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antipatia, ciúme, cólera, conflito, comentário, desânimo, desculpa, lamentação, mágoa, maldade, ódio, orgulho, racismo, revolta, tédio, traição, vaidade

Imperfeição moral

A Crítica

Abusos

Ação e Reação

Antipatias e Aversões

Avareza

Ciúme

Cólera

Conflitos

Conselhos

Conversação sem proveito

Comentar o mal

Culpas

Desânimo, desalento

Desarmonia

Desculpas

Desejos

Desespero

Desprezo pelo Dever

Desvios no uso da inteligência

Egoísmo

Falsidade

Futilidades

Ignorância

Imperfeição moral na política

Inação

Indignação

Indolência

Inimizade

Injustiça

Julgamentos

Lamentação

Mágoa

Maldade

Medo

Muitos chamados,  poucos escolhidos

Ódio

Orgulho

Paixão

Racismo

Revolta

Saber ouvir

Sovinice

Tédio

Traição

Vaidade

 


 

Nosso Lar

" (…) nossa zona mental é campo de batalha incessante. É preciso aniquilar o mal e a treva dentro de nós mesmos, surpreendê-los no reduto a que se recolhem, sem lhes dar a importância que exigem. (…)
    Dentro do nosso mundo individual, cada idéia é como se fora uma entidade à parte… É necessário pensar nisso. Nutrindo os elementos do bem, progredirão eles para nossa felicidade, constituirão nossos exércitos de defesa; todavia, alimentar quaisquer elementos do mal é construir base segura para os nossos inimigos verdugos." (Nosso Lar Cap.47 - FEB 1943)

Os Mensageiros

" Fala-nos o Mestre, em divino simbolismo, da semente de mostarda. Recordemos que o campo do nosso coração está cheio de ervas espinhosas, demorando, talvez, há muitos séculos, em terrível esterilidade. Naturalmente, não deveremos esperar colheitas milagrosas. É indispensável amanhar a terra e cuidar do plantio. A semente de mostarda a que se refere Jesus, constitui o gesto, a palavra, o pensamento da criatura. Há muitas pessoas que falam bastante em humildade, mas nunca revelam um gesto de obediência. Jamais realizaremos a bondade, sem começarmos a ser bons. Alguma coisa pequenina há de ser feita antes de edificarmos as grandes coisas. O Senhor ensinou, muitas vezes, que o reino dos céus está dentro de nós. Ora, é portanto em nós mesmos que devemos desenvolver o trabalho máximo de realização divina, sem o que não passaremos de grandes irrefletidos. A floresta também começou de sementes minúsculas. E nós, espiritualmente falando, temos vivido em densa floresta de males, criados por nós mesmos, em razão da invigilância na escolha de sementes espirituais. A palestra de uma hora, o pensamento de um dia, o gesto de um momento, podem representar muito em nossas vidas. Tenhamos cuidado com as coisas pequeninas e selecionemos os grãos de mostarda do reino dos céus. Lembremos que Jesus nada ensinou em vão. Toda vez que "pegarmos" desses grãos, consoante a Palavra Divina, semeando-os no campo íntimo, receberemos do Senhor todo o auxílio necessário…" (Os Mensageiros Cap.35 - FEB 1944)

Missionários da Luz

" Nossos amigos não são rebeldes ou mais, em sentido voluntário. Estão espiritualmente desorientados e enfermos. Não podem transformar-se, dum momento para outro. Compete-nos, portanto, ajudá-los no caminho educativo." (Missionários da Luz Cap.3 - FEB 1945)

"A cólera, a intemperança, os desvarios do sexo, as viciações de vários matizes, formam criações inferiores que afetam profundamente a vida íntima." (Missionários da Luz Cap.4 - FEB 1945)

"A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente, constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso examinar também as necessidades fisiológicas, a par dos requisitos de ordem psíquica. A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns celulares é indispensável, por parte do próprio interessado em atender as tarefas do bem. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares. " (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)

" - Este homem, não obstante simpatizar com as nossas atividades espiritualizantes, é portador dum temperamento menos simpático, por extremamente caprichoso. Estima as rixas freqüentes, as discussões apaixonadas, o império de seus pontos de vista. Não se acautela contra o ato de encolerizar-se e desperta incessantemente a cólera e a mágoa dos que lhe desfrutam a companhia. Tornou-se, por isso mesmo, o centro de convergência de intensas vibrações destruidoras.…" (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)

No Mundo Maior

" - Antes de mais nada, André, modifiquemos o conceito. Para transformar-nos em legítimos elementos de auxílio aos Espíritos sofredores, desencarnados ou não, é-nos imprescindível compreender a perversidade como loucura, a revolta como ignorância e o desespero como enfermidade. " (No Mundo Maior Cap.1 - FEB 1947)

Muito poucas atravessam a província da posse sem duelos cruéis com os monstros do egoísmo e do ciúme, aos quais se entregam desvairadamente. Reduzido número percorre os departamentos do carinho sem se algemarem, por largo trecho, aos gnomos do exclusivismo.." (No Mundo Maior Cap.11 - FEB 1947)

 

Libertação

" (…) É que, confinados ao berço escabroso da ignorância em que o medo e a maldade, com inquietudes e perseguições recíprocas, lhes consomem as forças e lhes inutilizam o tempo, não se apercebem da situação dolorosa em que se acham." (Libertação Cap.I - FEB 1949)

" - Ouso lembrar, todavia, que, se nos lançássemos todos a socorrer os miseráveis, a miséria se extinguiria; se educássemos os ignorantes, a treva não teria razão de ser; se amparássemos os delinqüentes, oferecendo-lhes estímulos à luta regenerativa, o crime seria varrido da face da Terra." (Libertação Cap.VIII - FEB 1949)

" - Leôncio, Jesus crê na cooperação dos homens, tanto assim que nos tolera as imperfeições renitentes até que aceitemos o imperativo de nossa conversão pessoal ao supremo bem. Porque havíamos então de descrer?" (Libertação Cap.XIV - FEB 1949)

" Foge, resoluta, dos perigosos fantasmas do ciúme e da discórdia. Aprende a renunciar, nas questões pequeninas, para recolheres com facilidade a luz que emana do sacrifício. Não comprometas por bagatelas, o êxito espiritual que a experiência te pode oferecer. Estás livre dos males exteriores, mas ainda te não libertaste dos males próprios. Confia no Divino Poder e não desfaleças, ainda mesmo quando a tempestade te açoite as fibras mais íntimas do coração." (Libertação Cap.XIX - FEB 1949)

 

Entre a Terra e o Céu

" - Conforme a vida de nossa mente, assim vive nosso corpo espiritual. Nosso amigo entregou-se, demasiado, às criações interiores do tédio, ódio, desencanto, aflição e condensou semelhantes forças em si mesmo, coagulando-as, desse modo, no veículo que lhe serve às manifestações. Daí, esse aspecto escuro e pastoso que apresenta. Nossas obras ficam conosco. Somos herdeiros de nós mesmos." (Entre a Terra e o Céu Cap.XII - FEB 1954)

