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Calúnia, conduta, leviana, divórcio, divorcio, sedução, traição, responsabilidade, liberdade, libertinagem

Sobre a leviandade de conduta

 

     Da esposa e mãe

     Do religioso

    Calúnias

    Sedução

    Traição

 

 


 

Missionários da Luz

" ... Nossa irmã afunda-se, cada vez mais, nos desequilíbrios destruidores. Unindo-se voluntariamente - e indicou as entidades viciosas que a cercavam - a estes adversários infelizes, entrega-se, agora, a prazeres e abusos de toda sorte. Seus desvios sexuais, nos últimos dias, têm sido lastimáveis, e enorme é a quantidade de alcoólicos, aparentemente inofensivos, de que tem feito consumo sistemático. ..." (Missionários da Luz Cap.15 - FEB 1945)

 

No Mundo Maior

" ... Que fazes da mocidade? uma simples aventura dos sentidos? não interpretas a experiência humana como estrada preparatória da eternidade? que juízo fazes da vida e dos seus sublimes dons? Não partilhes o ingrato labor dos nossos irmãos menos esclarecidos, que pretendem converter a mulher numa cobaia infeliz para o jogo dos sentidos. Dignifica a tua existência de homem, honrando o sacerdócio feminino. Renasceste na Terra, guardado por seu devotamento crescente sob os cuidados maternos, e encontrarás, ainda, na mulher, o vaso dileto para os teus sonhos de paternidade criadora.... Desperta para os teus compromissos de natureza superior. Não vieste ao mundo simplesmente para gozar. A existência terrestre, meu amigo, é abençoado colégio de iluminação renovadora. Que motivos te impelem a um condenável procedimento? És bom e útil, inteligente e nobre. Porque te furtas à responsabilidade santificante? " (No Mundo Maior Cap.6 - FEB 1947)

" Adotada a conduta em desacordo com a realidade, encontra o espírito, invariavelmente, em todos os círculos onde se veja, os efeitos da própria ação. Seja nos mecanismos da hereditariedade fisiológica, seja fora de sua influência, a mente, encarnada ou não, revela-se na colheita do que haja semeado, no campo de evolução do esforço comum, no mente da elevação pela prática do sumo bem, ou no vale expiatório pelo exercício do mal.." (No Mundo Maior Cap.16 - FEB 1947)

" - Meu amigo, que vemos? Criaturas alegres cercadas de seres tão inconscientes e perversos? pois será crime dançar? Buscar alegria constituirá falta grave?
O orientador escutou pacientemente as indagações ingênuas que me escapavam dos lábios, ditadas pelo espanto que me assomara repentinamente, e esclarece:
_ Que perguntas, André! O ato de dançar pode ser tão santificado como o ato de orar, pois a alegria legítima é sublime herança de Deus. Aqui, porém, o quadro é diverso. O bailado e o prazer nesta casa significam declarado retorno aos estados primitivos do ser, com iniludíveis agravantes de viciação dos sentidos. Observamos, neste recinto, homens e mulheres dotados de alto raciocínio, mas assumindo atitudes de que muitos símios talvez se pejassem. Todavia, esteja longe de nós qualquer recriminação: lastimemo-los simplesmente. São trânsfugas sociais, e, na maioria, rebeldes à disciplina instituída pelos Desígnios Superiores para os seus trilhos terrestres. Muitos deles são profundamente infelizes, precisando de nossa ajuda e compaixão...." (No Mundo Maior Cap.14 - FEB 1947)

Libertação

" - A condenação transparece de vós mesmo. Caluniastes vosso próprio corpo, inventando para ele impedimentos e enfermidades que só existiam em vossa imaginação, interessada na fuga ao trabalho benéfico e salvador. Debitastes aos órgãos robustos deficiências e moléstias deploráveis, tão somente no propósito de conquistardes repouso prematuro. Conseguistes quanto pretendíeis. Empenhastes amigos, subornastes consciências delituosas e obtivestes o descanso remunerado, durante quarenta anos de experiência terrestre em que outra ação não desenvolvestes senão dormir e conversar sem proveito. Agora, é razoável que o vosso círculo vital se identifique ao de quantos se mergulharam no pântano da calúnia criminosa." (Libertação Cap.V - FEB 1949)

