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Trabalho

 


Amor ao trabalho

Auxílio ao trabalhador

Bônus-hora

Desvios por falta de amor ao trabalho

Evangelho e Trabalho

Funcionários e colaboradores

Idolatria

Medicina

O bom trabalhador

O trabalhador de auxílio magnético

O trabalhador de boa-vontade

O diploma

Para bem caminhar

Responsabilidade

Servir e seguir

Trabalhadores de Boa-Vontade

Trabalho e Evolução

 


 

Nosso Lar

" - "Nosso Lar" não é estância de espíritos propriamente vitoriosos, se conferirmos ao termo sua razoável acepção. Somos felizes, porque temos trabalho; e a alegria habita cada recanto da colônia, porque o Senhor não nos retirou o pão abençoado do serviço. (Nosso Lar Cap.5 - FEB 1943)

"... Vivemos em círculo de demonstrações ativas. As tarefas de Auxílio são laboriosas e complicadas, os deveres no Ministério da Regeneração constituem testemunhos pesadíssimos, os trabalhos na Comunicação exigem alta noção da responsabilidade individual, os campos do Esclarecimento requisitam grande capacidade de trabalho e valores intelectuais profundos, o Ministério da Elevação pede renúncia e iluminação, as atividades da União Divina requerem conhecimento justo e sincera aplicação do amor universal. A Governadoria, por sua vez, é sede movimentada de todos os assuntos administrativos, numerosos serviços de controle direto, como, por exemplo, o de alimentação, distribuição de energias elétricas, trânsito, transporte e outros. Aqui, em verdade, a lei do descanso é rigorosamente observada, para que determinados servidores não fiquem mais sobrecarregados que outros; mas a lei do trabalho é também rigorosamente cumprida." (Nosso Lar Cap.11 - FEB 1943)

"...toda tarefa na Terra, no campo das profissões, é convite do Pai para que o homem penetre os templos divinos do trabalho." (Nosso Lar Cap.14 - FEB 1943)

"... Desde que voltei da Terra, tenho trabalhado intensamente pela nossa renovação espiritual. Muitas entidades, desencarnando, permanecem agarradas ao lar terrestre, a pretexto de muito amarem os que demoram no mundo carnal. Ensinaram-me aqui, todavia, que o verdadeiro amor, para transbordar em benefícios, precisa trabalhar sempre. Desde minha vinda, então, procuro esforçar-me por conquistar o direito de ajudar aqueles que tanto amamos." (Nosso Lar Cap.16 - FEB 1943)

"Todos trabalham em nossa casa. ... Oito horas de atividade no interesse coletivo, diariamente é programa fácil a todos...." (Nosso Lar Cap.20 - FEB 1943)

Entre a Terra e o Céu

" (...)Tem, no longo pretérito, complicados compromissos. Em muitas ocasiões, usou projetis e lâminas de ferro para o mal. Hoje, é servidor categorizado numa ferrovia." (Entre a Terra e o Céu Cap.II - FEB 1954)

" - Nas responsabilidades que esposamos, não é aconselhável indagar por indagar. Procuremos o objetivo, a utilidade e a colaboração no bem. Não nos achamos em férias e sim em trabalho ativo." (Entre a Terra e o Céu Cap.VI - FEB 1954)

" - É pelo trabalho - prosseguiu o orientador - que nos despojamos, pouco a pouco, de nossas imperfeições. A Terra, em sua velha expressão física, não é senão energia condensada em época imemorial, agitada e transformada pelo trabalho incessante, e nós, as criaturas de Deus, nos mais diversos degraus da escada evolutiva, aprimoramos faculdades e crescemos em conhecimento e sublimação, através do serviço... O verme, arrastando-se, trabalha em benefício do solo e de si mesmo; o vegetal, respirando e frutescendo, ajuda a atmosfera e auxilia-se. O animal, em luta perene, é útil à gleba em que se desenvolve, adquirindo experiências que lhe são valiosas, e nossa alma, em constantes peregrinações, através de formas variadas, conquista os valores indispensáveis à sublime ascensão... Somos filhos da eternidade, em movimentação para a glória da verdadeira vida e só pelo trabalho, ajustado à Lei Divina, alcançaremos o real objetivo de nossa marcha!" (Entre a Terra e o Céu Cap.VIII - FEB 1954)

