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Crime, débito, livre arbítrio, exploradores, justiça, guerra, discórdia, responsabilidade

 

Crimes

 

Criminosos e exploradores

Débitos Estacionário

Débito Aliviado

Guerras e Discórdias

Justiça

Responsabilidade pela vida (sua ou de outrem)

 

 


 

Nosso Lar

"... claro que interpretaremos todo mal como desperdício de energia, e todo crime como enfermidade da alma; entretanto, "Nosso Lar" é um patrimônio divino, que precisamos defender com todas as energias do coração. Quem não sabe preservar, não é digno de usufruir." (Nosso Lar Cap.42 - FEB 1943)

 

Obreiros da Vida Eterna

" Geralmente, ao delinqüirmos, podemos precisar o instante exato de nossa penetração na desarmonia; jamais sabemos, porém, quando soará o momento de abandoná-la." (No Mundo Maior Cap.16 - FEB 1947)

 

No Mundo Maior

" Geralmente, ao delinqüirmos, podemos precisar o instante exato de nossa penetração na desarmonia; jamais sabemos, porém, quando soará o momento de abandoná-la." (No Mundo Maior Cap.16 - FEB 1947)

 

 

Libertação

" O Instrutor informou-nos, então, com muito acerto, de que as mentes extraviadas, de modo geral, lutam com idéias fixas, implacáveis e obcecantes, gastando longo tempo a fim de se reajustarem. Rebaixadas pelas próprias ações, perdem a noção do bom-gosto, do conforto construtivo, da beleza santificante e se entregam a lastimável relaxamento." (Libertação Cap.VII - FEB 1949)

" (...) Todavia, Felício, interessamo-nos por tua promessa em favor desta criança, extenuada de sofrimento. Poupa-lhe o corpo tenro e aguarda o futuro! não tragas para o reino da morte semelhante delito, que te confinaria o espírito a furnas trevosas de expiação regeneradora." (Libertação Cap.XIV - FEB 1949)

" Serviço construtivo e atividade destrutiva constituem problema de direção. A corrente líquida, devastadora, que derruba e mata, pode sustentar uma usina de força edificante. Em verdade, meu amigo, todos somos devedores, enquanto nos situamos nas linhas do mal. É imperioso reconhecer, contudo, que o bem é a nossa porta redentora. O maior criminoso pode abreviar longos anos de pena, entregando-se ao resgate próprio, através do serviço benéfico aos semelhantes." (Libertação Cap.XVII - FEB 1949)

" (...) Além disso, tornou o Instrutor bondoso, cumpria-nos considerar que aquela mente transviada do trilho divino se caracterizava muito mais pela moléstia do orgulho ferido e impenitente, que pela perversidade. Gregório era tão somente um infeliz, quanto nós mesmos em passado próximo ou remoto, acicatado por rebeliões e remorsos interiores a lhe desajustarem os sentimentos. Merecia, por isso mesmo, nossa dedicação carinhosa e confortadora, ainda mesmo que nos visitasse com aparências de celerado ou de louco.." (Libertação Cap.XX - FEB 1949)

 

 

Entre a Terra e o Céu

" (...) Quando de consciência inclinada para o bem ou para o mal perpetramos esse ou aquele delito no mundo, realmente podemos ferir ou prejudicar a alguém, mas, antes de tudo, ferimos e prejudicamos a nós mesmos. Se eliminamos a existência do próximo, nossa vítima receberá dos outros tanta simpatia que, em breve, se restabelecerá, nas leis de equilíbrio que nos governam, vindo, muita vez, em nosso auxílio, muito antes que possamos recompor os fios dilacerados de nossa consciência. Quando ofendemos a essa ou àquela criatura, lesamos primeiramente a nossa própria alma, de vez que rebaixamos a nossa dignidade de espíritos eternos, retardando em nós sagradas oportunidades de crescimento." (Entre a Terra e o Céu Cap.XXI - FEB 1954)

 

Ação e Reação" ... A ação do mal pode ser rápida, mas ninguém sabe quanto tempo exigirá o serviço da reação, indispensável ao restabelecimento da harmonia soberana da vida, quebrada por nossas atitudes contrárias ao bem..." (Ação e Reação Cap.9 - FEB 1957)