" - Fui homem de letras, mas nunca me interessei pelo lado sério da vida. Cultivava o chiste malicioso e com ele o gosto da volúpia, estendendo minhas criações à mocidade de meus dias. Não consegui posição de evidência, nos galardins da fama; entretanto, mais que eu poderia imaginar, impressionei, destrutivamente, muitas mentalidades juvenis, arrastando-as a perigosos pensamentos. Depois do meu decesso, sou incessantemente procurado pelas vítimas de minhas insinuações sutis, que me não deixam em paz, e, enquanto isto ocorre, outras entidades me buscam, formulando ordens e propostas referentes a ações indignas que não posso aceitar." (Libertação Cap.XVII - FEB 1949)

Entre a Terra e o Céu

" (...) Os que se associam na leviandade, à frente da Lei, acabam esposando enormes compromissos para o reajustamento necessário. Ninguém confunde os princípios que regem a existência." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXXIV - FEB 1954)

Nos Domínios da Mediunidade

" (...) Em plena via pública, imanta-se aos indesejáveis companheiros desencarnados com os quais se afina... entidades turbulentas, hipnotizadas pelo vício, com as quais você se arrasta ao prazer... " (Nos domínios da Mediunidade Cap.7 - FEB 1955)

Ação e Reação

" ... Na perseguição ao prazer dos sentidos, costumamos armar as piores ciladas aos corações incautos que nos ouvem... contudo, fugindo à palavra empenhada ou faltando aos compromissos e votos que assumimos, não nos precatamos quanto à lei de correspondência, que nos devolve, inteiro, o mal que praticamos e em cuja intimidade as bênçãos do conhecimento superior nos agravam as agonias, de vez que, no esplendor da luz espiritual, não nos perdoamos pelas nódoas e chagas que trazemos na alma. Isso, para não falar dos crimes passionais, perpetrados na sociedade humana, todos os dias, pelos abusos das faculdades sexuais, destinadas a criar a família, a educação, a beneficência, a arte e a beleza entre os homens. Esses abusos são responsáveis não apenas por largos tormentos nas regiões infernais, mas também por muitas moléstias e monstruosidades que ensombram a vida terrestre, porquanto os delinqüentes do sexo, que operaram o homicídio, o infanticídio, a loucura, o suicídio, a falência e o esmagamento dos outros, voltam à carne, sob o impacto das vibrações desequilibrantes que puseram em ação contra si próprios, e são, muitas vezes, as vítimas da mutilação congênita, da alienação mental, da paralisia, da senilidade precoce, da obsessão enquistada, do câncer infantil, das enfermidades nervosas de variada espécie, dos processos patogênicos inabordáveis e de todo um cortejo de males, decorrentes do trauma perispirítico que, provocando desajustes nos tecidos sutis da alma, exige longos e complicados serviços de reparação a se exteriorizarem com o nome de inquietação, angústia, doença, provação, desventura, idiotia, sofrimento e miséria...." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)

Sexo e Destino

" (...) Indignado, fui surpreendê-lo numa furna penumbrosa, em plena madrugada, junto da menina que você acaba de conhecer. Os dois unidos, qual marido e mulher. Champanha correndo e música lasciva. Entidades perturbadoras e perturbadas, jungidas ao corpo dos bailarinos, enquanto outras iam e vinham, a se inclinarem sobre taças, cujo conteúdo lábios entediados não haviam conseguido sorver totalmente. Em recanto multicolorido, onde algumas jovens exibiam formas seminuas em coleios esquisitos, vampiros articulavam trejeitos, completando, em sentido menos digno, os quadros que o mau-gosto humano pretendia apresentar, em nome da arte. Tudo rasteiro, impróprio, inconveniente..." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.III - FEB 1963)

" (...) Comprometida com Torres, pai, presumia enxergar no filho os atributos de juvenilidade que lhe faltavam... Capricho ou afeição, apaixonara-se pelo rapaz, cortejara-o abertamente. Enlaçara-o com os dotes de inteligência, até acender-lhe na alma entusiasta o anseio de compartilhar-lhe sonhos e emoções. Convidara-o a entretenimentos, agarrara-lhe o coração. Instalara nele a necessidade dela, tornara-o dependente, escravo. Manobrava-o, inteiramente, o que a irmã, inexperiente e sincera, não se animara a fazer (...) Examinando escrupulosamente as atitudes que assumira, verificava, espantada, que lesara a si mesma. O remorso figurou-se-lhe trado invisível a verrumar-lhe o crânio. (...)" (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.IV - FEB 1963)

" Há planos prefixados e ocasiões previstas com relativa exatidão para o deperecimento do veículo físico; no entanto, os interessados costumam alterá-los, seja melhorando ou piorando a própria situação. Tempo é comparável a crédito que um estabelecimento bancário empresta ou retira, segundo as atitudes e diretrizes do devedor. Não podemos, assim, olvidar que a consciência é livre para pensar e agir, tanto nas áreas físicas quanto nas espirituais, mesmo quando jungida às conseqüências do passado culposo.
E, sorrindo, rematou:
- Qualquer dia é dia de criar destino ou reconstituir destino, de vez que todos somos consciências responsáveis." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.IX - FEB 1963)

E a vida continua...