" Quanto mais se nos avulta o conhecimento, mais nos sentimos distanciados do repouso. A inércia opera a coagulação de nossas forças mentais, nos planos mais baixos da vida. O serviço é a nossa bênção." (Entre a Terra e o Céu Cap.XI - FEB 1954)

" - Ah! indiscutivelmente o trabalho renova qualquer posição mental. Gerando novos motivos de elevação e novos fatores de auxílio, o serviço estabelece caminhos outros que realmente funcionam como recursos de libertação. Por isso mesmo, o constante apelo do Senhor à ação e à fraternidade se estende, junto de nós, diariamente, através de mil modos... Todavia, quando não nos devotamos ao trabalho, enquanto nos demoramos na vestimenta terrestre, mais difícil se faz para nós a superação dos obstáculos mentais, porque a indolência trazida do mundo é tóxico cristalizante de nossas idéias, fixando-as, por vezes, durante tempo indefinível. (...)" (Entre a Terra e o Céu Cap.XII - FEB 1954)

" A segunda esposa de Amaro modificara-se de modo sensível. Como as pessoas felicitadas por novos títulos de confiança no trabalho, revelava-se mais alegre e mais cônscia das obrigações que lhe competiam." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXIX - FEB 1954)

" (...) precisamos reconhecer que o trabalho é a nossa lição. Movamos a mente no serviço que nos compete e adquiriremos a chave de todos os enigmas." (Entre a Terra e o Céu Cap.XL - FEB 1954)

Nos Domínios da Mediunidade

" Toda conversação nobre é instrutiva, no entanto, por agora, guardemos o espírito no trabalho a fazer. O êxito não exonera a atenção." (Nos domínios da Mediunidade Cap.2 - FEB 1955)

" (...) Aqui, onde me encontro, vim reconhecer, mais uma vez, a minha desvalia e agora concluo que todos os nossos sacrifícios pela causa do bem são bagatelas, comparados à munificência da Divina Bondade... Meus amigos, a caridade é o grande caminho! Trabalhemos!... Jesus nos abençoe!..." (Nos domínios da Mediunidade Cap.11 - FEB 1955)

(...) Muitas vezes, dentro do mesmo lar, da mesma família ou da mesma instituição, adversários ferrenhos do passado se reencontram. Chamados pela Esfera Superior ao reajuste, raramente conseguem superar a aversão de que se vêem possuídos, uns à frente dos outros, e alimentam com paixão, no imo de si mesmo, os raios tóxicos da antipatia que, concentrados, se transformam em venenos magnéticos, suscetíveis de provocar a enfermidade e a morte. Para isso, não será necessário que a perseguição recíproca se expresse em contendas visíveis. Bastam as vibrações silenciosas de crueldade e despeito, ódio e ciúme, violência e desespero, as quais, alimentadas, de parte a parte, constituem corrosivos destruidores. (...)
- A melhor maneira de extinguir o fogo é recusar-lhe combustível. A fraternidade operante será sempre o remédio eficaz, ante as perturbações dessa natureza. Por isso mesmo, o Cristo aconselhava-nos o amor aos adversários, o auxílio aos que nos perseguem e a oração pelos que nos caluniam, como atitudes indispensáveis à garantia de nossa paz e de nossa vitória." (Nos domínios da Mediunidade Cap.19 - FEB 1955)

" (...) Todos os homens em suas atividades, profissões e associações são instrumentos das forças a que se devotam. Produzem, de conformidade com os ideais superiores ou inferiores em que se inspiram, atraindo os elementos invisíveis que os rodeiam, conforme a natureza dos sentimentos e idéias de que se nutrem." (Nos domínios da Mediunidade Cap.30 - FEB 1955)

Ação e Reação

"... Tinha agora a sede de aprender e servir, para demandar o campo humano com os melhores valores do espírito, que se lhe exprimiriam na mente, quando encarnado, em forma de tendência e facilidade na chamada «vocação inata»." (Ação e Reação Cap.10 - FEB 1957)