" (…) nossos deslizes de ordem moral estabelecem a condensação de fluidos inferiores de natureza gravitante, no campo eletromagnético de nossa organização, compelindo-nos a natural cativeiro em derredor das vidas começantes às quais nos imantamos." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXI - FEB 1954)

 

Nos Domínios da Mediunidade

" Somos vasta legião de combatentes em vias de vencer os inimigos que nos povoam a fortaleza íntima ou o mundo de nós mesmos, inimigos simbolizados em nossos velhos hábitos de convívio com a natureza inferior, a nos colocarem em sintonia com os habitantes das sombras, evidentemente perigosos ao nosso equilíbrio.." (Nos domínios da Mediunidade Cap.3 - FEB 1955)

" É preciso que a aflição não nos perturbe. Acostume-se a ver nossos irmãos infelizes na condição de criaturas dignas de piedade. Lembre-se de que nos achamos aqui para auxiliar, e o remédio não foi criado para os sãos. (…)" (Nos domínios da Mediunidade Cap.16 - FEB 1955)

 

Ação e Reação

" … nossas manifestações contrárias à Lei Divina, que é, invariavelmente, o Bem de Todos, são corrigidas em qualquer parte. Há, por isso, expiações no Céu e na Terra. Muitos desencarnados que se enleiam em desregramentos passionais até às raias do crime, mormente nos processos de obsessão, não obstante advertidos pela própria consciência e pelos avisos respeitáveis de instrutores benevolentes, criam para si mesmos pesadas e aflitivas contas com a vida, cujo resgate lhes reclama luta e sacrifício em tempo longo.… " (Ação e Reação Cap.7 - FEB 1957)

" - A região infernal permanece superlotada de contas maduras. Aqui, a sovinice suporta o azinhavre de atrozes padecimentos, o crime defronta com todas as espécies de angústia no remorso tardio, e a delinqüência responsável é surpreendida pelas travas que lhe agravam as amarguras, porque as coletividades dos lavradores culpados pela plantação de tantos espinheiros não dispõem de coragem para recolher o fruto envenenado da sementeira a que se afeiçoam. Desorientados e dementes, sublevam-se contra as flagelações que geraram e caem nas profundezas da rebelião e do desespero…" (Ação e Reação Cap.11 - FEB 1957)

" … a prática do mal opera lesões imediatas em nossa consciência, que, entrando em condição desarmônica, desajusta, ela própria, os centros de força em que se mantém." (Ação e Reação Cap.19 - FEB 1957)

E a vida continua…

" Túlio Mancini ressurgiria para a Terra, no tronco daquele mesmo que lhe subtraíra a existência, satisfazendo à Lei do Amor que determina sejam o ódio e a vingança para sempre banidos da Obra de Deus!…" (E a Vida Continua… Cap.25 - FEB 1968)

 

 


 

A crítica

"- André, extingue a vibração da cólera injusta. Ninguém auxilia por intermédio da irritação pessoal. Não assumas papel de crítico. Permanecemos aqui, na qualidade de irmãos mais velhos no conhecimento divino, tentando socorro aos mais jovens, menos felizes que nós. Revistamo-nos de calma e paciência. Responder a insultos descabidos é perder valioso tempo, na obra de confraternização, ante o Eterno Pai. Hipólito não pode duelar verbalmente, nem a Irmã Zenóbia autorizaria qualquer violência a estes infortunados, sob pena de relegarmos ao esquecimento sublime oportunidade de praticar o verdadeiro bem. Modifica a emissão mental para que te não falte a cooperação construtiva e guardemos a voz, não para condenar, e, sim, para informar e edificar cristãmente." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VIII - FEB 1946)

 


 

Abusos

" Os abusos da razão e da autoridade constituem faltas graves ante o Eterno Governo dos nossos destinos." (No Mundo Maior Cap.7 - FEB 1947)

 


 

Ação e Reação

" Sabe que o homem imprevidente, que gastou os olhos no mal, aqui comparece de órbitas vazias? Que o malfeitor, interessado em utilizar o dom da locomoção fácil nos atos criminosos, experimenta a desolação da paralisia, quando não é recolhido absolutamente sem pernas? Que os pobres obsidiados nas aberrações sexuais costumam chegar em extrema loucura?." (Nosso Lar Cap.5 - FEB 1943)

" Se temos débitos no planeta, por mais alto que ascendamos, é imprescindível voltar, para retificar, lavando o rosto no suor do mundo, desatando algemas de ódio e substituindo-as por laços sagrados de amor." (Nosso Lar Cap.5 - FEB 1943)


 

Antipatias e Aversões

" - Toda antipatia conservada é perda de tempo, em muitas ocasiões acrescida de lamentáveis compromissos. O espinheiro da aversão exige longos trabalhos de reajuste. Em várias circunstâncias, para curar as chagas de um desafeto, gastamos muitos anos, perdendo o contato com admiráveis companheiros de nossa jornada espiritual para a Grande Luz." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXVII - FEB 1954)


 

Avareza

" … Queriam unicamente acumular vantagens financeiras, e nada mais. Divorciados da caridade, da compreensão e da luz divina, criaram para si mesmos o mito frio e rígido do ouro, fundindo com ele a mente vigorosa e o tacanho coração … Escravizados, agora, à idéia fixa de ganhar sempre, voam pesadamente aqui e acolá, dementados e confundidos, procurando monopólios e lucros que não mais encontrarão." (No Mundo Maior Cap.17 - FEB 1947)
    … assim, atordoadas, fixam-se estas nos delitos do pretérito, transformando-os em autênticos fantasmas da avareza, atormentada pelas miragens de ouro neste deserto de padecimentos. Não podemos predizer quando despertem, dada a situação em que se encontram." (No Mundo Maior Cap.18 - FEB 1947)

" (…) Que fizestes do tesouro cultural recebido? Vosso "tom vibratório" demonstra avareza sarcástica. O homem que ajunta letras e livros, teorias e valores científicos, sem distribuí-los a benefício dos outros, é irmão infortunado daquele que amontoa moedas e apólices, títulos e objetos preciosos, sem ajudar a ninguém. O mesmo prato lhes serve na balança da vida." (Libertação Cap.V - FEB 1949)

 


 

Ciúme

" O ciúme e o egoísmo constituem portas fáceis de acesso à obsessão arrasadora do bem." (Libertação Cap.XVI - FEB 1949)

" Pelo ciúme, criou ao redor de si mesma um ambiente pestilencial, em que os seus próprios pensamentos malignos conseguiram prosperar, assim como um fruto apodrecido desenvolve em si mesmo os vermes que o devoram." (Entre a Terra e o Céu Cap.IV - FEB 1954)

