que foi advertida por nossos maiores, sobre as minhas atuais necessidades de esforço e solidão. Preciso conhecer o preço da felicidade, para não menosprezar, de novo, as bênçãos de Deus. Minha esposa deseja descer para encontrar-se definitivamente comigo; entretanto, é necessário que eu aprenda a subir e, por este motivo, ainda não recebemos a devida permissão para o definitivo consórcio espiritual." (Os Mensageiros Cap.17 - FEB 1944)

" ... Não tinha, no mundo, a menor idéia de que pudéssemos cogitar de uniões matrimoniais, depois da morte do corpo. Quando assisti a festividades dessa natureza, em "Nosso Lar", confesso que minha surpresa raiou pela estupefação.
Cecília, vivaz, acentuou, sorrindo:
- Isto se deu também conosco. Entretanto é forçoso reconhecer que tal estado dalma resulta do exclusivismo pernicioso a que nos entregamos no plano carnal, porque, se o casamento humano é um dos mais belos atos da existência na Terra, porque deixaria de existir aqui, onde a beleza é sempre mais quintessenciada e mais pura? (...)
(...) Para possuirmos aqui essa ventura, é preciso Ter amado na Terra, movimentando os mais nobres impulsos do espírito. Para colher os júbilos dessa natureza, é necessário ter amado com alma. Os que se consagram exclusivamente aos desejos do corpo, não sabem amar além da forma, são incapazes de sentir as profundas vibrações espirituais do amor sem morte." (Os Mensageiros Cap.29 - FEB 1944)

" - Quando sabemos amar e esperar, meus filhos, não nos separamos dos entes queridos que morrem para a vida física. Tenhamos certeza na proteção de Jesus!..." (Os Mensageiros Cap.36 - FEB 1944)

 


 

Viuvez

" (...) Homem inteligente, mas muitíssimo arraigado à remuneração dos sentidos, o nosso amigo não suportou a viuvez e desposou, há cinco anos, uma jovem que lhe exige pesado tributo à maturidade respeitável. Acontece, também, que a esse problema acresce questão muito grave: a primeira esposa desencarnada deixou dois rapazes e permanece ligada à organização doméstica, que considera sua propriedade exclusiva. Por mais que o nosso trabalho se acentue, ainda não conseguimos retirá-la, com proveito, da casa, porque o pensamento dos filhos, em conflito com o pai e com a madrasta, lhe invoca a atuação, de minuto a minuto. (...)"(Libertação Cap.X - FEB 1949)

"Interrompida a aliança física na esfera carnal, por interferência da morte, o homem ou a mulher, consagrados à sublimação íntima, se associam, quase sempre, à companheira ou ao companheiro levados à viuvez, em construtivas simbioses de ação, seja no amparo aos filhos, ainda necessitados de assistência, ou na extensão de obras edificantes, porquanto os espíritos que verdadeiramente se amam desconhecem o que seja abandono ou esquecimento. " (Evolução em dois mundos,  Segunda Parte, XI, em 28/05/58)

  Voltar para assuntos diversos