" ... Obrigado a pacientes e laboriosas investigações, por força de meus deveres, posso adiantar-lhes que às densas trevas em torno somente aportam as consciências que se entenebreceram nos crimes deliberados, apagando a luz do equilíbrio em si mesmas. ...
Asseguro-lhes, assim, que, nas zonas infernais propriamente ditas, apenas residem aquelas mentes que, conhecendo as responsabilidades morais que lhes competiam, delas se ausentaram, deliberadamente, com o louco propósito de ludibriarem o próprio Deus. O inferno, a rigor, pode ser, desse modo, definido como vasto campo de desequilíbrio, estabelecido pela maldade calculada, nascido da cegueira voluntária e da perversidade completa. Aí vivem domiciliados, às vezes por séculos. Espíritos que se bestializaram, fixos que se acham na crueldade e no egocentrismo. Constituindo, porém, larga província vibratória, em conexão com a Humanidade terrestre, de vez que todos os padecimentos infernais são criações dela mesma, estes lugares tristes funcionam como crivos necessários para todos os Espíritos que escorregam nas deserções de ordem geral, menosprezando as responsabilidades que o Senhor lhes outorga. Dessa forma, todas as almas já investidas no conhecimento da verdade e da justiça e por isso mesmo responsáveis pela edificação do bem, e que, na Terra, resvalam nesse ou naquele delito, desatentas para com o dever nobilitante que o mundo lhes assinala, depois da morte do corpo estagiam nestes sítios por dias, meses ou anos, reconsiderando as suas atitudes, antes da reencarnação que lhes compete abraçar, para o reajustamento tão breve quanto possível." (Ação e Reação Cap.1 - FEB 1957)

"Se a penitenciária vigora entre os homens, em função da criminalidade corrente no mundo, o inferno existe, na Espiritualidade, em função da culpa nas consciências."... (Ação e Reação Cap.3 - FEB 1957)

"... Não encontraremos aqui neste imenso palco de angústia almas simples e inocentes, mas sim criaturas que abusaram da inteligência e do poder, e que, voluntariamente surdas à prudência, se extraviaram nos abismos da loucura e da crueldade, do egoísmo e da ingratidão, fazendo-se temporariamente presas das criações mentais, insensatas e monstruosas, que para si mesmas teceram....
" ...Afirma velho aforismo popular na Terra que «o criminoso volta ao local do crime». Daqui podemos asseverar que, mesmo desfrutando a possibilidade de ausentar-se da paisagem do crime, o pensamento do criminoso está preso ao ambiente e à própria substância da falta cometida.(...)
(...) - Recordemos, ainda, o pensamentos, atuando à feição de onda, com velocidade muito superior à da luz, e lembremo-nos de que toda mente é dínamo gerador de força criativa. Ora, sabendo que o bem é expansão da luz e que o mal é condensação da sombra, quando nos transviamos na crueldade para com os outros, nossos pensamentos, ondas de energia sutil, de passagem pelos lugares e criaturas, situações e coisas que nos afetam a memória, agem e reagem sobre si mesmos, em circuito fechado, e trazem-nos, assim, de volta, as sensações desagradáveis, hauridas ao contato de nossas obras infelizes...." (Ação e Reação Cap.5 - FEB 1957)

 

 

E a vida continua...

" - Admito os males que outros nos façam como parcelas do resgate de nossos pecados perante Deus; no entanto, os males que fazemos são golpes que desferimos contra nós mesmos. Supondo assim, procuro preservar-me, isto é, reconheço que não devo ferir a ninguém." (E a Vida Continua... Cap.2 - FEB 1968)

" (...) Quase sempre, a recuperação de alguém é uma planta sublime da alma que somente vinga porque a abnegação de outro alguém se dispõe a adubá-la com a proteção da ternura e com o orvalho das lágrimas..." (E a Vida Continua... Cap.15 - FEB 1968)

" - Perdoar? Isso nunca. Estou longe do fim. Vocês me pagarão, ceitil por ceitil... Miseráveis!... Vocês ocultam aí na Terra o sangue do crime na capa do arrependimento e julgam que conseguem lavá-lo com lágrimas falsas...
Zombeteando:
- Ninguém morre. Vocês, bandidos, que burlam a justiça do mundo, serão punidos pela Justiça Divina!... E a Justiça Divina, em meu caso, sou eu mesmo... Espírito vingador, sim... Sou... E quem me contestará esse direito?" (E a Vida Continua... Cap.20 - FEB 1968)


 

 

Criminosos e exploradores

" - Estes sofredores padecem um sono mais pesado que outros de nossos irmãos ignorantes. Chamamo-lhes crentes negativos. Ao invés de aceitarem o Senhor, eram vassalos intransigentes do egoísmo; ao invés de crerem na vida, no movimento, no trabalho, admitiam somente o nada, a imobilidade e a vitória do crime. Converteram a experiência humana em constante preparação para um grande sono e, como não tinham qualquer idéia do bem, a serviço da coletividade, não há outro recurso senão dormirem longos anos, em pesadelos sinistros." (Nosso Lar Cap.27 - FEB 1943)