" - Odila, o ciúme que não destruímos, enquanto dispomos da oportunidade de trabalhar no corpo denso, transforma-se em aflitiva fogueira e a calcinar-nos o coração, depois da morte." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXIII - FEB 1954)

" No fundo, não podia sentir, de imediato, plena isenção de ciúme, entretanto, aceitava o ideal de sublimação que se lhe implantara no sentimento e não parecia disposta a perder a oportunidade de reajuste." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXV - FEB 1954)

" "- O pensamento da irmã encarnada que o nosso amigo vampiriza está presente nele, atormentando-o. Acham-se sintonizados na mesma onda. É um caso de perseguição recíproca. (…)
    A esse tempo, a recém-chegada conseguira abeirar-se mais intimamente de Libório, que passou a demonstrar visível satisfação. Sorria ele agora à maneira de uma criança contente.
Identificando, porém, a presença de Dona Celina, a infeliz bradou, colérica:
    - Quem é esta mulher? dize! dize!…
    Nossa abnegada amiga avançou para ela com simplicidade e implorou:
    - Minha irmã, acalme-se! Libório está fatigado, enfermo! Ajudemo-lo a repousar!…
    A interlocutora não lhe suportou o olhar doce e benigno e, longe de reconhecer a prestimosa médium do grupo a que se associara, enceguecida de ciúme, gritou para o enfermo palavras amargas, que não seria lícito reproduzir, e abandonou o recinto, em desabalada carreira. (…)
    - Como vemos, a Bondade Divina é tão grande que até os nossos sentimentos menos dignos são aproveitados em nossa própria defesa . O despeito da visitante, encontrando Celina junto do enfermo, dar-nos-á tréguas valiosas, de vez que teremos algum tempo para auxiliá-lo nas reflexões necessárias (…)" (Nos domínios da Mediunidade Cap.14 - FEB 1955)


 

Cólera

"- Auxiliemos o homem, quanto esteja em nossas mãos, cumpramos o nosso dever com o bem, mas não desprezemos as lições. Esse trabalhador imprudente foi punido por si mesmo. A cólera é punida por suas conseqüências. Ao mal segue-se o mal. Se os seres inferiores, nossos irmãos no grande lar da vida, nos fornecem os valores do serviço, devemos dar-lhes, por nossa vez, os valores da educação. Ora, ninguém pode educar odiando, nem edificar algo de útil com a fúria e a brutalidade." (Os Mensageiros Cap.41 - FEB 1944)

" (…) indiscutivelmente, a cólera não aproveita a ninguém, não passa de perigoso curto-circuito de nossas forças mentais, por defeito na instalação de nosso mundo emotivo, arremessando raios destruidores, ao redor de nossos passos…
    - Em tais ocasiões, se não encontramos, junto de nós, alguém com o material isolante da oração ou da paciência, o súbito desequilíbrio de nossas energias estabelece os mais altos prejuízos à nossa vida, porque os pensamentos desvairados, em se interiorizando, provocam a temporária cegueira de nossa mente, arrojando-a em sensações de remoto pretérito, nas quais como que descemos quase sem perceber a infelizes experiências da animalidade inferior. A cólera, segundo reconhecemos, não pode e nem deve comparecer em nossas observações, relativas à voz. A criatura enfurecida é um dínamo em descontrole, cujo contato pode gerar as mais estranhas perturbações." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXII - FEB 1954)


 

Conflitos

"Quase mensalmente, Joaquim e eu nos empenhávamos em discussões e não trocávamos apenas os insultos contundentes, mas também os fluidos venenosos, segregados por nossa mente rebelde e enfermiça. Entre os conflitos e suas conseqüências, passei o tempo inutilizada para qualquer trabalho de elevação espiritual. " (Os Mensageiros Cap.9 - FEB 1944)

 


 

Conselhos

"Aconselhar é sempre útil, mas aconselhar excessivamente pode traduzir esquecimentos de nossas obrigações. " (Os Mensageiros Cap.9 - FEB 1944)

"A existência terrestre é um curso ativo de preparação espiritual e, quase sempre, não faltam na escola os alunos ociosos, que perdem o tempo ao invés de aproveitá-lo, ansiosos pelas realizações mentirosas do menor esforço. Desse modo, no capítulo das orientações, a maior parte dos pedidos são desassisados. A solicitação da terapêutica para a manutenção da saúde física, pelos que de fato se interessem pelo concurso espiritual, é sempre justa; todavia, no que concerne a conselhos para a vida normal, é imprescindível muita cautela de nossa parte, diante das requisições daqueles que se negam voluntariamente aos testemunhos de conduta cristã. O Evangelho está cheio de sagrados roteiros espirituais e o discípulo, pelo menos diante da própria consciência, deve considerar-se obrigado a conhecê-los. " (Os Mensageiros Cap.46 - FEB 1944)

 


 

Conversação sem proveito (Maledicência, etc)

" - E se eu tentasse voltar aos assuntos inferiores da Terra, esquecendo a conversação edificante?
      Vicente sorriu e retrucou:
      - O prejuízo seria seu, porque aqui a palavra define o Espírito, e, se você fugisse à luz da palestra instrutiva, nossos orientadores conheceriam sua atitude imediatamente, porquanto sua presença se tornaria desagradável e seu rosto se cobriria de sombra indefinível." " (Os Mensageiros Cap.6 - FEB 1944)

 


 

Comentar o mal

"Comentas o mal que te feriu, invocas a Providência com expressões desrespeitosas... Ó meu filho, cala o dom de falar quando não puderes servir ao bem." (No Mundo Maior Cap.5 - FEB 1947)


 

Culpas

" - Realmente, não tem a culpa da morte deles. Nada fez para interromper-lhes a existência física. Mas é responsável pela inimizade e incompreensão criadas na mente dessas pobres criaturas, porque, não estando seguro do seu dever, nem tranqüilo com a consciência, o nosso amigo julga-se culpado, em razão das outras falhas a que se entregou imprevidentemente. Todo erro traz fraqueza, e, assim sendo, o nosso colega, por enquanto, não adquiriu forças para se desvencilhar dos algozes. Perante a Justiça Divina, portanto, ele não resgata crimes inexistentes, mas repara certas faltas graves e aprende a conhecer-se a si mesmo, a entender as obrigações nobres e praticá-las, compreendendo, por fim, a felicidade dos que sabem ser úteis com segurança de fé em Deus e em si mesmos. " (Os Mensageiros Cap.13 - FEB 1944)

" O sentimento de culpa é sempre um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam… Zulmira, pelo remorso destrutivo, tombou no mesmo nível emocional de Odila e ambas se digladiam, num conflito de morte, inacessível aos olhos humanos comuns. É um caso em que a medicina terrestre não consegue interferência." (Entre a Terra e o Céu Cap.III - FEB 1954)

" (…) Enquanto se mantinha com a paz de consciência, defendia-se naturalmente contra a perseguição invisível, como se morasse num castelo fortificado, mas, condenando a si mesma, resvalou em deplorável perturbação, à maneira de alguém que desertasse de uma casa iluminada, embrenhando-se numa floresta de sombra." (Entre a Terra e o Céu Cap.IV - FEB 1954