" - Sim, ao rever-me a sós com ele, sem ninguém a observar-nos, como que me detive nas lembranças do passado, quando supunha haver achado nele o homem de minha preferência. Senti-me transportada à juventude, e então...
- E então - o mentor benevolente completou a frase reticenciosa - as suas próprias vibrações lhe encorajaram a agressividade afetiva.
- Entretanto, recordei, às súbitas, os meus compromissos conjugais e contive-me.
- Fez muito bem - contrapesou Ribas -, ainda assim, o seu coração falou sem palavras, provocando novas seqüências do desajuste emocional de que Mancini foi vítima, na experiência terrestre, em grande parte motivado por suas promessas não cumpridas. (...) no campo dos impulsos inferiores, carregados ainda o imenso fardo de desejos deprimentes, que se constituem de vigorosos apelos à retaguarda." (E a Vida Continua... Cap.14 - FEB 1968)

 


 

Calúnias

" ... Via-se-lhe, perfeitamente, o corpo perispirítico unido à forma física, embora parcialmente desligados entre si. ao seu lado, permanecia uma entidade singular, trajando vestes absolutamente negras. Notei que o companheiro adormecido permanecia sob impressões de doloroso pavor. Gritos agudos escapavam-lhe da garganta. Sufocava-se, angustiadamente, enquanto a entidade escura fazia gestos que eu não conseguia compreender.
Sertório acercou-se de mim e observou:
- Vieira está sofrendo um pesadelo cruel.
E indicando a entidade estranha:
- Creio que ele terá atraído até aqui o visitante que o espanta.
Com efeito, muito delicadamente, o meu interlocutor começou a dialogar com a entidade de luto:
- O amigo é parente do companheiro que dorme?
- Não, não. Somos conhecidos velhos. - e, muito impaciente, acentuou - Hoje à noite, Vieira me chamou com as suas reiteradas lembranças e acusou-0me de faltas que não cometi, conversando levianamente com a família. Isso, como é natural, desgostou-me.... Em razão da surpresa, deliberei esperá-lo nos momentos de sono, a fim de prestar-lhe os necessários esclarecimentos. ... Entretanto, desde o momento em que me pus a explicar-lhe a situação do passado, informando-o quanto aos verdadeiros móveis de minhas iniciativas e resoluções na vida carnal, para que não prossiga caluniando-me o nome, embora sem intenção, Vieira fez este rosto de pavor que estão vendo e parece não desejar ouvir as minhas verdades.(...)
(...) - Graças a Deus, acordei! que pesadelo terrível!... Será crível que eu tenha lutado com o fantasma do velho Barbosa? Não, não posso acreditar!...." (Missionários da Luz Cap.8 - FEB 1945)


 

Da esposa e mãe

"Nossa desventurada irmã permanece sob alta desordem emocional. Completamente louca. Viveu trinta e poucos anos na carne, absolutamente distraída dos problemas espirituais que nos dizem respeito...
Chamada ao testemunho edificante da abelha operosa, na colméia do lar, preferiu a posição da borboleta volúvel, sequiosa de novidades efêmeras...
Jungida aos despojos por conveniência dela própria, tem primado aqui pela inconformação...
Se desatássemos a alguma benéfica, ela regressaria intempestiva, à residência abandonada, como possessa de revolta, a destruir o que encontrasse. Não tem direito, como mãe infiel ao dever, de flagelar com a sua paixão desvairada o corpinho tenro do filho pequenino e, como esposa desatenta às obrigações, não pode perturbar o serviço de recomposição psíquica do companheiro honesto que lhe ofereceu no mundo o que possuía de melhor. É da lei natural que o lavrador colha de conformidade com a semeadura. " (Obreiros da Vida Eterna Cap.XVI - FEB 1946)


 