"Os criminosos que fazem as vítimas da guerra, os exploradores da economia popular, os avarentos misérrimos, os sedentos de injustificado predomínio e os vaidosos cheios de fatuidade sabem tão bem quanto os nossos adversários daqui, que tudo pertence a Deus, que o homem é simples usufrutuário dos divinos bens. Não ignoram que os antepassados foram chamados à verdade e a contas pela morte, e que eles seguirão os mesmos caminhos; entretanto, atormentam-se na Crosta como verdadeiros loucos, amontoando possibilidades para a ruína e abusando das oportunidades mais santas. Aqui se verifica a mesma coisa. Querem dominar antes de se dominarem, exigem antes de dar e entram em perene conflito com o espírito divino da lei. Estabelecido o duelo entre a fantasia deles e a verdade do Pai, resistem às corrigendas do Senhor e transformam-se, esses desventurados, em verdadeiros gênios da sombra, até que, um dia, se decidam a novos rumos." (Os Mensageiros Cap.20 - FEB 1944)

"O criminoso nunca consegue fugir da verdadeira justiça universal, porque carrega o crime cometido, em qualquer parte. Tanto nos círculos carnais, como aqui, a paisagem real do do Espírito é a do campo interior. Viveremos, de fato, com as criações mais íntimas de nossa alma.
Reparando-me a dificuldade para compreender de pronto, Aniceto prosseguiu, depois de pequeno intervalo:
- Para melhor elucidação, recordemos a crucificação do Mestre Divino. Sabemos que Jesus penetrou na glória sublime logo após a suprema dor do Calvário; entretanto, estamos ainda a vê-Lo freqüentemente pendurado na cruz, martirizado pelos nossos erros, flagelado pelos nossos açoites, porque a visão interior a isso nos compele. A condenação do Mestre foi um crime coletivo e esse crime estará conosco até ao dia em que nos vestirmos na divina luz da redenção."(Os Mensageiros Cap.27 - FEB 1944)

 

Débitos Estacionário

" - Temos sob nossa atenção lamentável débito congelado. Nosso pobre companheiro, deploravelmente tombado, praticou numerosos delitos na Terra e no Plano Espiritual e, há mais de mil anos, vem sucumbindo, vaidoso e desprevenido, às garras da criminalidade... De existência a existência, não soube senão consumir os recursos do campo físico, tumultuando as paisagens sociais em que o Senhor lhe concedeu viver. Calamidades diversas, como sejam homicídios, rebeliões, extorsões, calúnias, falências, suicídios, abortos e obsessões foram por ele provocados, desde muitos séculos, porquanto nada viu à frente dos olhos senão o seu egoísmo a saciar... Entre o berço e o túmulo, é o desatino incessante, e, do túmulo para o berço, é a maldade fria e inconseqüente, apesar das intercessões de amigos abnegados, que o amparam em novas tentativas de regeneração e levantamento.(...)
(...) Sabino é um problema de débito estacionário, porque jaz em processo de hibernação espiritual, compulsoriamente enquistado no próprio íntimo, a benefício da comunidade de Espíritos desencarnados e encarnados, porquanto tão expressivos se lhe destacam os gravames de ordem material e moral que a sua presença consciente, na Terra ou no Espaço, provocaria perturbações e tumultos de conseqüências imprevisíveis. Desfruta, desse modo, uma pausa na luta, como ensaio de esquecimento, a fim de que possa, de futuro, encarar o montante dos compromissos em que se enleia, promovendo-lhes solução digna nos séculos próximos, a golpes de férrea vontade na renunciação de si mesmo.(...)
(...) Como vemos, tamanhas são as ligações de nosso companheiro nos planos infernais que, por mercê de Jesus, foi ele ocultado provisoriamente neste corpo monstruoso em que se faz não apenas incomunicável, mas também de algum modo irreconhecível, em favor dele próprio...." (Ação e Reação Cap.13 - FEB 1957)

 