" - Isso, porém, não é tão fácil. Consagram-se vocês, presentemente, a estudos especiais dos princípios de causa e efeito. Fiquem pois sabendo que nossas criações mentais preponderam fatalmente em nossa vida. Libertam-nos quando se enraízam no bem que sintetiza as Leis Divinas, e encarceram-nos quando se firmam no mal, que nos expressa a delinqüência responsável, enleando-nos por essa razão ao visco sutil da culpa. Afirma velho aforismo popular na Terra que «o criminoso volta ao local do crime». Daqui podemos asseverar que, mesmo desfrutando a possibilidade de ausentar-se da paisagem do crime, o pensamento do criminoso está preso ao ambiente e à própria substância da falta cometida." (Ação e Reação Cap.5 - FEB 1957)


 

Desânimo, Desalento

"… Pela ausência de trabalho mental contínuo e bem coordenado, não expeliram as "forças coagulantes" do desalento, que elas mesmas produziram, inconformadas, ante os imperativos da luta normal na Terra e entregaram-se, com indiferença, a deplorável torpor…" (Libertação Cap.XII - FEB 1949)

" - Por que o desânimo, quando a luta apenas começa? Ignoras que a dor é a nossa custódia celestial? que seria de nós, Marina, se o sofrimento não nos ajudasse a sentir e raciocinar para o bem? Regozija-te no combate que nos acrisola e salva para a obra de Deus… Não convertas o amor em inferno para ti mesma e nem creias consigas aliviar o esposo e a filhinha com a ilusão da fuga impensada.…" (Ação e Reação Cap.12 - FEB 1957)


 

Desarmonia

" O Senhor tolera a desarmonia, a fim de que por intermédio dela mesma se efetue o reajustamento moral dos espíritos que a sustentam, de vez que o mal reage sobre aqueles que o praticam, auxiliando-os a compreender a excelência e a imortalidade do bem, que é o inamovível fundamento da Lei. " (Entre a Terra e o Céu Cap.I - FEB 1954)


 

Desculpas

"… sempre temos recursos e pretextos para fugir às culpas. Encaremos nossos problemas com realismo. Há de convir que, com o socorro da boa vontade, sempre lhe ficariam alguns minutos na semana e algumas pequenas oportunidades para fazer o bem. Talvez pudesse conquistar o entendimento do esposo e a colaboração afetuosa das filhas, se trabalhasse em silêncio, mostrando sincera disposição para o sacrifício. Nossos atos, Mariana, são muito mais contagiosos que as nossas palavras." (Os Mensageiros Cap.9 - FEB 1944)

" - E o desculpismo? Nesse terreno de assistência espiritual, verão, um dia, quantos pretextos são inventados pelas criaturas terrestres por fugir ao testemunho da verdade divina, nas tarefas que lhes são próprias. Os mordomos da responsabilidade alegam excesso de deveres, os servidores da obediência afirmam ausência de ensejo. Os que guardam possibilidades financeiras montam guarda ao patrimônio amoedado, os que receberam a bênção da pobreza de recursos monetários aconselham-se com a revolta. Os moços declaram-se muito jovens para cultivar as realidades sublimes, os mais idosos afirmam-se inúteis para servi-las. Os casados reclamam quanto à família, os solteiros queixam-se da ausência dela. Dizem os doentes que não podem, comentam os sãos que não precisam. Raros companheiros encarnados conseguem viver sem a contradição." (Os Mensageiros Cap.28 - FEB 1944)


 

 

Desejos

Os que se consagram exclusivamente aos desejos do corpo, não sabem amar além da forma, são incapazes de sentir as profundas vibrações espirituais do amor sem morte." (Os Mensageiros Cap.29 - FEB 1944)


 

Desespero

" … o desespero vale por demência a que as almas se atiram nas explosões de incontinência e revolta. Não serve como pagamento nos tribunais divinos. Não é razoável que o devedor solucione com gritos e impropérios os compromissos que contraiu mobilizando a própria vontade. Aliás, dos desmandos de ordem mental a que nos entregamos, desprevenidos, emergimos sempre mais infelizes, por mais endividados. Cessada a febre de loucura e rebelião, o Espírito culpado volve ao remorso e à penitência. Acalma-se como a terra que torna à serenidade e à paciência, depois de insultada pelo terremoto, não obstante amarfanhada e ferida. Então, como o solo que regressa ao serviço de plantação proveitosa, submete-se de novo à sementeira renovadora dos seus destinos." (Ação e Reação Cap.1 - FEB 1957)


 

Desprezo pelo Dever

"… se a pobrezinha não despertar para o dever, abrirá, ainda hoje, uma terceira falência. …"(Missionários da Luz Cap.15 - FEB 1945)


 

Desvios no uso da inteligência

(…) " temos para demonstração mais prática os absurdos da megalomania intelectual. Há pessoas, na Terra, que não se acautelam contra os desvarios da inteligência e fazem da astúcia e da vaidade o clima em que respiram. Insistem na inércia do coração, abominam o sentimento elevado que interpretam por pieguismo e transformam a cabeça num laboratório de perversão dos valores da vida. Não cuidam senão dos próprios interesses, não amam senão a si mesmos. Não percebem, contudo, que se ressecam interiormente e nem imaginam os resultados cruéis da cerebração para o mal. Freqüentemente, na luta mundana, avultam na condição de dominadores poderosos, com vastíssimo potencial de influência sobre amigos e adversários, conhecidos e desconhecidos. Mas esse êxito é ilusório. Caem sob o guante da morte com grande alívio dos contemporâneos e passam a receber-lhes as vibrações de repulsa. Semelhantes criaturas naturalmente são vítimas de si mesmas e sofrem os mais complicados desequilíbrios mentais. (…)" (Entre a Terra e o Céu Cap.X - FEB 1954)


 

Egoísmo

"Habitara a Terra, gozara-lhe os bens, colhera as bênção da vida, mas não lhe retribuíra ceitil do débito enorme. Tivera pais, cuja generosidade e sacrifícios por mim nunca avaliei; esposa e filhos que prendera, ferozmente, nas teias rijas do egoísmo destruidor. Possuíra um lar que fechei a todos os que palmilhavam o deserto da angústia." (Nosso Lar Cap.1 - FEB 1943)

" - Não ignoro o que representam as sombras do campo inferior, mas é indispensável coragem, e caminhar para diante. Ajudá-la-emos a trabalhar muito mais no bem dos outros que na satisfação de si mesma. O grande perigo, ainda e sempre, é a demora nas tentações complexas do egoísmo. " (Nosso Lar Cap.47 - FEB 1943)

" - Clamais debalde, porque desagradável vibração de egoísmo cristalizante vos caracteriza a todos. (…)" (Libertação Cap.V - FEB 1949)