" Durante três anos estivemos quase que diariamente na «Mansão Paz», estudando lições preciosas e aprendendo a servir." (Ação e Reação Cap.20 - FEB 1957)

Sexo e Destino

" (...) Uma pessoa com grandes cabedais de autoridade pode elevar extensas comunidades às culminâncias do progresso e do aprimoramento ou afundá-las em estagnação e decadência. Isso na medida exata das atitudes que tome para o bem ou para o mal. Naturalmente, governantes e administradores, em qualquer tempo, respondem pelo que fazem. Cada qual dá conta dos recursos que lhe foram confiados e da região de influência que recebeu, passando a colher, de modo automático, os bens ou os males que haja semeado." (Sexo e Destino - 1ª parte - Cap.VI - FEB 1963)

"(...) a filha de Aracélia repousava, sob o patrocínio de Moreira, que se reconfortava, sob o patrocínio de Moreira, que se reconfortava ao identificar o resultado compensador do próprio esforço. Ele mesmo, agora, compreendia que a moça se lhe afinava, com mais segurança, ao apoio fluídico. E regozijava-se com isso. (...)
Se algo distante do posto, durante alguns minutos, a jovem, cujo corpo espiritual se revestia de inexprimível suscetibilidade, em vista do desgaste físico, passava a gemer, denotando sofrimento agravado, para calar-se, em súbita acalmia, tão logo o sustentador retomasse a posição.
Moreira sentia-se útil, orgulhava-se. Encontrava motivos para conversar conosco, permutando impressões. Solicitava esclarecimentos, a fim de entrar em processos mais eficazes de auxílio. Adquirira interesse para o trabalho. (...)" (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.V - FEB 1963)

" (...) comoveu-nos com um pedido. Reconhecia-se amparado por muitos benfeitores, porque, somente à custa de muitos favores - opinava humilde -, pudera acordar, antes da morte, para as realidades da alma... Envergonhava-se, porém, de procurar-lhes imediatamente o convívio, que aspirava a merecer, no porvir. Se a Divina Providência, por amigos tão dedicados, lhe pudesse conceder novas esmolas, a ele que se categorizava por mendigo de luz, anelava permissão para continuar trabalhando, mesmo desencarnado, no seio da família, sem ausentar-se do Rio. (...)
Não pretendia largar a oficina terrestre na condição de insolvente.(...)
Permitia-se a Cláudio o período de dez anos de serviço ao pé dos familiares, antes de se elevar aos círculos imediatos da Espiritualidade para julgamento da existência transcorrida, reservando-se à Casa da Providência o direito de corrigir a concessão, fosse dilatando o tempo, se o interessado demonstrasse aplicação ao cumprimento das promessas que formulava, ou cassando a licença, na hipótese de se revelar indigno dela.
O requerente, satisfeito, exultou. Estimulado pelo apoio que recebia, rogou colaboração para voltar ao Flamengo. Sentia-se fraco, vacilante. Pássaro implume, ansiando despencar-se do ninho... Mesmo assim, queria sair de si mesmo, trabalhar, trabalhar..." (Sexo e Destino - 2ª parte - Cap.XIII- FEB 1963)

E a vida continua...

"Sábios, em que aplicastes os dotes do conhecimento superior? Ignorantes, onde colocáveis o talento das horas? Ricos, em que trabalho dignificastes o dinheiro? Irmãos destituídos de reservas douradas, mas tanta vez detentores de bênçãos maiores, que realizastes com as oportunidades de paciência e serviço, compreensão e humildade na esfera da obediência? Jovens, que operastes com a força? Companheiros encanecidos na marcha do cotidiano, em que boas obras convertestes o clarão de vosso entendimento?
Não vos iludais!... (...)
Em suma, atravessada a Grande Fronteira, somos simplesmente o que somos!" (E a Vida Continua... Cap.12 - FEB 1968)

" Muitas vezes, o serviço de alguns dias pode endossar-nos valioso empréstimo de energias e meios para as empresas de recuperação e elevação que nos requisitam o esforço de muitos anos." (E a Vida Continua... Cap.12 - FEB 1968)