Débito Aliviado

"...Devotou-se, então, depois de melhorado, aos serviços mais duros de nossa organização, conquistando com o tempo apreciáveis lauréis que lhe valeram a volta à esfera humana, com o direito de iniciar o pagamento da larga dívida em que se onerou, desavisado. Cultuando a prece com a renovação do mundo íntimo, renasceu de espírito inclinado à fé religiosa, ardente e operante, encontrando no Espiritismo com Jesus, ao influxo dos amigos desencarnados que o assistem, precioso campo de fortalecimento moral e trabalho digno, no qual tem sabido estender, com louvável aproveitamento das horas, o seu raio de ação no estudo edificante e na caridade pura, atraindo em seu favor as mais amplas simpatias, por parte de irmãos encarnados e desencarnados, que lhe devem generosidade e carinho. Atirado a imensas dificuldades materiais, desde cedo cresceu órfão de pai, de vez que não valorizou no passado a ternura paterna, lutando com extrema pobreza e com enfermidade constante... Custodiado, porém, por benfeitores da nossa Mansão, foi conduzido a um templo espírita, ainda muito jovem, onde, submetido a tratamento da epiderme esfogueada, entrou no conhecimento de nossa Renovadora Doutrina... A leitura dos princípios espíritas, ao sol do Evangelho do Senhor, constituiu para ele recordações naturais dos ensinamentos assimilados em nossa casa, antes da reencarnação. Desde aí, aceitou nobremente a responsabilidade de viver e buscou, acima de tudo, aplicar a si próprio as diretrizes regeneradoras da fé que abraça...Trilhando o caminho da simplicidade e da renúncia edificante, modificou as impressões de muitos dos companheiros de outro tempo, que, nas baixas camadas da sombra, se lhe haviam transformado em perseguidores e desafetos, obsessores esses que, em lhe observando os exemplos novos, se sentiam moralmente desarmados para os conflitos que se propunham manter. É assim que não deixa de ressarcir as suas culpas, sofrendo-lhes o gravame em si mesmo. Entretanto, pelos valores que entesoura, devotado ao bem alheio, resgata o pretérito com o alívio possível, ganhando tempo e adquirindo novas bênçãos. Ajudando aos outros, desbasta, dia a dia, o montante dos seus débitos, de vez que a Misericórdia do Pai Celestial permite que os nossos credores atenuem o rigor da cobrança, sempre que nos vejam oferecendo ao próximo necessitado aquilo que lhes devemos..." (Ação e Reação Cap.15 - FEB 1957)

 

Guerras e discórdias

 

"Quando um país toma a iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do Pai, e pagará um preço terrível.
Observei, então, que as zonas superiores da vida se voltam em defesa justa, contra os empreendimentos da ignorância e da sombra, congregados para a anarquia e, conseqüentemente, para a destruição. Esclareceram-me os colegas de trabalho que, nos acontecimentos dessa natureza, os países agressores convertem-se, naturalmente, em núcleos poderosos de centralização das forças do mal. Sem se precatarem dos perigos imensos, esses povos, com exceção dos espíritos nobres e sábios que lhes integram os quadros de serviço, embriagam-se ao contato dos elementos de perversão, que invocam das camadas sombrias. Coletividades operosas convertem-se em autômatos do crime. Legiões infernais precipitam-se sobre grandes oficinas do progresso comum, transformando-as em campos de perversidade e horror. Mas, enquanto os bandos escuros se apoderam da mente dos agressores, os agrupamentos espirituais da vida nobre movimentam-se em auxílio dos agredidos. " (Nosso Lar Cap.41 - FEB 1943)

" - Embalde voltarão os países do mundo aos massacres recíprocos. O erro de uma nação influirá em todas, como o gemido de um homem perturbaria o contentamento de milhões. A neutralidade é um mito, o insulamento uma ficção do orgulho político. A Humanidade terrestre é uma família de Deus, como bilhões de outras famílias planetárias no Universo Infinito. Em vão a guerra desfechará desencarnações em massa. Esses mesmos mortos pesarão na economia espiritual da Terra. Enquanto houver discórdia entre nós, pagaremos doloroso preço em suor e lágrimas. A guerra fascina a mentalidade de todos os povos, inclusive de grande número de núcleos das esferas invisíveis. Quem não empunha as armas destruidoras, dificilmente se afastará do verbo destruidor, no campo da palavra ou da idéia. Mas, todos nós pagaremos tributo. É da lei divina, que nos entendamos e nos amemos uns aos outros.... " (Os Mensageiros Cap.18 - FEB 1944)

 

Justiça

" - Da justiça ninguém fugirá, mesmo porque a nossa consciência, em acordando para a santidade da vida, aspira a resgatar dignamente todos os débitos de que se onerou perante a Bondade de Deus; entretanto, o Amor Infinito do Pai Celeste brilha em todos os processos de reajuste...."(Ação e Reação Cap.7 - FEB 1957)

"... É por isso que a justiça, sendo instituto fundamental de ordem, na Criação, começa invariavelmente em nós mesmos, em toda e qualquer ocasião que lhe defraudemos os princípios.... " (Ação e Reação Cap.19 - FEB 1957)


Responsabilidade pela vida (sua ou de outrem)

"... temos a considerar, igualmente, que, nesta esfera, o corpo denso modificado pode ressurgir todos os dias, pela matéria mental destinada à produção dele, enquanto que, para obter o corpo físico, almas há que trabalham, por vezes, durante séculos...." (Os Mensageiros Cap.20 - FEB 1944)

 

 

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