" O ciúme e o egoísmo constituem portas fáceis de acesso à obsessão arrasadora do bem." (Libertação Cap.XVI - FEB 1949)

" Quando nosso culto afetivo se converte em flagelação para os que seguem ao nosso lado, não abrigamos outros sentimento que não seja aquele do desvairado apego a nós mesmos, na centralização do egoísmo aviltante. " (Entre a Terra e o Céu Cap.XXIII - FEB 1954)

" Servindo ao progresso geral, move-se a alma na glória do bem. Emparedando-se no egoísmo, arrasta-se, em desequilíbrio, sob as trevas do mal." (Nos domínios da Mediunidade Cap.13 - FEB 1955)

 

"Antonio Olímpio - concordou o dirigente da casa - vivera para si, entregue a desvairada egolatria. Não conhecera senão as suas conveniências. Conservara no mundo o dinheiro e o tempo, sem benefícios para ninguém que não fosse ele próprio. Isolara-se em prazeres perniciosas e, por isso, não trouxera ao campo espiritual a gratidão alheia funcionando em seu favor, porquanto, em matéria de apoio afetivo, dispunha somente da simpatia a nascer no quadro diminuto em que se lhe encerrava o estreito mundo familiar. Era, pois, um companheiro realmente complexo, com extremas dificuldades para ser auxiliado no retorno à experiência física." (Ação e Reação Cap.6 - FEB 1957)


 

Falsidade

" Na vida humana, conseguia ajustar numerosas máscaras ao rosto, talhando-as conforme as situações. Aliás, não poderia supor, noutro tempo, que me seriam pedidas contas de episódios simples, que costumava considerar como fatos sem maior significação." (Nosso Lar Cap.4 - FEB 1943)

" … Tendo gasto muitos anos a fingir, viciara a visão espiritual, restringira o padrão vibratório, e o resultado foi achar-se tão só na companhia das relações que cultivara irrefletidamente, pela mente e pelo coração." (Nosso Lar Cap.16 - FEB 1943)

"- No círculo carnal, seriam todos absolutamente normais; no entanto, aqui, são verdadeiros loucos. São desencarnados que, por muito tempo, se agarraram aos problemas inferiores. Reclamam providências, sem falar no ensejo de iluminação que menosprezaram, acusam os outros, sem relacionarem os próprios erros. Procurei ouvi-los para lhes dar uma idéia do nosso trabalho, no setor dos que se desequilibram mentalmente por excesso de centralização em propósitos inferiores. Não é crime interessar-se alguém pelas atividades rurais, pela recepção de uma herança, pelo bem-estar da família; mas, no fundo, o velhinho que reclama terras e escravos nunca pensou senão em tirania no campo; o cavalheiro, que aguarda a herança, deseja lesar os primos; e a senhora, que se revelou tão interessada pelo ambiente doméstico, desencarnou quando pretendia envenenar o marido, às ocultas. Conheço-lhes os processos, um a um. Acordaram de longo sono, na inconsciência, e julgam-se ainda encarnados, supondo igualmente que podem dissimular as pretensões criminosas." (Os Mensageiros Cap.21 - FEB 1944)

"… Estamos a pouca distância dos homens, nossos irmãos na carne. E sabemos que, na Crosta, a situação não é diferente. Quantos materialistas se fantasiam, por lá, de filósofos? Quantos demônios com capas de santos? Quanta má fé a fingir generosidade e boas intenções? A influência da Humanidade encarnada em nosso núcleo de serviço é vigorosa e inevitável." (Os Mensageiros Cap.29 - FEB 1944)


 

Falsidade, Simulação

" (…) Muitos se transferiram diretamente da vida física para a região nebulosa sob nossa vista, e outros muitos habitaram logo após a desencarnação, cidades de recuperação e adestramento, semelhantes à nossa; entretanto, à medida que se evidenciavam, tais quais ainda são na realidade, absolutamente sem quaisquer simulacros do muitos de que se valiam na estância terrestre para encobrirem o «eu» verdadeiro, rebelaram-se contra a luz do Mundo Espiritual que nos expõe à mostra a natureza autêntica, uns diante dos outros, e fugiram de nossas coletividades, asilando-se no vale de sombras geradas por eles mesmos. " (E a Vida Continua… Cap.13 - FEB 1968)


 

Futilidades

" Em verdade, muito amara a companheira de lutas e, sem dúvida, dispensara aos filhinhos ternuras incessantes; mas, examinando desapaixonadamente minha situação de esposo e pai, reconhecia que nada criara de sólido e útil no espírito dos meus familiares. Tarde verificava esse descuido." (Nosso Lar Cap.33 - FEB 1943)


 

Ignorância

" … Os que caem por ignorância aceitam com alegria a retificação, desde que se mantenham em padrão de boa vontade sincera.…" (Missionários da Luz Cap.17 - FEB 1945)


 

Imperfeição moral na política

" … e, em razão dessas desavenças, cometeram erros deliberados e clamorosos nos setores da política regional em que estiveram situados. Nutriram vastas sementeiras de egoísmo e discórdia, impedindo o progresso da coletividade que lhes cabia servir e alimentando a cizânia e a crueldade entre os companheiros que lhes abraçavam os pontos de vista. Muitos crimes foram postos em execução, incitados por companheiros que estimavam acalentar a discórdia incessante entre os consócios de arregimentação partidária, e, por essa razão, expiam nas linhas inferiores do sofrimento os delitos de lesa-fraternidade que praticaram contra si próprios." (Ação e Reação Cap.6 - FEB 1957)


 

Inação

" … não se limite a observar. Ao invés de albergar a curiosidade, medite no trabalho e atire-se a ele na primeira ocasião que se ofereça.… Todos querem observar, raros se dispões a realizar. Somente o trabalho digno confere ao espírito o merecimento indispensável a quaisquer direitos novos." (Nosso Lar Cap.25 - FEB 1943)

"… Ah! como é profundo o sono espiritual da maioria de nossos irmãos na carne! Isto, porém, deve preocupar-nos, mas não deve ferir-nos. A crisálida cola-se à matéria inerte, mas a borboleta alçara o vôo; a semente é quase imperceptível e, no entanto, o carvalho será um gigante. A flor morta volve à terra, mas o perfume vive no céu. Todo embrião de vida parece dormir. Não devemos esquecer estas lições." (Nosso Lar Cap.29 - FEB 1943)


 

Indignação

" - Efetivamente, não poderíamos completar os nossos apontamentos, sem analisar a indignação como estado dalma, por vezes necessário. Naturalmente é imprescindível fugir aos excessos. Contrariar-se alguém a propósito de bagatelas e a todos os instantes do dia será baratear os dons da vida, desperdiçando-os, de modo inconseqüente, sem o mínimo proveito para si mesmo ou para os outros. Imaginemos a indignação por subida de tensão na usina de nossos recursos orgânicos, criando efeitos especiais à eficiência de nossas tarefas. Nos casos de exceção, em que semelhante diferença de potencial ocorre em nossa vida íntima, não podemos esquecer o controle da inflexão vocal. (…)" (Entre a Terra e o Céu Cap.XXII - FEB 1954)