 

Progresso

"O progresso pode ser comparado a montanha que nos cabe transpor, sofrendo-se naturalmente os problemas e as fadigas da marcha, enquanto que a recuperação ou a expiação podem ser consideradas como essa mesma subida, devidamente recapitulada, através de embaraços e armadilhas, miragens e espinheiros que nós mesmos criamos." (Evolução em Dois Mundos, em 09/04/1958, Primeira Parte - XIX)

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Trabalho e honestidade 

"Se soubermos, porém, suar no trabalho honesto, não precisaremos suar e chorar no resgate justo. E não se diga que todos os infortúnios da marcha de hoje estejam debitados a compromissos de ontem, porque, com a prudência e a imprudência, com a preguiça e o trabalho, com o bem e o mal, melhoramos ou agravamos a nossa situação, reconhecendo-se que todo dia, no exercício de nossa vontade, formamos novas causas, refazendo o destino." (Evolução em Dois Mundos, em 09/04/1958, Primeira Parte - XIX)


 

Amor ao trabalho

" A cooperação é outro problema. A maioria dos irmãos que se propõem ao serviço, partem daqui prometendo, mas gostam de viver descansados, no planeta. Poucos fogem ao estalão (padrão) comum. Raramente encontramos companheiros encarnados com bastante disposição para amar o trabalho pelo trabalho, sem idéia de recompensa. A maioria está procurando remuneração imediata. Nessas condições, não percebem que a mente lhes fica como aposento escuro, atulhado de elementos inúteis. À força de viciarem raciocínios, confundem igualmente a visão. Enxergam tormentas onde há paisagens celestes, montanhas de pedra onde o caminho é gloriosa elevação. De pequenos enganos a pequenos enganos, formam o continente das grandes fantasias. Daí por diante, a recapitulação das experiências terrenas inclina-os, mais fortemente, para a exigência animal e, chegados à esse ponto, raros voltam ao dever sagrado, para considerar a grandeza das divinas bênçãos." (Os Mensageiros Cap.28 - FEB 1944)


 

Auxílio ao trabalhador

" - ... revelada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam, indiretamente, o neófito, utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe os próprio valor. São muito raros, porém, os companheiros que demonstram a vocação de servir espontaneamente. ... " (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)


 

Bônus-hora

" - Quando o Ministério do Auxílio me confia crianças ao lar, minhas horas de serviço são contadas em dobro..." (Nosso Lar Cap.20 - FEB 1943)

" ... O bônus-hora, no fundo, é o nosso dinheiro. Quaisquer utilidades são adquiridas com esses cupons, obtidos por nós mesmos, à custa de esforço e dedicação. As construções em geral representam patrimônio comum, sob controle da governadoria; cada família espiritual, porém, pode conquistar um lar (nunca mais que um), apresentando trinta mil bônus-hora, o que se pode conseguir com algum tempo de serviço." (Nosso Lar Cap.21 - FEB 1943)

" Cada um de nós, os que trabalhamos, deve dar, no mínimo, oito horas de serviço útil, nas vinte quatro de que o dia se constitui. Os programas de trabalho, porém são numerosos e a Governadoria permite quatro horas de esforço extraordinário, aos que desejem colaborar no trabalho comum, de boa vontade. Desse modo, há muita gente que consegue setenta e dois bônus-hora, por semana, sem falar dos serviços sacrificiais, cuja remuneração é duplicada e, às vezes, triplicada.
- Mas, é esse o único título de remuneração? - perguntei.
- Sim, é o padrão de pagamento a todos os colaboradores da colônia, não só na administração, como também na obediência." (Nosso Lar Cap.22 - FEB 1943)

" - Poderemos, porém, gastar nossos bônus-hora a favor dos amigos? - indaguei curioso.
- Perfeitamente - disse ela -; poderemos repartir as benção de nosso esforço com quem nos aprouver. Isto é direito inalienável do trabalhador fiel. Contam-se por milhares as pessoas favorecidas em "Nosso Lar", pela movimentação da amizade e do estímulo fraternal." (Nosso Lar Cap.22 - FEB 1943)