Do religioso

"- Compete-me, agora, alguns esclarecimentos. Neste instante, deve esperar-nos, na orla do abismo, o irmão a que aludi, devotado amigo para mim, noutro tempo, e pelo qual devo trabalhar, na atualidade, através de todos os recursos legítimos, ao meu alcance. Infelizmente, o pobrezinho mantém-se em padrão vibratório dos mais inferiores. Creio precisas estas explicações preliminares, facilitando-lhes a obsequiosa colaboração desta noite. Muitas vezes, a surpresa dolorosa compele-nos à solução de continuidade no serviço a fazer. Daí minha preocupação justa em prestar-lhes os informes devidos. Trata-se do padre Domênico, entidade a quem muito devo. Foi ele clérigo menos feliz, incapaz de manter-se fiel ao Senhor até ao fim de seus dias. Iniciou-se nas lutas humanas, tocado de sublimes esperanças, na primeira mocidade; entretanto, porque os desígnios do Pai eram diversos dos caprichos que alimentava no coração de homem apaixonado e voluntarioso, em breve caía em despenhadeiros que lhe valem os amargosos padecimentos, depois do túmulo. Aproveitou-se das casas consagradas à fé viva para concretizar propósitos menos dignos, conspurcando a paz de corações sensíveis e amorosos. Recebeu todas as advertências e avisos salutares tendentes e modificar-lhe a conduta criminosa e desvairada. Todavia, internou-se fundamente no lamaçal escuro dos erros voluntários, desprezando toda espécie de assistência salvadora. Colaborei durante anos consecutivos nos serviços de orientação que lhe eram ministrados, mas, pela expressão intensa de fragilidade humana que ainda conservava em minha alma, abandonei-o, também, à própria sorte, absorvida por sentimentos de horror. Minha deliberação estabeleceu comprida pausa de tempo em nossas relações diretas. Mais de quarenta anos rolaram, entre nós. De tempos a esta parte, porém, seus sofrimentos acentuaram-se de maneira terrível, obrigando-me a mobilizar minhas humildes possibilidades em seu favor. Desencarnado, desde muito, voltou da Crosta em angustiosas circunstâncias. Ocasionou desastres morais de reparação difícil. E ainda permanece insensível às nossas exortações de amor e paz, conservando-se em posição psíquica negativa." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VI - FEB 1946)


 

Sedução

" ... Completamente cega e surda aos avisos de sua consciência, começou a envolver o noivo da irmã em larga teia de seduções e, atraindo para o seu escuso objetivo o apoio de entidades caprichosas e enfermiças, por intermédio de doentios desejos, passou a hipnotizar o moço, espontaneamente, com o auxílio dos vampiros desencarnados, cuja companhia aliciara sem perceber... E Jorge, inconscientemente dominado, transferiu-se do amor por Zilda à simpatia por Marina, observando que a nova afetividade lhe crescia assustadoramente no íntimo, sem que ele mesmo pudesse controlar-lhe a expansão(...)
(...) Examinado o assunto, carinhosamente, pelo Ministro Sânzio, que conhecemos pessoalmente, determinou ele que Marina fosse considerada devedora em conta agravada por ela mesma. E, logo após a decisão, providenciou a fim de que Zilda fosse recambiada ao lar para receber aí os cuidados merecidos. Marina falhara na prova de renúncia em favor da irmã que lhe era credora generosa, mas condenara-se ao sacrifício pela mesma irmãzinha, agora imposta pelo aresto da Lei ao seu convívio, na situação de filha terrivelmente sofredora e imensamente amada...." (Ação e Reação Cap.12 - FEB 1957)


 

Traição

" E, em desencarnando com o remorso da traição praticada, quanto mais luz se lhe faça no entendimento mais agudo lhe será o pesar de haver cometido a falta. Trabalhará, naturalmente, para levantá-la do abismo a que ela se arrojou por segui-lo, confiante, e reconduzi-la-á à reencarnação, em cujos liames se demorará, aceitando-a por esposa ou filha, de modo a entregar-lhe o puro amor prometido, sofrendo para regenerar-lhe a mente em desequilíbrio e resgatando a sua consciência entenebrecida pela culpa.
Da mesma forma- aduziu Hilário -, notamos na sociedade terrestre homens arruinados por mulheres desleais que os precipitaram na criminalidade e no vício...
- O processo da reparação é absolutamente o mesmo. A mulher que lançou o companheiro nas sombras do mal, em despertando à luz do bem, não descansará, enquanto não o reerguer para a dignidade moral, diante das Leis de Deus. Quantas mães vemos no mundo, engrandecidas pela dificuldade e pela renúncia, morrendo cada dia, entre a aflição e o sacrifício, para cuidar de filhos monstruosos que lhes torturam a alma e a carne? Em muitos desses quadros terríveis e emocionantes, oculta-se, divino, o labor da regeneração que só o tempo e a dor conseguem realizar." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)


 


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