 


 

Indolência

" Todavia, quando não nos devotamos ao trabalho, enquanto nos demoramos na vestimenta terrestre, mais difícil se faz para nós a superação dos obstáculos mentais, porque a indolência trazida do mundo é tóxico cristalizante de nossas idéias, fixando-as, por vezes, durante tempo indefinível. (…)" (Entre a Terra e o Céu Cap.XII - FEB 1954)


 

Inimizade

" O inimigo nem sempre é uma consciência agindo deliberadamente no mal. Na maioria das vezes, atende à incompreensão quanto qualquer de nós; procede em determinada linha de pensamento, porque se acredita em roteiro infalível aos próprios olhos, nos lances do trabalho a que se empenhou nos círculos da vida; enfrenta, qual ocorre a nós mesmos, problemas de visão que só o tempo, aliado ao esforço pessoal na execução do bem, conseguirá decidir." (Libertação Cap.XIX - FEB 1949)

" A pobre senhora suspirou reconfortada e aduziu:
     - Sem, dúvida alguma, Odila deve ser o nosso gênio protetor… É muita alegria nesta manhã para que a nossa ventura seja simples sonho ou mera coincidência!
     Aquele testemunho de gratidão, partido com a melhor espontaneidade de mulher considerada, até então, por inimiga, tocou as recônditas fibras da primeira esposa de Amaro que, incapaz de suportar a emoção, começou a chorar entre o reconhecimento e o regozijo." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXV - FEB 1954)

" Empenhada em combater aquela que considera inimiga, imanta-se a ela, através do veículo perispirítico, na região cerebral, dominando a complicada rede de estímulos nervosos e influenciando os centros metabólicos, com o que lhe altera profundamente a paisagem orgânica." (Entre a Terra e o Céu Cap.III - FEB 1954)

" - Mãezinha, a senhora nos ensinou que conservar um inimigo em nosso caminho é o mesmo que manter uma ferida perigosa em nosso corpo.
     - A definição foi bem lembrada - falou a viúva com espontaneidade encantadora -; sem a compreensão fraterna que nos garante o culto da gentileza, sem o perdão que olvida todo mal, a existência na Terra seria uma aventura intolerável. Além disso, quando Jesus nos ditou a lição que recordamos hoje, indubitavelmente considerava que a razão nunca vive inteira ao nosso lado. Se fomos ofendidos, em verdade também ofendemos por nossa vez. Precisamos desculpar os outros para que os outros nos desculpem. Quando abraçamos o ideal do bem, compete-nos tentar, por todos os meios ao nosso alcance, a justa conciliação com todos os que se encontrem conosco em desarmonia. prestando-lhes serviço para que renovem a conceituação a nosso respeito. (…)
     Se temos a infelicidade de possuir inimigos, cuja presença nos perturba, é importante recorrer à prece, rogando a Deus nos conceda forças para que o desequilíbrio desapareça, porque então um caminho de reajuste surgirá para nossa alma. Todos necessitamos da alheia tolerância em determinados aspectos de nossa vida." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXI - FEB 1954)

Inimigos

" - Abstenhamo-nos de julgar. consoante a lição do Mestre que hoje abraçamos, o amor deve ser nossa única atitude para com os adversários. A vingança, Anésia, é a alma da magia negra. Mal por mal significa o eclipse absoluto da razão. E, sob o império da sombra, que poderemos aguardar senão cegueira e a morte?" (Nos domínios da Mediunidade Cap.20 - FEB 1955)

 

Injustiça

" (…) Assisti, por isto, com indescritível terror, aos detestáveis acontecimentos. Humilhado, na minha condição de homem invisível para os encarnados, visitei chefias e repartições, autoridades e guardas, tentando encontrar alguém que me auxiliasse a salvar Jorge, inocente. Identifiquei o verdadeiro criminoso que, ainda agora, desfruta posição social invejável e tudo fiz, sem resultado, por clarear o processo oprobrioso. Meu filho sofreu todo o gênero de atrocidades morais e físicas, castigado por um delito que não cometeu. Desanimado, por minha vez, de algo recolher de útil, junto aos carrascos policiais que chegaram a improvisar fantásticas confissões da vítima, procurei o juiz da causa, na esperança de interferir beneficamente. O magistrado, porém, longe de aceitar-me a inspiração, que o convidava à justiça e à piedade, preferiu ouvir pareceres de amigos influentes na política dominante, que vivamente se interessavam pela indébita condenação, na ânsia de exculpar o verdadeiro criminoso. (…)
     (…) Jorge recebeu dolorosa pena (…) Irene, minha nora, conturbada pela necessidade e pelo infortúnio, esqueceu as obrigações de mãe, suicidando-se (…) minha esposa desencarnou num catre de indigência (…) Minha neta, hoje menina e moça, mas ameaçada por incerto porvir, atende a serviço doméstico, aqui mesmo nesta casa (…)
     O juiz, que aqui preside à assembléia familiar, recebendo-me em sonho as promessas de vingança, buscou colocá-la junto aos próprios parentes (…)
   
  (…) Meu desventurado Jorge, sob a pressão mental de Irene dilacerada, e de Iracema, oprimida, não resistiu e perturbou-se. Enlouquecendo no cárcere, foi transferido da cela úmida para misérrimo hospício, onde mais se assemelha a um animal encurralado. (…) ." (Libertação Cap.X - FEB 1949)

 

 

Julgamentos

"O juiz, por sua vez, não parecia respeitar o menor resquício de misericórdia. Mostrava-se interessado em criar ambiente negativo a qualquer espécie de soerguimento moral, estabelecendo nos ouvintes angustioso temor.
     Prolongando-se o intervalo, enderecei com o olhar silenciosa interrogação ao nosso orientador, que me falou quase em segredo:
     - O julgador conhece à saciedade as leis magnéticas, nas esferas inferiores, e procura hipnotizar as vítimas em sentido destrutivo, não obstante usar, como vemos, a verdade contundente." (Libertação Cap.V - FEB 1949)


 

Lamentação

" Estaremos a seu lado para resolver dificuldades presentes e estruturar projetos de futuro, mas não dispomos do tempo para voltar a zonas estéreis de lamentação." (Nosso Lar Cap.6 - FEB 1943)

" … Quantas vezes ouvira conselhos salutares de Clarêncio, observações fraternais de Lísias, para renunciar às lamentações; mas, ao carinho maternal, como que se reabriam velhas feridas. Do pranto de alegria passei às lágrimas de angústia, relembrando exacerbadamente os trâmites terrestres. Não conseguia atinar que a visita não era para satisfação dos meus caprichos, e sim preciosa benção de acréscimo da misericórdia divina." (Nosso Lar Cap.15 - FEB 1943)