 

 

Desvios por falta de amor ao trabalho

" Os desvios das almas que receberam tarefas de natureza religiosa são sempre mais graves. Existem padres que, contrariamente a todas as esperanças de nosso plano, ... Recebem os títulos sacerdotais, como os médicos sem amor ao trabalho de curar, ou como os advogados sem qualquer espécie de devotamento ao direito. Estimam os interesses imediatos, requisitam as honrarias humanas e, terminada a existência transitória, se encontram em doloroso fracasso da consciência...." (Missionários da Luz Cap.17 - FEB 1945)


 

Evangelho e Trabalho

"- Não desejamos menosprezar os serviços admiráveis dos aprendizes do Evangelho nos variados campos religiosos. Todos são respeitáveis, se levados a efeito pelo devotamento do coração. Desejamos apenas destacar os valores iluminativos. Nos primórdios da obra cristã, não faltavam prestigiosas providências da política imperial de Roma, a fim de que os famintos e esfarrapados recebessem trigo e agasalho e até mesmo preceptores seletos, filiados a famosos centros culturais de gregos e egípcios. Porém, no intuito de incentivar a obra de legítima iluminação do espírito, Simão Pedro e os companheiros de apostolado obrigaram-se a longo programa de socorro aos infortunados de toda sorte. Nem todos os seguidores do Evangelho procediam das altas camadas sociais do Judaísmo, como Gamaliel, o venerando rabino cujo intelecto desenvolvido encontrou o Mestre. A maioria dos necessitados entraria em contato com Jesus através da sopa humilde ou do teto acolhedor. Lavando leprosos, tratando loucos, assistindo órfãos e velhinhos desamparados, os continuadores do Cristo davam trabalho a si próprios, dedicavam-se aos infelizes, esclarecendo-lhes a mente, e ofereciam lições de substancial interesse aos leigos da fé viva. Como não ignoram, estamos fazendo no Espiritismo evangélico a recapitulação do Cristianismo." (Obreiros da Vida Eterna Cap.XII - FEB 1946)


 

Funcionários e colaboradores

" No século findo, guardavas o título de posse sobre extensa faixa de terra e orgulhavas-te da posição de senhor de dezenas de escravos que, em maioria reencarnados, atualmente te integram a falange de colaboradores nos trabalhos comuns a que te sentes constrangido pela máquina funcional. A todos eles, deves assistência e carinho, auxílio e compreensão. (...)" (Libertação Cap.XIII - FEB 1949)


 

Idolatria

"- Minhas irmãs, meus amigos, serei breve. Venho até aqui somente fazer-vos pequeno apelo. Não ignorais que nossa Adelaide necessita passagem livre a caminho da espiritualidade superior. Enferma desde muito, cooperou conosco, anos consecutivos, dando-nos o melhor de suas forças. Dócil às influências do bem, foi valioso instrumento na organização desta casa de amor evangélico. Administrou a obra com cuidado e, muita vez, em nosso instituto de socorro, fora dos círculos carnais, recebemos preciosa colaboração de seu esforço, de sua boa vontade.
Endereçou o olhar firme à assistência e obtemperou:
- Porque a detendes? Há dias, o quarto de repouso físico da doente que nos é tão amada permanece enlaçado com pensamentos angustiosos. São forças que partem de vós, sem dúvida, companheiros ciosos do trabalho em ação, mas esquecidos do «faça-se a vossa vontade» que devemos dirigir ao Supremo Senhor, em todos os dias da vida. Lastimo as circunstâncias que me compelem a falar-vos com tamanha franqueza. Entretanto, não nos resta alternativa diferente. Acreditais na vitória da morte, em oposição à gloriosa eternidade da vida? Adelaide apenas restituirá maquinaria gasta ao laboratório da Natureza. Continuará, porém, contribuindo nos serviços da verdade e do amor, com ânimo inextinguível. Quanto a vós, não olvideis a necessidade de ação individual, no campo do bem. Que dizer do viticultor que estima o valor da vinha somente através dos serviços de alheias mãos? Como apreciar o amante das flores que nunca desceu a cultivar o próprio jardim? Não façais a consagração da ociosidade, mantendo-vos a distância do desenvolvimento de vossas possibilidades infinitas...." (Obreiros da Vida Eterna Cap.XIX - FEB 1946)

" ...Compreendendo-nos as deficiências mentais na conquista da vida eterna, a vontade do Supremo Senhor colocou nos pórticos da legislação antiga o "não terás outros deuses diante de mim". O Pai conhece-nos a viciação milenária em matéria de inclinações afetivas e prevenia-nos o espírito contra as falsas divindades. Recorremos a semelhantes figuras, na reduzida esfera de nossas cogitações do momento, com o propósito de levar a vossa compreensão a círculos mais altos, para assim vos desprenderdes da irmã devotada e digna servidora, que vos precederá na grande jornada liberativa." (Obreiros da Vida Eterna Cap.XIX - FEB 1946)

"- Afirmais mentalmente que Adelaide é a viga mestra deste pouso de amor, que surgirão dificuldades talvez invencíveis para que seja substituída no leme da orientação geral; entretanto, sabeis que vossa irmã, não obstante os valores incontestáveis que lhe exornam a personalidade, foi apenas instrumento digno e fiel desta criação de benemerência, sem Ter sido, porém, sua fundadora. Afeiçoou-se ao espírito cristão, ao qual nos adaptaremos por nossa vez, e foi utilizada pelo Doador das Bênçãos nos trabalhos de extensão do Evangelho Purificador. Não lhe deponhais na fronte amiga a coroa de responsabilidade total, cujo "peso de glórias" deve repartir-se com todos os servos sinceros das boas obras, como se dividem, inevitavelmente, os valores da cooperação. Adelaide conhece a sua condição de colaboradora leal e não deseja lauréis que de modo algum lhe pertencem. Aguarda, apenas, que os companheiros de luta transfiram ao Cristo o patrimônio do reconhecimento, rogando simplesmente as afeições, a simpatia e a compreensão para as suas necessidades na vida nova. Libertemo-la, pois, oferecendo-lhe a esperança na esfera mais elevada." (Obreiros da Vida Eterna Cap.XIX - FEB 1946)


 

Medicina

"Como reconhece agora, o médico não pode estacionar em diagnósticos e terminologias. Há que penetrar a alma, sondar-lhe as profundezas. Muitos profissionais da Medicina, no planeta, são prisioneiros das salas acadêmicas, porque a vaidade lhes roubou a chave do cárcere. Raros conseguem atravessar o pântano dos interesses inferiores, sobrepor-se a preconceitos comuns e, para essas exceções, reservem-se as zombarias do mundo e o escárnio dos companheiros." (Nosso Lar Cap.14 - FEB 1943)

" Mal recomeçávamos a avançar, quando passou por nós uma ambulância, em marcha vagarosa, sirenando forte para abrir caminho.
À frente, ao lado do condutor, sentava-se um homem de grisalhos cabelos a lhe emoldurarem a fisionomia simpática e preocupada. Junto dele, porém, abraçando-o com naturalidade e doçura, uma entidade em roupagem lirial lhe envolvia a cabeça em suaves e calmantes irradiações de prateada luz.
- Oh! - inquiriu Hilário, curioso - quem será aquele homem tão bem acompanhado?
Áulus sorriu e esclareceu:
- Nem tudo é energia viciada no caminho comum. Deve ser um médico em alguma tarefa salvacionista.(...) Deve ser, antes de tudo, um profissional humanitário e generoso que por seus hábitos de ajudar ao próximo se fez credor do auxílio que recebe." (Nos domínios da Mediunidade Cap.15 - FEB 1955)


 

O diploma

" O título, para nós, é simplesmente uma ficha; mas no mundo, costuma representar uma porta aberta a todos os disparates. Com essa ficha, o homem fica habilitado a aprender nobremente e a servir ao Senhor, no quadro de Seus divinos serviços no planeta. Tal princípio é aplicável a todas as atividades terrestres, excluída a convenção dos setores nos quais se desdobrem. Meu irmão recebeu uma ficha de médico. Penetrou o templo da Medicina, mas sua ação, lá dentro, não se verificou em normas que me autorizem a endossar seus atuais desejos...." (Nosso Lar Cap.14 - FEB 1943)