" Na Terra temos sempre a ilusão de que não há dor maior que a nossa. Pura cegueira: há milhões de criaturas afrontando situações verdadeiramente cruéis, comparadas às nossas experiências." (Nosso Lar Cap.19 - FEB 1943)


 

Lastimação

"(…) que lhe relevássemos qualquer desabafo inconveniente, quando nos demorássemos a sós. Sempre chegava o momento em que ele, por mais aplicado ao burilamento íntimo, sentia que as excitações, longamente acumuladas, lhe pesavam no espírito, qual nuvem de gases comburentes. Desinibia-se ou dementava-se, ao modo de alguém que carregasse bombas estourando no próprio peito." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.VII - FEB 1963)


 

Mágoa

" - Ora, Segismundo, porque envenenar o coração? porque não desculpa você, por sua vez?! Não complique a própria situação, abrigando injustificável desânimo. … não perca a bendita ocasião de tolerar alguma coisa desagradável ao seu sentimento, a fim de reparar o passado e atender às necessidades do presente. …." (Missionários da Luz Cap.13 - FEB 1945)

" A mágoa é-lhe inquietante ferida mental. Enquanto se distrai nas tarefas comuns, alheia-se, de alguma sorte, ao tormento oculto que transporta consigo, mas, em se vendo espiritualmente a sós, dá curso ao ódio coagulado, desde muito, no coração." (Entre a Terra e o Céu Cap.XVI - FEB 1954)


 

Maldade

"Para nós, atualmente, meu amigo, o mal é simples resultado da ignorância e nada mais." (Os Mensageiros Cap.4 - FEB 1944)

 

" - Sendo a liberdade interior apanágio de todos os filhos da Criação, não seria possível organizar precipitados serviços de socorro para todos os que caem nos precipícios dos sofrimentos, por ação propositada, com plena consciência de suas atitudes. Em tais casos, a dor funciona como medida de auxílio nas corrigendas indispensáveis. Mas … e os maus que parecem felizes na própria maldade- perguntará você, naturalmente. Esses são aqueles sofredores perversos e endurecidos de todos os tempos, que, apesar de reconhecerem a decadência espiritual de si mesmos, criam perigosa crosta de insensibilidade em torno do coração. Desesperados e desiludidos, abrigando venenosa revolta, atiram-se à onda torva do crime, até que um novo raio de luz lhes desabroche no céu da consciência." (Missionários da Luz Cap.11 - FEB 1945)

" Os homens encarnados, de maneira geral, permanecem cercados pelas escuras e degradantes irradiações de entidades imperfeitas e indecisas, quanto eles próprios, criaturas que lhes são invisíveis ao olhar, mas que lhes partilham a residência.
     Em razão disso, o Planeta, por enquanto, ainda não passa de vasto crivo de aprimoramento, ao qual somente os indivíduos excepcionalmente aperfeiçoados pelo próprio esforço conseguem escapar, na direção das esferas sublimes." (Libertação Cap.I - FEB 1949)

" (…) Já fiz tudo quanto se achava ao alcance de nossas possibilidades, porém sou parte integrante de uma falange de seres malvados e o mal não salva, nem melhora ninguém." (Libertação Cap.XIV - FEB 1949)

" - Estejamos convictos, porém, de que o mal é sempre um círculo fechado sobre si mesmo, guardando temporariamente aqueles que o criaram, qual se fora um quisto de curta ou longa duração, a dissolver-se, por fim, no bem infinito, à medida que se reeducam as Inteligências que a ele se aglutinam e afeiçoam." (Entre a Terra e o Céu Cap.I - FEB 1954)

"A segunda esposa de Amaro, porém, sofre o resultado das infelizes deliberações que albergou no espírito. Padece o retorno das vibrações envenenadas que arremessou na direção do menino." (Entre a Terra e o Céu Cap.IV - FEB 1954)


 

O mal

"… E o mal será sempre representado por aquela triste vocação do bem unicamente para nós mesmos, a expressar-se no egoísmo e na vaidade, na insensatez e no orgulho que nos assinalam a permanência nas linhas inferiores do espírito." (Ação e Reação Cap.7 - FEB 1957)


 

Medo

" … Talvez estranhe, como acontece a muita gente, a elevada percentagem de existências humanas estranguladas simplesmente pelas vibrações destrutivas do terror, que é tão contagioso como qualquer moléstia de perigosa propagação. Classificamos o medo como dos piores inimigos da criatura, por alojar-se na cidadela da alma, atacando as forças mais profundas. (Nosso Lar Cap.14 - FEB 1943)

 


 

Muitos chamados, poucos escolhidos

" - As religiões, no planeta, convocam as criaturas ao banquete celestial. Em sã consciência, ninguém que se tenha aproximado, um dia, da noção de Deus, pode alegar ignorância nessa particular. Incontável é o número dos chamados, meu amigo; mas, onde os que atendem ao chamado? Com raras exceções, a massa humana prefere aceder a outro gênero de convites. Gasta-se a possibilidade nos desvios do bem, agrava-se o capricho de cada um, elimina-se o corpo físico a golpes de irreflexão. Resultado: milhares de criaturas retiram-se diariamente da esfera da carne em doloroso estado de incompreensão. Multidões sem conto erram em todas as direções no s círculos imediatos à crosta planetária, constituídas de loucos, doentes e ignorantes." (Nosso Lar Cap.5 - FEB 1943)


 

Ódio

"… Como não ignora, o ódio recíproco opera igualmente vigorosa imantação e a entidade, fora da carne, passou a vingar-se dele, todos os dias, matando-o devagarinho, através de ataques sistemáticos pelo pensamento." (Missionários da Luz Cap.12 - FEB 1945)

" Reparamos que as mãos de Mário expeliam escura substância, mas Clarêncio, pousando a destra sobre o pequenino, mantinha-o isolado de semelhantes forças.
     Ante o assombro com que observávamos a exteriorização daquele visco enegrecido, nosso instrutor elucidou de boa vontade:
     - São fluidos deletérios do ódio com que Silva, inconscientemente, procura envolver a infeliz criança, contudo, as nossas defesas estão funcionando." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXII - FEB 1954)

" - E aqueles jatos de pensamento escuro que partiram do enfermeiro, como que envenenando o nosso doentinho?
    - Se não estivéssemos junto dele - disse o Ministro -, teriam efetivamente abreviado a morte da criança e, ainda assim, A Lei ter-se-ia cumprido; entretanto, aqueles pensamentos escuros de Mário voltaram para ele mesmo. Emitiu-os, com o evidente propósito de matar e, em razão disso, experimenta o remorso de um autêntico assassino." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)


 

Orgulho

" … Os que se precipitam no desequilíbrio, porém, atendendo à sugestão do orgulho, experimentam grande dificuldade para ambientar a corrigenda em si mesmos. Precisam edificar maior patrimônio de humildade, antes de levarem a efeito a restauração imprescindível." (Missionários da Luz Cap.17 - FEB 1945)