 

Para bem caminhar

"- Nosso serviço é variado e rigoroso. O Departamento de trabalho, afeto à nossa responsabilidade, aceita somente os cooperadores interessados na descoberta da felicidade de servir. Comprometemo-nos, mutuamente, a calar toda espécie de reclamação. Ninguém exige expressão nominal nas obras úteis realizadas, e todos respondem por qualquer erro cometido. Achamo-nos, aqui, num curso de extinção das velhas vaidades pessoais, trazidas do mundo carnal. Dentro do mecanismo hierárquico de nossas obrigações, interessamo-nos tão somente pelo bem divino. Consideramos que toda possibilidade construtiva vem de nosso Pai e esta convicção nos auxilia a esquecer as exigências descabidas de nossa personalidade inferior." (Os Mensageiros Cap.2 - FEB 1944)


 

Responsabilidade

"A maioria dos homens encarnados está simplesmente ensaiando o espírito de serviço e aprendendo a trabalhar nos diversos setores da vida humana. Por isso mesmo, é imprescindível fixar as remunerações terrestres com maior atenção. Vemos trabalhadores obcecados pela questão de ganhar, transmitindo fortunas vultuosas à inconsciência e à dissipação; outros amontoam expressões bancárias que lhes servem de martírio pessoal e de ruína à família. Por outro lado, é indispensável considerar que setenta por cento dos administradores terrenos não pesam os deveres morais que lhes competem, e que a mesma percentagem pode ser adjudicada a quantos foram chamados à subordinação. Vivem, quase todos, a confessar ausência do impulso vocacional, recebendo embora os proventos comuns aos cargos que ocupam. Governos e empresas pagam a médicos que se entregam à exploração de interesses outros e a operários que matam o tempo. Onde, aí, a natureza de serviço? Há técnicos de indústria econômica, que nunca prezaram integralmente a obrigação que lhes assiste e valem-se de leis magnânimas, à maneira de moscas venenosas no pão sagrado, exigindo abonos, facilidades e aposentadorias. Creia, porém, que todos pagarão mui caro a displicência. Parece ainda distante o tempo em que os institutos sociais poderão determinar a qualidade de serviço dos homens, porque, para o plano espiritual superior, não se especificará teor de trabalho, sem a consideração dos valores morais despendidos." (Nosso Lar Cap.22 - FEB 1943)

 


 

Servir e seguir

"- André, a excessiva contemplação dos resultados pode prejudicar o trabalhador. Em ocasiões como esta, a vaidade costuma acordar dentro de nós, fazendo-nos esquecer o Senhor. Não olvides que todo o bem procede dEle, que é a luz de nossos corações. Somos seus instrumentos nas tarefas de amor. O servo fiel não é aquele que se inquieta pelos resultados, nem o que permanece enlevado na contemplação deles, mas justamente o que cumpre a vontade divina do Senhor e passa adiante". (Os Mensageiros Cap.44 - FEB 1944)


 

O bom trabalhador

"- Nosso amigo Fábio, em véspera de libertação, sempre colaborou com dedicação nas obras do bem. Não é médium com tarefa, na acepção vulgar do termo. É, porém, homem equilibrado, amante da meditação e da espiritualidade superior e, em razão disso, desde a juventude tornou-se excelente ministrador de energias magnéticas, colaborando conosco em relevantes serviços de assistência oculta. Vários mentores de nossa colônia têm em alta conta o seu concurso. Há muitos anos que se consagra ao estudo das questões transcendentes da alma e formou-se na academia do esforço próprio, a fim de ser-nos útil. Livre de sectarismo, infenso às paixões e amante do dever, nosso irmão Fábio, instituiu, desde os primeiros dias de matrimônio, o culto doméstico da fé viva, preparando a esposa, os filhinhos e outros familiares no esclarecimento dos problemas essenciais da compreensão da vida eterna. Em virtude da perseverança no bem que lhe caracterizou as atitudes, sua libertação ser-lhe-á agradável e natural. Soube viver bem, para bem morrer." (Obreiros da Vida Eterna Cap.XI - FEB 1946)