" - Não, Mário! Em ocasiões dessas, não é a coragem que nos falha e sim a humildade. Nosso orgulho neste mundo, apesar de inconseqüente e vão, é por demais envolvente e excessivo. Não sabemos liberar a personalidade segregada no visco de nosso exagerado amor próprio. Em suma, aprisionamos o coração na escura fortaleza da vaidade e não sabemos ceder…" (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXV - FEB 1954)


 

Paixão

" - A paixão cega sempre. Nossa vida mental é a nossa vida verdadeira e, por isso, quando a paixão nos ocupa a fortaleza íntima, nada vemos e nada registramos senão a própria perturbação." (Entre a Terra e o Céu Cap.XVI - FEB 1954)

" (…) a paixão juvenil se convertera em psicose grave; que a pobre menina se deixara arrastar pelo desvario afetivo, a ponto de cair no pior tipo de possessão, aquele no qual a vítima adere ao desequilíbrio em que se consome." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.XI - FEB 1963)

Paixões, Vícios

" (…) Aí, na penumbra criada pela força mental que lhes é própria, com o objetivo de se esconderem, dão pasto, em maior ou menor grau, às manifestações da paranóia a que todos se afeiçoam, entregando-se igualmente, em muitos casos, a lastimáveis paixões que procuram debalde saciar, até as raias da loucura." (E a Vida Continua… Cap.13 - FEB 1968)


 

Revolta

" … Lá poderá existir muita gente que ainda chora; mas em nosso meio há muita gente que se revolta. É mais fácil remediar o que geme, que atender ao revoltado. Nas câmaras a que se refere, vocês retificam erros que já apareceram, dores que já se manifestaram; mas aqui, meu amigo, somos compelidos a lutar com irmãos ignorantes e perversos, que se sentem absolutamente certos nas fantasias perigosas que esposaram, e vemo-nos obrigados a atender a doentes que não acreditam na própria enfermidade." (Os Mensageiros Cap.29 - FEB 1944)


 

Saber ouvir

" É tão importante saber falar como saber ouvir. "Nosso Lar" vivia em perturbações porque, não sabendo ouvir, não podia auxiliar com êxito e a colônia transformava-se, freqüentemente, em campo de confusão." (Nosso Lar Cap.23 - FEB 1943)


 

Sovinice

" Luís, cujo espírito se afinava com os antigos sentimentos paternos, apegando-se aos lucros materiais exagerados sofria tremenda obsessão no próprio lar. Sob teimosa vigilância dos tios desencarnados, que lhe acalentavam a mesquinhez, detinha larga fortuna, sem aplicá-la em coisa alguma. Enamorara-se do ouro com extremada volúpia. Submetia a esposa e dois filhinhos, às mais duras necessidades, receosos de perder os haveres que tudo fazia por defender e multiplicar. Clarindo e Leonel, não satisfeitos com lhe seviciarem a mente, conduziam para a fazenda usurários e tiranos rurais desencarnados, cujos pensamentos ainda se enrodilhavam na riqueza terrestre, para lhe agravarem a sovinice. … Adquirira o doentio temor de todas as situações em que pudessem surgir despesas inesperadas. Possuía grandes somas em estabelecimentos bancários que a própria companheira desconhecia, tanto quanto mantinha em custódia no lar enormes bens. Fugia deliberadamente à convivência afetiva, relaxara a própria apresentação individual e encravara-se em deplorável misantropia, obcecado pelo pesadelo do ouro que lhe consumia a existência." (Ação e Reação Cap.8 - FEB 1957)


 

Tédio

" - Há mais de dez anos procuro dissuadi-lo do mau caminho, influenciando-o de maneira indireta. Por mais de uma vez, já o conduzi a situações de esclarecimento e iluminação, sem resultado, como é de seu conhecimento. Agora, porém, observo-lhe as disposições algo modificadas. Não sente o mesmo entusiasmo, ao receber as sugestões malignas dos infelizes companheiros de revolta e desesperação. Sente inexprimível tédio na posição de desequilíbrio e, vezes diversas, tenho tido a satisfação de conduzi-lo à prece solitária, embora sem conseguir furtá-lo ao fundo de rebeldia." (Missionários da Luz Cap.17 - FEB 1945)


 

Traição

" Ildeu, o chefe da casa, homem que mal atingira a madureza física, pouco além dos trinta e cinco de idade, encontrara em Marcela a esposa abnegada e mãe de seus três filhinhos, Roberto, Sônia e Márcia; entretanto, seduzido pelos encantos da jovem Mara, moça leviana e inconseqüente, tudo fazia para que a esposa o abandonasse.
    Marcela, porém, educada na escola do Dever, dedicava-se ao lar e tudo fazia para não deixar perceber a própria dor.
    Pelos gestos rudes e pela deplorável conduta em casa, não desconhecia a modificação do pai de seus filhos, e, recebendo cartas insultuosas da rival, que lhe disputava o companheiro, sabia chorar em silêncio, (…)
    (…) De alma aturdida pela influência de homicidas desencarnados que lhe haviam percebido os pensamentos expressos, intentaria Ildeu aniquilar a companheira naquela mesma noite.(…)
    (…) Oh! se as criaturas encarnadas tivessem consciência de como se lhes exteriorizam as idéias…" (Ação e Reação Cap.14 - FEB 1957)


 

Vaidade

"- André, a excessiva contemplação dos resultados pode prejudicar o trabalhador. Em ocasiões como esta, a vaidade costuma acordar dentro de nós, fazendo-nos esquecer o Senhor. Não olvides que todo o bem procede dEle, que é a luz de nossos corações. Somos seus instrumentos nas tarefas de amor. O servo fiel não é aquele que se inquieta pelos resultados, nem o que permanece enlevado na contemplação deles, mas justamente o que cumpre a vontade divina do Senhor e passa adiante". (Os Mensageiros Cap.44 - FEB 1944)

 

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Racismo

" - Dedicando-se de alma e corpo à sua renovação com o Cristo, nosso amigo recolheu como filhos adotivos os dois cúmplices do parricídio tremendo, os antigos capatazes Antonio e Lucídio, que, abusando de humildes donzelas escravizadas, de quem furtavam os filhinhos para exterminar ou vender, não encontraram senão o alcoice por berço, vindo para o círculo afetivo do companheiro de outro tempo, no sangue africano que tanto enxovalharam, de modo a lhe receberem o amparo moral à reforma precisa.(…)
      (…) - … se houvesse desertado da luta pela irreflexão da companheira ou se tivesse cerrado a porta do coração a dois meninos infelizes, teria adiado para futuros séculos o nobre trabalho que está fazendo agora…
       … Dispúnhamo-nos a formular novas indagações, mas Correia despedira-se da mãezinha e viera ocupar um leito modesto, não longe das crianças." (Ação e Reação Cap.16 - FEB 1957) 

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