" - Há, contudo, observação valiosa a destacar. Como vemos, não é a rotulagem externa que socorre o crente nas supremas horas evolutivas. É justamente a sementeira do esforço próprio, nos serviços de sabedoria e do amor, que frutifica, no instante oportuno, através de providências intercessórias ou de compensações espontâneas da lei que manda entregar as respostas do Céu "a cada um por suas obras". Todo lugar do Universo, portanto, pode ser convertido em santuário de luz eterna, desde que a execução dos Divinos Desígnios seja a alegria de nossa própria vontade."(Obreiros da Vida Eterna Cap.XII - FEB 1946)


 

O trabalhador de auxílio magnético (passes, fluidoterapia, reiki, etc)

" O servidor do bem, mesmo desencarnado, não pode satisfazer em semelhante serviço, se ainda não conseguiu manter um padrão superior de elevação mental contínua, condição indispensável à exteriorização das faculdades radiante. O missionário do auxílio magnético, na Crosta ou aqui em nossa esfera, necessita ter grande domínio sobre si mesmo, espontâneo equilíbrio de sentimentos, acendrado amor aos semelhantes, alta compreensão da vida, fé vigorosa e profunda confiança ao Poder Divino. Cumpre-me acentuar, todavia, que semelhantes requisitos, em nosso plano, constituem exigências a que não se pode fugir, quando, na esfera carnal, a boa vontade sincera, em muitos casos, pode suprir essa ou aquela deficiência, o que se justifica, em virtude da assistência prestada pelos benfeitores de nossos círculos de ação ao servidor humano, ainda incompleto no terreno das qualidades desejáveis." (Missionários da Luz Cap.19 - FEB 1945)


 

O trabalhador de boa-vontade

"Convocou Zenóbia vinte cooperadores para as tarefas de colaboração eventual e imediata, três mulheres e dezessete homens, que, à primeira vista, não pareciam pessoas de cultura e sensibilidade extremamente apuradas, mas que mostravam, no olhar sereno e firme, boa vontade, dedicação leal e caráter resoluto no espírito de serviço. Mais tarde, vim a saber que o instituto asila constantemente variados grupos de entidades, repletas de característicos humanos primitivistas, mas portadoras de virtudes e valores apreciáveis, que colaboram na execução das tarefas gerais e se educam ao mesmo tempo, preparando-se para reencarnações e experiências de mais elevada expressão." (Obreiros da Vida Eterna Cap.VI - FEB 1946)


 

Trabalhadores de Boa-Vontade

"Precisamos oferecer, no mundo, os instrumentos adequados às retificações espirituais, habilitando nossos irmãos encarnados a um maior entendimento do Espírito do Cristo. Para consegui-lo, todavia, necessitamos de colaboradores fiéis, que não cogitem de condições, compensações e discussões, mas que se interessem pela sublimidade do sacrifício e de renunciação com o Senhor....
- Quem não deseje servir, procure outros gêneros de tarefa. A Comunicação não comporta perda de tempo nem experimentação doentia, sem grave prejuízo dos cooperadores incautos. Noutros Ministérios, a designação de trabalhadores define, com precisão, todos os que colaboram com o Divino Mestre. Aqui, porém, acima de trabalhadores, precisamos de servidores que atendam de boa vontade." (Os Mensageiros Cap.5 - FEB 1944)


 

Trabalho e Evolução

"- Este método não visa apenas a criar obrigações para os outros. Aqui, como na Terra, quem alcança a melhor porção, nas aulas e demonstrações, não é propriamente o discípulo e sim o instrutor, que enriquece observações e intensifica experiências. Quando o Ministro Espiridião me chamou a exercer o cargo, aceitei-o sob a condição de não perder tempo na melhoria e educação de mim mesmo. (Os Mensageiros Cap.2 - FEB 1944)

 

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